Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 1 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Anaflávia e Carina mantêm versão no caso da família carbonizada

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Reconstituição leva os cinco suspeitos do crime à residência do casal, em condomínio de Santo André


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

13/03/2020 | 00:01


Anaflávia Gonçalves, 24 anos, e Carina Ramos, 31, mantiveram a versão inicial na reconstituição realizada ontem para tentar elucidar o assassinato dos empresários Flaviana, 40, e Romuyuki Gonçalves, 43, e do filho mais novo do casal, Juan Victor, 15, encontrados carbonizados em porta-malas de carro, na Estrada do Montanhão, em São Bernardo, dia 28 de janeiro. A cena foi simulada na casa da família – onde o crime teria iniciado –, na Rua Caminho dos Vianas, 604, Jardim Irene, em Santo André.

Lucas Domingos, advogado de defesa de Anaflávia e Carina, filha e nora do casal, disse que elas mantêm as versões, de que participaram do suposto roubo na casa da família e não da morte. “A prisão está mantida diante desta questão do roubo e (elas) estão colaborando com as informações”, declarou Domingos. As duas suspeitas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado. 

Além delas, os outros três suspeitos também participaram da reconstituição – os irmãos Jonathan Fagundes, 23, e Juliano Ramos, 22, primos de Carina; e Guilherme Ramos. Logo que chegaram ao condomínio onde fica a casa da família, prestaram rápido depoimento aos peritos que acompanharam a encenação do crime. 

Jonathan, último a ser preso, afirmou que desde o início o plano, arquitetado por Carina, era matar a família, e não apenas roubar os R$ 80 mil que teriam sido deixados pelo pai de Anaflávia, e que estariam guardados em cofre na residência, versão inicialmente sustentada pelos outros acusados.

Ainda conforme suas declarações à polícia, pai, mãe e filho foram mortos na casa da família, colocados no porta-malas do carro e levados para a Estrada do Montanhão, onde o veículo foi incendiado. A versão inicial, sobretudo nas declarações de Anaflávia e Carina, era de que o Jeep Compass azul da família teria deixado o condomínio conduzido por Flaviana, e que ela teria sido morta com golpes na cabeça quando chegaram em São Bernardo.

Foram utilizados dois carros para simular a cena do crime – um Palio e um Jeep Compass azul –, além de televisão e um vídeogame, itens que também fizeram parte da investigação. Ao todo, cerca de 50 policiais participaram da encenação, além dos figurantes.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) não deu detalhes e disse que a investigação está sob segredo de Justiça.

FRIEZA

Vera Lúcia Chagas Conceição, 57 anos, mãe de Flaviana, relatou que, desde que Anaflávia chegou na casa, observou a neta “fria e calculista”. “Não perdi três filhos, perdi quatro, porque a Anaflávia era considerada minha filha”, lamenta. 

Tio de Flaviana, o produtor e iluminador Edson Chagas dos Reis, 49, disse que sempre percebeu “gatilho do mal” em Anaflávia “Não só ela, mas os outros (quatro suspeitos) agiram na maldade. A pena de morte é necessária para que crimes bárbaros como este não acontecessem de novo”, esbravejou.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Anaflávia e Carina mantêm versão no caso da família carbonizada

Reconstituição leva os cinco suspeitos do crime à residência do casal, em condomínio de Santo André

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

13/03/2020 | 00:01


Anaflávia Gonçalves, 24 anos, e Carina Ramos, 31, mantiveram a versão inicial na reconstituição realizada ontem para tentar elucidar o assassinato dos empresários Flaviana, 40, e Romuyuki Gonçalves, 43, e do filho mais novo do casal, Juan Victor, 15, encontrados carbonizados em porta-malas de carro, na Estrada do Montanhão, em São Bernardo, dia 28 de janeiro. A cena foi simulada na casa da família – onde o crime teria iniciado –, na Rua Caminho dos Vianas, 604, Jardim Irene, em Santo André.

Lucas Domingos, advogado de defesa de Anaflávia e Carina, filha e nora do casal, disse que elas mantêm as versões, de que participaram do suposto roubo na casa da família e não da morte. “A prisão está mantida diante desta questão do roubo e (elas) estão colaborando com as informações”, declarou Domingos. As duas suspeitas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado. 

Além delas, os outros três suspeitos também participaram da reconstituição – os irmãos Jonathan Fagundes, 23, e Juliano Ramos, 22, primos de Carina; e Guilherme Ramos. Logo que chegaram ao condomínio onde fica a casa da família, prestaram rápido depoimento aos peritos que acompanharam a encenação do crime. 

Jonathan, último a ser preso, afirmou que desde o início o plano, arquitetado por Carina, era matar a família, e não apenas roubar os R$ 80 mil que teriam sido deixados pelo pai de Anaflávia, e que estariam guardados em cofre na residência, versão inicialmente sustentada pelos outros acusados.

Ainda conforme suas declarações à polícia, pai, mãe e filho foram mortos na casa da família, colocados no porta-malas do carro e levados para a Estrada do Montanhão, onde o veículo foi incendiado. A versão inicial, sobretudo nas declarações de Anaflávia e Carina, era de que o Jeep Compass azul da família teria deixado o condomínio conduzido por Flaviana, e que ela teria sido morta com golpes na cabeça quando chegaram em São Bernardo.

Foram utilizados dois carros para simular a cena do crime – um Palio e um Jeep Compass azul –, além de televisão e um vídeogame, itens que também fizeram parte da investigação. Ao todo, cerca de 50 policiais participaram da encenação, além dos figurantes.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) não deu detalhes e disse que a investigação está sob segredo de Justiça.

FRIEZA

Vera Lúcia Chagas Conceição, 57 anos, mãe de Flaviana, relatou que, desde que Anaflávia chegou na casa, observou a neta “fria e calculista”. “Não perdi três filhos, perdi quatro, porque a Anaflávia era considerada minha filha”, lamenta. 

Tio de Flaviana, o produtor e iluminador Edson Chagas dos Reis, 49, disse que sempre percebeu “gatilho do mal” em Anaflávia “Não só ela, mas os outros (quatro suspeitos) agiram na maldade. A pena de morte é necessária para que crimes bárbaros como este não acontecessem de novo”, esbravejou.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;