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Quilo do feijão triplica nos supermercados


Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

13/03/2011 | 07:00


Poucos devem se lembrar, mas o quilo do feijão custava apenas R$ 0,98 há dez anos. O cenário econômico, no entanto, mudou e o pacote do alimento mais presente no prato dos brasileiros começou a encarecer com intensidade em 2008, quando o quilo foi a R$ 4,17. A variação entre o preço no início da década e no ano passado é de 198,9% maior. O quilo custava R$ 2,93.

A situação ficou semelhante em relação ao preço do arroz, que começou a inflacionar na mesma época, aponta pesquisa conduzida pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). O pacote de cinco quilos nas prateleiras saía por R$ 3,25, mas hoje o valor é R$ 7,62.

A diretora de pesquisas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Maria do Carmo Romeiro, explica que as condições climáticas com fortes chuvas ou seca interferem no preço desses alimentos, muitos deles variam conforme a cotação no mercado internacional.

O engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezzá De Benedetto, diz que a variação no preço do feijão no ano passado ocorreu por causa do baixo valor pago pelos compradores ao produtores em 2009. "A área cultivada menor do produto devido ao valor da saca e à safra ruim colaboraram para inflar os preços."

Tradicionalmente presente nas refeições daqueles dispostos a gastar um pouco mais, a carne bovina de primeira (coxão mole) também ficou mais cara nos últimos dez anos.

Em 2000, o valor do quilo nos estabelecimentos pesquisados foi de R$ 6,27 para R$ 14,29 no fim do ano passado, quando o preço chegou ao máximo no período considerado.

Benedetto pontua que os valores desse produto são influenciados por fatores internacionais. "Se o preço do milho ou soja encarece, isso influencia a ração animal, cujo custo fica mais alto para os produtores. Além disso, a produção brasileira é destinada para consumo interno e externo."

No caso do frango, a variação (88,7%) foi menor em relação aos demais alimentos mais presentes na mesa da população. No início da década o quilo custava R$ 1,78, enquanto que em 2010 eram cobrados R$ 3,36.

A alface foi a principal vilã neste grupo. O pé da verdura saltou de R$ 0,58 no início do levantamento da Craisa para R$ 1,44. O aumento foi de 148,2%. Logo em seguida vem o tomate, que também foi a preocupação das donas de casa, junto com o feijão. O legume ficou 119% mais caro, sendo vendido por R$ 2,41 o quilo.



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Quilo do feijão triplica nos supermercados

Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

13/03/2011 | 07:00


Poucos devem se lembrar, mas o quilo do feijão custava apenas R$ 0,98 há dez anos. O cenário econômico, no entanto, mudou e o pacote do alimento mais presente no prato dos brasileiros começou a encarecer com intensidade em 2008, quando o quilo foi a R$ 4,17. A variação entre o preço no início da década e no ano passado é de 198,9% maior. O quilo custava R$ 2,93.

A situação ficou semelhante em relação ao preço do arroz, que começou a inflacionar na mesma época, aponta pesquisa conduzida pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). O pacote de cinco quilos nas prateleiras saía por R$ 3,25, mas hoje o valor é R$ 7,62.

A diretora de pesquisas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Maria do Carmo Romeiro, explica que as condições climáticas com fortes chuvas ou seca interferem no preço desses alimentos, muitos deles variam conforme a cotação no mercado internacional.

O engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezzá De Benedetto, diz que a variação no preço do feijão no ano passado ocorreu por causa do baixo valor pago pelos compradores ao produtores em 2009. "A área cultivada menor do produto devido ao valor da saca e à safra ruim colaboraram para inflar os preços."

Tradicionalmente presente nas refeições daqueles dispostos a gastar um pouco mais, a carne bovina de primeira (coxão mole) também ficou mais cara nos últimos dez anos.

Em 2000, o valor do quilo nos estabelecimentos pesquisados foi de R$ 6,27 para R$ 14,29 no fim do ano passado, quando o preço chegou ao máximo no período considerado.

Benedetto pontua que os valores desse produto são influenciados por fatores internacionais. "Se o preço do milho ou soja encarece, isso influencia a ração animal, cujo custo fica mais alto para os produtores. Além disso, a produção brasileira é destinada para consumo interno e externo."

No caso do frango, a variação (88,7%) foi menor em relação aos demais alimentos mais presentes na mesa da população. No início da década o quilo custava R$ 1,78, enquanto que em 2010 eram cobrados R$ 3,36.

A alface foi a principal vilã neste grupo. O pé da verdura saltou de R$ 0,58 no início do levantamento da Craisa para R$ 1,44. O aumento foi de 148,2%. Logo em seguida vem o tomate, que também foi a preocupação das donas de casa, junto com o feijão. O legume ficou 119% mais caro, sendo vendido por R$ 2,41 o quilo.

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