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São Bernardo derruba
5 casas em risco por dia

Dados são da Secretaria de Habitação e referem-se apenas
ao mês de janeiro; as demolições são em caráter preventivo


Andressa Dantas
Especial para o Diário

26/01/2013 | 07:00


Cerca de cinco casas são demolidas por dia em áreas de risco de São Bernardo. Os dados são da Secretaria de Habitação e referem-se apenas ao mês de janeiro, quando 140 habitações foram derrubadas nos bairros Jardim Silvina e Areião.

Do dia 1º até ontem, havia chovido 210,5 milímetros, volume dentro do esperado para o mês, que tem média de precipitação de 248,4 milímetros. Ainda assim, foram interditadas mais casas do que em janeiro do ano passado, quando as chuvas chegaram a 310 milímetros.

No primeiro mês de 2011, 126 moradias foram interditadas, contra 162. Dessas, 22 ainda não foram derrubadas. 
A Prefeitura atribui o aumento à aplicação de medidas preventivas da Operação Guarda-Chuva, realizada entre 1º de dezembro e 15 de abril, que mapeia as áreas de risco da cidade e controla o volume de chuva nas regiões, apontando, assim, os locais que devem ser classificados como risco imediato.

As moradias localizadas em alto risco de deslizamentos são desocupadas e as famílias são encaminhadas para assistência social, recebendo auxílio-aluguel de R$ 315.

A equipe do Diário visitou o Jardim Silvina e acompanhou a demolição de uma casa próxima à Rua Washington Luiz. Os moradores da região estão assustados e ansiosos para saber quando serão removidos da região.

"Muitos vizinhos já se mudaram. Estão recebendo dinheiro para aluguel e morando em locais próximos. Meu maior medo é que minha casa seja prejudicada pelas chuvas, pois estão derrubando o imóvel que fica bem ao lado do meu. O pessoal da Defesa Civil não informou quando sairei daqui. E também não recebemos aviso da Prefeitura de que iremos receber auxílio-aluguel", contou a dona de casa Denisete Ferreira de Souza, 23.

Para o padeiro Vilson Gonçalves da Silva, 38, tudo seria resolvido se os apartamentos construídos pela Prefeitura fossem entregues com mais agilidade. "Moro aqui com minha família. Estamos cadastrados para receber o apartamento há três anos. Não vejo a hora de isso acontecer", revelou.

Em comunicado, a Prefeitura garantiu que faz monitoramento para que não haja reocupação das áreas. A cidade tem 2.104 famílias em locais de risco, 895 delas em nível de perigo considerado elevado.



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