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Mercedes-Benz põe 300 em licença remunerada

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Intenção é fazer cortes para redução de custos;
trabalhadores param em protesto


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

31/08/2013 | 07:16


Os trabalhadores da Mercedes-Benz, de São Bernardo, decidiram paralisar a produção ontem e neste fim de semana. Isso por causa da decisão da empresa de colocar entre 250 e 300 funcionários em licença remunerada, por prazo indeterminado, sem antes ouvir os representantes dos trabalhadores na fábrica sobre a necessidade de tomar essa atitude.

A montadora informou que tem tomado iniciativas para reduzir custos, com o objetivo de se tornar mais competitiva. Entre essas ações, já abriu cinco PDVs (Programas de Demissão Voluntária) neste ano, que já teriam resultado no desligamento de 500 pessoas.

No entanto, como possui quadro de 12,5 mil empregados na fábrica do Grande ABC, a Mercedes diz que o objetivo das licenças é permitir que as áreas da companhia se adaptem sem esses funcionários. Dessa forma, há grande possibilidade de os funcionários afastados serem demitidos, aponta o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em razão desse temor, haverá assembleia segunda-feira, para que os empregados votem se mantêm ou não a paralisação. Segundo o diretor de organização do sindicato, Moisés Selerges, a montadora tomou uma decisão unilateral, que rompe acordo estabelecido com os metalúrgicos de negociar qualquer ação deste tipo antes com a entidade.

Havia, inclusive, reunião marcada para quinta-feira, dia 5, para discutir a necessidade de a empresa buscar alternativas. “Agora, esse processo de negociação ficou prejudicado”, disse Selerges. A empresa ressaltou que, entre os que receberam comunicado para ficar em casa, não há funcionários da produção, apenas horistas indiretos e mensalistas. A informação foi contestada pelo sindicato, que disse que há, sim, pessoal da linha de montagem entre os cerca de 300 que vão entrar de licença.

As vendas de caminhões da Mercedes, de janeiro a julho, são 4% maiores que a do mesmo período de 2012, e a fábrica vinha operando com horas extras nos fins de semana para atender a demanda.
 



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Mercedes-Benz põe 300 em licença remunerada

Intenção é fazer cortes para redução de custos;
trabalhadores param em protesto

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

31/08/2013 | 07:16


Os trabalhadores da Mercedes-Benz, de São Bernardo, decidiram paralisar a produção ontem e neste fim de semana. Isso por causa da decisão da empresa de colocar entre 250 e 300 funcionários em licença remunerada, por prazo indeterminado, sem antes ouvir os representantes dos trabalhadores na fábrica sobre a necessidade de tomar essa atitude.

A montadora informou que tem tomado iniciativas para reduzir custos, com o objetivo de se tornar mais competitiva. Entre essas ações, já abriu cinco PDVs (Programas de Demissão Voluntária) neste ano, que já teriam resultado no desligamento de 500 pessoas.

No entanto, como possui quadro de 12,5 mil empregados na fábrica do Grande ABC, a Mercedes diz que o objetivo das licenças é permitir que as áreas da companhia se adaptem sem esses funcionários. Dessa forma, há grande possibilidade de os funcionários afastados serem demitidos, aponta o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em razão desse temor, haverá assembleia segunda-feira, para que os empregados votem se mantêm ou não a paralisação. Segundo o diretor de organização do sindicato, Moisés Selerges, a montadora tomou uma decisão unilateral, que rompe acordo estabelecido com os metalúrgicos de negociar qualquer ação deste tipo antes com a entidade.

Havia, inclusive, reunião marcada para quinta-feira, dia 5, para discutir a necessidade de a empresa buscar alternativas. “Agora, esse processo de negociação ficou prejudicado”, disse Selerges. A empresa ressaltou que, entre os que receberam comunicado para ficar em casa, não há funcionários da produção, apenas horistas indiretos e mensalistas. A informação foi contestada pelo sindicato, que disse que há, sim, pessoal da linha de montagem entre os cerca de 300 que vão entrar de licença.

As vendas de caminhões da Mercedes, de janeiro a julho, são 4% maiores que a do mesmo período de 2012, e a fábrica vinha operando com horas extras nos fins de semana para atender a demanda.
 

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