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Aumento da população traz impactos para mobilidade

Estimativa do IBGE aponta crescimento de 3,8% na população do Grande ABC entre 2012 e 2013


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

31/08/2013 | 07:00


O crescimento populacional projetado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz impactos significativos para as cidades. No caso do Grande ABC, especialistas apontam que o trânsito e o transporte público são as áreas mais afetadas pelo aumento de 3,81% no número de moradores das sete cidades entre 2012 e 2013.

Conforme o coordenador da Cátedra Gestão de Cidades da Metodista, Luiz Silvério Silva, os gestores públicos devem atentar para a necessidade de investir no transporte coletivo, com a criação de faixas exclusivas para coletivos. “É imprescindível que haja planejamento regional e, nesse caso, destacamos a importância do Consórcio Intermunicipal”, diz.

De acordo com a estimativa, a região tem atualmente 2.684.066 habitantes, o que corresponde a 102.522 moradores a mais do que o observado em 2012. Entre os municípios, a maior alta populacional foi registrada em Rio Grande da Serra – 4,51%. A cidade ganhou 2.128 pessoas em relação ao ano anterior. Em contrapartida, Santo André teve aumento de 3,46% na quantidade de munícipes – 24.446 pessoas.

Outros setores que devem sofrer com o aumento da população são os serviços públicos, como Saúde, Educação e Habitação. “É preciso ampliar a oferta, mas não é possível fazer alterações se o gestor não tiver visão de política pública integrada”, ressalta Silvério. O especialista observa que as prefeituras, em geral, já estão de olho nas mudanças na execução do plano diretor, que norteia a implantação da políticas de desenvolvimento urbano.

O coordenador do Inpes (Instituto de Pesquisas) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Leandro Prearo, diz que o cálculo estatístico do IBGE é feito com base nas taxas de migração e emigração e fecundidade do Censo de 2010. O estudioso considera o índice superestimado, tendo em vista que está acima do obtido no País, 3,52%. “Se observarmos a projeção feita pela Fundação Seade, o aumento não chega a 1%.”

Apesar do número significativo, Prearo destaca que o impacto não é observado da mesma forma em todas as cidades. Em São Caetano, por exemplo, onde a população não faz uso dos serviços públicos, os problemas deverão ser mais pontuais na mobilidade urbana. “Os transtornos nas áreas da Saúde, Educação, Habitação e Transporte não são causados pelo aumento da população, mas podem ser agravados”, completa.

Os dados mostram ainda que a população brasileira já ultrapassou os 200 milhões, mas que a tendência é que o número aumente em ritmo cada vez menor até começar a diminuir, a partir de 2043. Segundo Silvério, a informação tem como base o menor número de filhos por mulher e cenário com menor número de nascimentos em relação às mortes, além do aumento da população de idosos. “Estamos seguindo o caminho dos europeus”, observa. 



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Aumento da população traz impactos para mobilidade

Estimativa do IBGE aponta crescimento de 3,8% na população do Grande ABC entre 2012 e 2013

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

31/08/2013 | 07:00


O crescimento populacional projetado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz impactos significativos para as cidades. No caso do Grande ABC, especialistas apontam que o trânsito e o transporte público são as áreas mais afetadas pelo aumento de 3,81% no número de moradores das sete cidades entre 2012 e 2013.

Conforme o coordenador da Cátedra Gestão de Cidades da Metodista, Luiz Silvério Silva, os gestores públicos devem atentar para a necessidade de investir no transporte coletivo, com a criação de faixas exclusivas para coletivos. “É imprescindível que haja planejamento regional e, nesse caso, destacamos a importância do Consórcio Intermunicipal”, diz.

De acordo com a estimativa, a região tem atualmente 2.684.066 habitantes, o que corresponde a 102.522 moradores a mais do que o observado em 2012. Entre os municípios, a maior alta populacional foi registrada em Rio Grande da Serra – 4,51%. A cidade ganhou 2.128 pessoas em relação ao ano anterior. Em contrapartida, Santo André teve aumento de 3,46% na quantidade de munícipes – 24.446 pessoas.

Outros setores que devem sofrer com o aumento da população são os serviços públicos, como Saúde, Educação e Habitação. “É preciso ampliar a oferta, mas não é possível fazer alterações se o gestor não tiver visão de política pública integrada”, ressalta Silvério. O especialista observa que as prefeituras, em geral, já estão de olho nas mudanças na execução do plano diretor, que norteia a implantação da políticas de desenvolvimento urbano.

O coordenador do Inpes (Instituto de Pesquisas) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Leandro Prearo, diz que o cálculo estatístico do IBGE é feito com base nas taxas de migração e emigração e fecundidade do Censo de 2010. O estudioso considera o índice superestimado, tendo em vista que está acima do obtido no País, 3,52%. “Se observarmos a projeção feita pela Fundação Seade, o aumento não chega a 1%.”

Apesar do número significativo, Prearo destaca que o impacto não é observado da mesma forma em todas as cidades. Em São Caetano, por exemplo, onde a população não faz uso dos serviços públicos, os problemas deverão ser mais pontuais na mobilidade urbana. “Os transtornos nas áreas da Saúde, Educação, Habitação e Transporte não são causados pelo aumento da população, mas podem ser agravados”, completa.

Os dados mostram ainda que a população brasileira já ultrapassou os 200 milhões, mas que a tendência é que o número aumente em ritmo cada vez menor até começar a diminuir, a partir de 2043. Segundo Silvério, a informação tem como base o menor número de filhos por mulher e cenário com menor número de nascimentos em relação às mortes, além do aumento da população de idosos. “Estamos seguindo o caminho dos europeus”, observa. 

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