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Tom Zé faz show de graça em Diadema


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

10/08/2002 | 15:59


Munido apenas de voz, violão e da proposta de fazer o público participar ativamente de seu espetáculo, Tom Zé sobe neste domingo ao palco do Teatro Clara Nunes, em Diadema, e exibe o show Persistindo os Médicos, os Sintomas Deverão Ser Consultados. A apresentação, uma das melhores opções culturais do dia, começa às 20h, tem entrada franca e marca o encerramento das atividades da Semana de Cultura e Debates – Poética Social, iniciada no dia 1º deste mês.

“Persistindo... faz uma reportagem como um periscópio de submarino que olha em 360 graus o que está acontecendo, usando músicas de vários discos e inéditas”, diz Tom Zé. O espetáculo, porém, não é estandardizado. Algo que Tom Zé venha a escutar no caminho até o Clara Nunes, um cartaz que veja antes ou ainda uma reportagem de jornal lida pela manhã podem mudar os caminhos do show. “Esse roteiro é vivo, e pode mudar na hora”, afirma.

Mas o que mais alegra e envaidece o músico é a possibilidade de interação com o público que seu espetáculo oferece. “Eu levo um vocabulário e um repertório que estão no nível do pensamento praticado no dia-a-dia, e as pessoas participam, decifrando esses códigos. Elas são co-autoras, porque eu não faço discurso fechado nem digo palavras de ordem”.

Entre as curiosidades desse repertório está Identificação, apresentada pela primeira vez em 1978 e jamais gravada. “Essa música observa o problema do ser humano, que estamos virando números. Sempre faço isso como sátira, pilhéria. Mas não faço galhofas, simplesmente. Estou interessado nos valores da sociedade”, diz Tom Zé. Outras músicas cogitadas são Augusta, Angélica, Consolação e Parque Industrial/Made in Brazil.

Tom Zé também apresentará a recém-criada música que dá título ao espetáculo, cuja inspiração veio da advertência presente nas propagandas de medicamentos. “Faço essa inversão na frase para mostrar o quanto isso é ridículo e engraçado”, diz. Na sua opinião, a ressalva soa como um “refrão cansativo” que remete tanto à questão social quanto à falta de opções de música nas rádios.



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