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Incertezas sobre as provas

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Temporada marcada pela pandemia abre dúvidas sobre Enem e vestibulares


Tauana Marin

10/01/2021 | 00:00


O ano de 2020 foi de incertezas e de mudanças nos métodos de ensino devido à pandemia do novo coronavírus. Mexeu não apenas com a forma de estudar, mas com a maneira de aprender. Os alunos do terceiro ano do ensino médio e aqueles que já se preparavam para prestar vestibulares precisaram ser flexíveis – na medida do possível – à diferente realidade, muitas vezes lidando com medo e frustração, afinal, inúmeros estudantes vivem a expectativa da transição acadêmica e de vida. 

Utilizado como meio de compor nota para ingresso em muitas universidades, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), por exemplo, não aconteceu na temporada passada. Originalmente previsto para novembro, teve agenda remacarda para 2021 para que o menor número de pessoas possível seja prejudicado. As avaliações ocorrem nos dias 17 e 24 (prova presencial) e 31 e 7 de fevereiro (na primeira edição da avaliação sendo feita de maneira digital). O roteiro, sob comando do Ministério da Educação, segue inalterado: 180 questões que abordam linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática, além de uma redação com tema a ser fornecido.

Diante dos desafios, Paulo Roberto de Francisco, diretor de vestibulares do Singular Anglo, acredita que o Enem siga as diretrizes de grandes vestibulares, como o da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), do interior paulista, realizado na semana passada, que informou que a exigência de conhecimento seria menor, apostando mais no raciocínio dos participantes. Para o especialista, o exame nacional é uma avaliação bastante pesada, principalmente pela quantidade de questões e pelo tempo de resolução de cada uma (cerca de três minutos). “O Enem derruba muitos alunos porque exige bastante do físico e do emocional do estudante. Por isso, a dica de sempre é começar pelas questões mais fáceis, garantindo nota no que já se sabe.” No que diz respeito à redação, Francisco conta que é arriscado dar um palpite sobre o assunto a ser tratado, mas relaciona alguns temas que têm grandes chances em aparecerem: saúde, vacina, confronto da saúde com a economia (o que acontece em meio à pandemia, com governos divididos entre a propagação da doença e o colapso econômico), meio ambiente (que esteve muito nos noticiários em 2020 devido as queimadas e desmatamentos), alimentação (produção de comida para uma população cada vez mais crescente), além de pautas que envolvam a diversidade, como o racismo.

NOVO CENÁRIO

Com o caos causado pelo novo coronavírus, as formas e meios de estudo sofreram alterações. Se antes vídeos, plataformas e recursos na web já se faziam presentes, hoje é a grande fonte de conhecimento. “O lado bom foi que todos passaram a utilizar recursos antes não aproveitados e a desmistificação do ensino a distância. O lado ruim é que nada substitui a presença física do professor”, conta o diretor de vestibulares Anglo. Ainda segundo ele, para quem faz cursinho, houve muitas aulas em que os alunos tiveram revisão de tudo o que foi visto, mas, no caso dos estudantes de escolas públicas, a ‘competição’ dos vestibulares será desleal. “É pensando nisso que algumas universidades de renome trocaram seus testes escritos por de múltipla escolha e tentaram – ou estão tentando – avaliar os alunos de outra forma, por exemplo. Os exames tendem a ser mais democráticos.”

Gabrielle Jesuíno Ribas, 17 anos, de Santo André, mudou a rota dos seus estudos devido à pandemia. Para lidar com a incerteza de como iria seguir, ao invés de buscar vaga em faculdades para o curso de enfermagem, a estudante, sob orientação de seus professores da rede estadual, onde concluiu o terceiro ano do ensino médio no ano passado, pretende começar ensino técnico, onde a busca por estágio fica mais fácil. “Fazendo o técnico e começando a atuar na área terei duas vantagens: vou ter certeza se é isso que pretendo seguir como carreira e, em contrapartida, que ganho tempo para prestar vestibular e fazer enfermagem”, comenta a jovem. “Outro ponto positivo é que o técnico me dará muita bagagem para o ensino superior.” 



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