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Filippi conquista quarto mandato em Diadema e devolve 1ª Prefeitura ao PT

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sigla volta a governar município após hiato de oito anos longe do poder; petistas creem em resgate do partido


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 22:57


Primeira cidade a confiar a um petista o cargo de prefeito, Diadema será o ponto de partida da reconstrução do PT. Após derrotas avassaladoras em 2016, o petismo vai comandar a Prefeitura com velho conhecido do município: José de Filippi Júnior. Prefeito em três oportunidades – de 1993 a 1996, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008 –, Filippi se elegeu ontem, em disputa acirrada contra Taka Yamauchi (PSD), para seu quarto mandato. A diferença foi de 5.618 votos, já que o petista obteve 106.849 adesões e o pedetista, 101.231. Houve 17.278 votos nulos, 7.842 brancos e abstenção de 29,1%.

A vitória de ontem também interrompe hiato de oito anos do petismo fora do poder na cidade – atual prefeito, Lauro Michels (PV) finalizou sequência de três gestões petistas em 2012. Somado à virada que elegeu o petista Marcelo Oliveira em Mauá (leia mais na página 5), o triunfo de Filippi reconduz o PT à nata política da região. O partido está desde o pleito municipal passado sem governar uma cidade no Grande ABC, quintal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PV) e berço da sigla.

Filippi, que no segundo turno engrossou o discurso contra Taka, baixou o tom em sua primeira entrevista pós-vitória e acenou aos eleitores do adversário. “Eu quero agradecer os votos que eu tive e mandar um recado para os outros 100 mil eleitores que não votaram em mim: eu vou trabalhar para a cidade toda. Eu vou trabalhar com a confiança dos que votaram em mim para que essa cidade possa voltar a ter as políticas públicas que um dia já teve”, disse, ao minimizar o resultado apertado. “As pessoas estão falando: ‘Foi uma eleição apertada, foi dura’. Foi mesmo. Mas eu já ganhei uma eleição por 500 votos. Essa vitória a margem foi mais larga. E isso só me anima a trabalhar mais”, ponderou, ao relembrar a virada sobre Zé Augusto (PSDB), em 2004.

Taka chegou a liderar a contagem dos votos durante a primeira hora da apuração, fato que deixou aflitos os militantes petistas que acompanhavam os números, em Piraporinha . Pouco depois das 18h, Filippi assumiu o topo e não saiu mais. Quando a apuração beirou os 90%, a militância começou a festejar. Muitos inclusive choraram. “Estava engasgado”, esbravejou o presidente do PT diademense, Adi dos Santos.

Filippi participou da primeira gestão petista na história do País, em 1982, quando o ferramenteiro Gilson Menezes venceu a corrida eleitoral. Foi secretário de Obras à ocasião. Aos 63 anos, quebrou recorde regional ao obter o quarto mandato de prefeito. Em seu discurso, Filippi falou em reconstrução do PT. “Tenho a certeza que vamos recomeçar com Diadema como foi em 1982. Vamos ser a comissão de frente (de futuras vitórias do partido)”.



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Filippi conquista quarto mandato em Diadema e devolve 1ª Prefeitura ao PT

Sigla volta a governar município após hiato de oito anos longe do poder; petistas creem em resgate do partido

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 22:57


Primeira cidade a confiar a um petista o cargo de prefeito, Diadema será o ponto de partida da reconstrução do PT. Após derrotas avassaladoras em 2016, o petismo vai comandar a Prefeitura com velho conhecido do município: José de Filippi Júnior. Prefeito em três oportunidades – de 1993 a 1996, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008 –, Filippi se elegeu ontem, em disputa acirrada contra Taka Yamauchi (PSD), para seu quarto mandato. A diferença foi de 5.618 votos, já que o petista obteve 106.849 adesões e o pedetista, 101.231. Houve 17.278 votos nulos, 7.842 brancos e abstenção de 29,1%.

A vitória de ontem também interrompe hiato de oito anos do petismo fora do poder na cidade – atual prefeito, Lauro Michels (PV) finalizou sequência de três gestões petistas em 2012. Somado à virada que elegeu o petista Marcelo Oliveira em Mauá (leia mais na página 5), o triunfo de Filippi reconduz o PT à nata política da região. O partido está desde o pleito municipal passado sem governar uma cidade no Grande ABC, quintal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PV) e berço da sigla.

Filippi, que no segundo turno engrossou o discurso contra Taka, baixou o tom em sua primeira entrevista pós-vitória e acenou aos eleitores do adversário. “Eu quero agradecer os votos que eu tive e mandar um recado para os outros 100 mil eleitores que não votaram em mim: eu vou trabalhar para a cidade toda. Eu vou trabalhar com a confiança dos que votaram em mim para que essa cidade possa voltar a ter as políticas públicas que um dia já teve”, disse, ao minimizar o resultado apertado. “As pessoas estão falando: ‘Foi uma eleição apertada, foi dura’. Foi mesmo. Mas eu já ganhei uma eleição por 500 votos. Essa vitória a margem foi mais larga. E isso só me anima a trabalhar mais”, ponderou, ao relembrar a virada sobre Zé Augusto (PSDB), em 2004.

Taka chegou a liderar a contagem dos votos durante a primeira hora da apuração, fato que deixou aflitos os militantes petistas que acompanhavam os números, em Piraporinha . Pouco depois das 18h, Filippi assumiu o topo e não saiu mais. Quando a apuração beirou os 90%, a militância começou a festejar. Muitos inclusive choraram. “Estava engasgado”, esbravejou o presidente do PT diademense, Adi dos Santos.

Filippi participou da primeira gestão petista na história do País, em 1982, quando o ferramenteiro Gilson Menezes venceu a corrida eleitoral. Foi secretário de Obras à ocasião. Aos 63 anos, quebrou recorde regional ao obter o quarto mandato de prefeito. Em seu discurso, Filippi falou em reconstrução do PT. “Tenho a certeza que vamos recomeçar com Diadema como foi em 1982. Vamos ser a comissão de frente (de futuras vitórias do partido)”.

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