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PT renasce


Do Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 23:59


Com duas vitórias apertadíssimas, uma delas com diferença menor que dois pontos percentuais, o PT recupera o poder no Grande ABC, seu berço político, após hiato de quatro anos. As eleições de José de Filippi Júnior em Diadema e de Marcelo Oliveira em Mauá são simbólicas. Por duas razões. A primeira é que o antipetismo, responsável por varrer a agremiação do Poder Executivo na região quatro anos atrás, dá mostras de ter arrefecido. A segunda é que a sigla, diferentemente do que muitos pensavam, ainda possui capacidade de aglutinar eleitores. O recado ao PSDB, principal força antagônica ao petismo nas sete cidades, é claro.

Os tucanos, a despeito das vitórias esmagadoras em Santo André, especialmente, São Bernardo e São Caetano, ainda sub judice, saíram menores do pleito, com a perda de uma cadeira – em Ribeirão Pires, o prefeito Adler Kiko Teixeira não conseguiu a reeleição, sendo superado por Clóvis Volpi (PL). A alegria das três conquistas não deve impedir uma necessária e prudente análise sobre o que ocorreu no Grande ABC para o partido sair do pleito menor do que entrou.

A região serve de contraponto prático ao discurso entusiasta do principal líder do PSDB em São Paulo, o governador João Doria. Diferentemente do que quis fazer crer no discurso pós-vitória do prefeito da Capital, Bruno Covas, o tucanato sofreu revezes importantes na Grande São Paulo – em Mogi das Cruzes, por exemplo, o prefeito Marcus Melo, que tentava a reeleição, sofreu ontem acachapante derrota para o jovem Caio Cunha (Podemos).

No Grande ABC, o partido tinha planos de ampliar para seis o número de prefeitos, adicionando também Diadema e Mauá. Algum desarranjo ocorreu no meio do caminho, o que deve ser debitado na conta das pretensas lideranças do partido na região nos últimos quatro anos – além do descaso de Doria com as sete cidades. Houve muito personalismo e pouca articulação regional, o que se refletiu na crise que quase extinguiu uma das principais instituições locais, o Consórcio Intermunicipal. Se não revisar sua rota, o desgaste do PSDB deve se acentuar. 



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PT renasce

Do Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 23:59


Com duas vitórias apertadíssimas, uma delas com diferença menor que dois pontos percentuais, o PT recupera o poder no Grande ABC, seu berço político, após hiato de quatro anos. As eleições de José de Filippi Júnior em Diadema e de Marcelo Oliveira em Mauá são simbólicas. Por duas razões. A primeira é que o antipetismo, responsável por varrer a agremiação do Poder Executivo na região quatro anos atrás, dá mostras de ter arrefecido. A segunda é que a sigla, diferentemente do que muitos pensavam, ainda possui capacidade de aglutinar eleitores. O recado ao PSDB, principal força antagônica ao petismo nas sete cidades, é claro.

Os tucanos, a despeito das vitórias esmagadoras em Santo André, especialmente, São Bernardo e São Caetano, ainda sub judice, saíram menores do pleito, com a perda de uma cadeira – em Ribeirão Pires, o prefeito Adler Kiko Teixeira não conseguiu a reeleição, sendo superado por Clóvis Volpi (PL). A alegria das três conquistas não deve impedir uma necessária e prudente análise sobre o que ocorreu no Grande ABC para o partido sair do pleito menor do que entrou.

A região serve de contraponto prático ao discurso entusiasta do principal líder do PSDB em São Paulo, o governador João Doria. Diferentemente do que quis fazer crer no discurso pós-vitória do prefeito da Capital, Bruno Covas, o tucanato sofreu revezes importantes na Grande São Paulo – em Mogi das Cruzes, por exemplo, o prefeito Marcus Melo, que tentava a reeleição, sofreu ontem acachapante derrota para o jovem Caio Cunha (Podemos).

No Grande ABC, o partido tinha planos de ampliar para seis o número de prefeitos, adicionando também Diadema e Mauá. Algum desarranjo ocorreu no meio do caminho, o que deve ser debitado na conta das pretensas lideranças do partido na região nos últimos quatro anos – além do descaso de Doria com as sete cidades. Houve muito personalismo e pouca articulação regional, o que se refletiu na crise que quase extinguiu uma das principais instituições locais, o Consórcio Intermunicipal. Se não revisar sua rota, o desgaste do PSDB deve se acentuar. 

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