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Seminário em Sto.André debate a ação social no teatro


Mauro Fernando
Do Diário do Grande ABC

10/11/2003 | 18:30


Duas das figuras fundamentais do teatro brasileiro moderno e contemporâneo, Augusto Boal e José Celso Martinez Corrêa, estarão em Santo André a partir desta Quarta-feira. Eles participam do Seminário Teatro e Transformação Social, que se estende até domingo acompanhado do II Encontro Nacional de Teatro do Oprimido. Além deles, vêm para o Grande ABC gente como Antônio Araújo, César Vieira, Kil Abreu, Marilene Felinto, Reinaldo Maia e Sérgio Penna.

São cinco dias de apresentações, debates, oficinas, performances circenses, relatos de experiências e sessões de bate-papo – tudo relacionado ao Teatro do Oprimido (TO) criado por Boal. E às interligações do TO com a questão da cidadania. Diversos locais, como o Teatro Municipal, o Parque Prefeito Celso Daniel e a lona montada no Paço Municipal, abrigam o evento. Está confirmada a presença de artistas de Moçambique, Portugal, Uruguai e Canadá.

Ainda é possível inscrever-se para as atividades – quinta-feira, às 9h, no saguão do Teatro Municipal. (Mais informações pelo telefone 4433-0194.) Eventuais vagas abertas, porém, estão condicionadas a desistências, uma vez que aproximadamente 1,3 mil pessoas de 78 cidades brasileiras já se inscreveram. Boal e o prefeito de Santo André, João Avamileno, abrem o seminário na quarta, às 19h, no Teatro Municipal.

Segundo o titular da Coordenadoria de Teatro do Oprimido, órgão da Secretaria de Inclusão Social e Habitação, Armindo Rodrigues Pinto, o evento tem dois objetivos. “Divulgar o TO e promover uma troca de experiências com grupos de teatro popular, como o (carioca) Nós do Morro, de Guti Fraga, e o (paulista) União e Olho Vivo, de César Vieira, são as vertentes. Boal vem com toda a sua equipe, de 32 pessoas, e dará uma oficina, o que é raro”, diz Pinto.

Para ele, “trabalhar com o TO significa trabalhar com a formação do cidadão”. “As técnicas do TO permitem aprender a ver o semelhante e respeitá-lo, além de preparar o cidadão para agir como tal”, afirma. O TO atua dentro de uma perspectiva histórica, focando as raízes das questões. “Não dá para discutir racismo sem saber quem foi (o líder negro) Zumbi. Se você não conhece o passado, não há como fazer o futuro, perde-se o sonho”, diz.

Apresentam-se grupos de TO formados, por exemplo, por empregadas domésticas (Marias do Brasil, do Rio), por deficientes (Salada Mista, de Santo André) e por agentes penitenciários (Equilíbrio, de Guarulhos). Existem em Santo André oito grupos de TO – o mais recente, Pintassilgo Amanhã, formado por adolescentes, faz sua estréia oficial no sábado. “Há cerca de 120 cidadãos fazendo TO em Santo André”, afirma Pinto.

“A vinda do Colletiff Vichama, do Canadá, indica que no Primeiro Mundo também há pobres. Esse grupo trabalha na periferia, com imigrantes”, diz Pinto, que destaca também o grupo de TO recifense Loucas de Pedra Lilás, formado por mulheres. Idealizador do evento, Pinto ainda faz uma conexão com o “teatro bem-sucedido” de, por exemplo, Antônio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem (O Paraíso Perdido, O Livro de Jó e Apocalipse 1,11).



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