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Renault mergulha no mundo SUV

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vagner Aquino
Enviado a Foz do Iguaçu

12/10/2011 | 07:00


O mercado de SUVs (sigla vinda do inglês para Sport Utility Vehicle, que quer dizer utilitário esportivo) anda agitado, principalmente entre os representantes compactos do segmento. Enquanto a Ford trabalha no novo EcoSport, que deverá chegar no ano que vem, a Renault resolveu trazer o Duster ao Brasil.

Produzido na fábrica da marca em São José dos Pinhais (PR), o modelo é praticamente idêntico à versão vendida pela Dacia - na Europa. Mas para tentar rejuvenescer o Duster e deixá-lo mais ao gosto dos brasileiros, o centro de design da Renault precisou entrar em ação para modificar alguns detalhes na estética (como grade dianteira, rodas de liga leve, para-choque traseiro, entre outros) e no interior, que tem novos instrumentos, painel central redesenhado e bancos com novos tecidos e espumas.

Muitos elementos se assemelham aos dos irmãos menores Logan e Sandero - com os quais divide a plataforma -, como as saídas de ar e o volante, por exemplo, que são exatamente os mesmos. Também há abuso de plástico nos quatro cantos do habitáculo.

Peculiaridades à parte, não se pode negar que a Renault está pegando o jeitinho brasileiro e aprendendo a tocar no ponto fraco do consumidor: o bolso.

Para bater de frente com o rival produzido em Camaçari, a aposta da Renault traz como principal apelo a lista de preços, que parte de R$ 50,9 mil na versão de entrada, chamada apenas de 1.6 - há outras cinco versões, divididas entre Expression e Dynamique, que trazem diferenças na motorização, tração (4x2 e 4x4) e câmbio. Enquanto isso, o EcoSport com motor semelhante não sai por menos de R$ 54.790.

 

NA PRÁTICA

O test drive do Duster começava no Centro de Convenções de Foz do Iguaçu, no Paraná. Lá, poderíamos escolher tanto os modelos com motorização 1.6, quanto os 2.0. Vale ressaltar que cada um dos blocos deverá ser responsável por 50% das 2.500 vendas mensais que a marca pretende emplacar, como frisou o diretor de marketing da Renault do Brasil, Frederic Posez.

Preferimos começar avaliando a versão Expression 1.6 16V Hi-Flex com câmbio manual de cinco marchas. Por R$ 53,2 mil, o modelo traz a mesma mecânica do Sandero Stepway, mas, por se tratar de um utilitário, o torque precisou ser aumentado - são 15,1 mkgf (com gasolina) e 15,5 mkgf bebendo etanol (ambos a 3.750 rpm). A potência de 110 cv e 115 cv, respectivamente, deixa o veículo bastante esperto, principalmnte em baixas rotações.

Dentre as 774 novas peças - em comparação com o modelo europeu - as suspensões também foram modificadas para o melhor aproveitamento do carro em solo brasileiro. O conforto é garantido, mesmo em buracos ou pisos irregulares.

Por R$ 64,6 mil, a variante Dynamique com o propulsor 2.0 16V Hi-Flex (bloco também produzido pela Renault na unidade fabril paranaense), não mostrou muita afinidade com o câmbio automático de quatro marchas - que também é usado no Sandero e, mais recentemente, no Logan. As retomadas são bastante lentas, e comprometem o desempenho do veículo, principalmente na estrada. Talvez, uma quinta marcha pudesse resolver (ou amenizar) o problema. Para o conforto no uso urbano, itens como direção hidráulica, ar-condicionado e trio elétrico fazem parte da lista de série.

 

4x4

Mas foi com a combinação entre o motor 2.0 e o câmbio manual de seis marchas que a Renault acertou a mão. Também por R$ 64,6 mil, a versão 4x4 faz bonito tanto no asfalto quanto fora dele. Além do sistema de tração integral - de origem Nissan -, pneus de uso misto e a altura de 21 centímetros do solo (esta, a mesma em todas as versões), o utilitário gera até 142 cv e tem torque de 20,9 mkgf a 3.750 rpm, com etanol. Os 100 km/h são atingidos em 10,4 segundos (etanol) e mesmo a 120 km/h, o giro não passa dos 3.000 rpm, evitando incômodo na cabine.

Mas, apesar das boas retomadas e da suavidade do câmbio com seis relações, é no trecho de terra que o modelo surpreende. Os modos de tração podem ser escolhidos através de um botão, que traz as opções 4x2, Auto ou Lock. Esta última nos permitiu vencer os mais diversos obstáculos (como caixa de ovos, trechos arenosos e descidas íngremes) sem abrir mão do conforto a bordo. De acordo com Posez, esta configuração será responsável por 10% do mix de vendas do modelo.

Enquanto a próxima geração do utilitário esportivo compacto da marca do oval azul não chega por aqui, a Renault deve fazer barulho no segmento. É esperar para ver os resultados.

 

Comemorações e metas

 

Sim, a Renault pode ter errado em esperar tanto tempo para trazer o Duster para cá, mas, segundo o presidente da marca no Brasil, Jean-Michel Jalinier, "após 15 anos instalada aqui, este é o melhor momento da empresa no País, pois pela primeira vez chegamos aos 6,1% de participação de mercado em setembro, número que está atrás apenas da França", comemora.

De acordo com o vice-presidente comercial da Renault do Brasil, Gustavo Schimidt, o Duster é uma peça-chave para o crescimento da montadora no País. "O modelo despertou o interesse do consumidor brasileiro. Para se ter uma ideia, tivemos mais de 1.500 reservas antes mesmo da chegada do carro às revendas da marca", relata o executivo.

Para continuar no ritmo de crescimento e chegar às 200 mil unidades pretendidas até o fim do ano (em 2010 foram 160.297 emplacamentos), Schimidt conta que a Renault pretende expandir seu número de concessionárias. "Inauguraremos uma loja por semana até o fim do ano, totalizando 200 revendas."

Em relação a produtos, o próximo passo será lançar o Stepway automático.

 

 



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