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Câmara de Diadema fecha 2003 com economia de 40%


Evelize Pacheco
Do Diário do Grande ABC

03/01/2004 | 19:29


A Câmara de Diadema fechou o ano de 2003 com as contas equilibradas e com a participação democrática de todos os partidos nas decisões do Legislativo. Essa é a avaliação do presidente da Casa, Marquinhos Ernandez (PT), que foi reeleito para o cargo no dia 15 de dezembro. “Conseguimos este ano economizar 40% do orçamento da Câmara, que é de R$ 11,6 milhões”, afirmou o petista. “Esperamos no ano que vem (este ano) manter esse equilíbrio e até devolver dinheiro para a Prefeitura”, acrescentou.

A polêmica reforma do prédio da Câmara, que foi entregue no início de dezembro, foi destacada pelo presidente da Casa. “Conseguimos reduzir em R$ 180 mil o custo estimado da obra”, explicou o petista. O custo inicial da reforma era de R$ 809 mil, e a Câmara suspendeu em abril o pagamento à construtora ECG Engenharia, Construção e Geotecnia Ltda. por conta de questionamento do vereador Antonio Rodrigues (PPS). À época, Rodrigues acusou a Câmara de superfaturar a obra, principalmente no que diz respeito à instalação do elevador. A licitação da reforma foi feita durante o mandato do vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, também do PT. No entanto, nenhuma irregularidade foi constatada, mas o racha político ficou na memória dos vereadores. O pagamento da obra foi retomado pela Câmara e a entrega, que era para acontecer em junho, foi postergada para o final do ano. Além da instalação do elevador, que dá acesso aos três andares da Câmara, a fachada foi reformulada, além da instalação de uma recepção e de jardins, espalhados pelo prédio.

No campo político, Ernandez afirma que todos os partidos tiveram seu espaço garantido na Câmara, com a aprovação de emendas e projetos dos vereadores da oposição. “Dei prioridade para todos os partidos e aprendi muito com as divergências”, explicou. No entanto, na avaliação do petista, um momento que ficou marcado de forma negativa neste ano foi o protesto, em setembro, dos moradores contra a construção do CDP (Centro de Detenção Provisória) na Vila Conceição. “Na ocasião, o morador fez uso da tribuna livre e questionou cada um dos vereadores sobre o caso, e isso não foi correto, a tribuna serve para a colocação do problema de forma geral e não para confrontar a Câmara”, contou o petista. “Isso me marcou muito”, acrescentou.

Como vereador de primeiro mandato, o petista admite até que não tinha muita noção do funcionamento das legendas. “Não conhecia o perfil dos partidos como PSDC, PMN ou PC do B na prática, mas agora isso fica mais claro”, afirmou. Mas o petista considera que foi satisfatório este mandato. Ele fundamenta a avaliação na sua reeleição à presidência da Casa, o que mostra a aprovação dos vereadores à sua gestão.

Segundo Ernandez, os cortes nos gastos resultaram de algumas medidas administrativas como a compra de impressoras com copiadoras para todos os gabinetes dos vereadores. “Reduzimos com isso 50% dos gastos com xerox, porque agora cada vereador fica responsável pelo controle das cópias”, disse o petista. Com o ajuste, a Câmara reduziu em R$ 8 mil os gastos com xerox, – agora são 70 mil cópias por mês usadas pela Câmara contra 120 mil que eram tiradas anteriormente.

Outras despesas que passaram por um ajuste foram a manutenção dos carros oficiais e os serviços de som e taquigrafia das sessões que são terceirizados. “Conseguimos reduzir muito o gasto com a frota, quando enviamos os carros a uma oficina não autorizada. Fizemos isso por alguns meses, porque tínhamos uma verba para isso. Mas agora tivemos que renovar o contrato de manutenção com uma concessionária autorizada, mas mantivemos a economia”, explicou Ernandez. Segundo ele, os gastos agora com os automóveis da Câmara serão de R$ 6 mil.

Fora os ajustes, Ernandez afirma que houve iniciativas para valorizar os funcionários da Câmara, como o pagamento de vale de R$ 60 por mês, a ampliação da cobertura do convênio médico para atendimentos psiquiátricos e psicológicos e a compra de uniformes para os funcionários da copa.



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