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Construtoras apostam em imóveis de até R$ 100 mil



28/09/2007 | 07:19


Impulsionadas pelo crédito farto de longo prazo e pelo grande volume de recursos arrecadados com a abertura de capital, as empresas do setor imobiliário apostam no mercado de moradias econômicas, que custam menos de R$ 100 mil e cuja prestação sai por o equivalente ao valor do aluguel.

A oferta desse tipo de imóvel ainda é pequena e não chega a 20% a 30% do total colocado no mercado, mas deve crescer, se forem levados em conta os planos das construtoras, incorporadoras e imobiliárias. Aliás, esse é o foco da maioria das 220 empresas que participam da 2ª edição do Salão Imobiliário de São Paulo, que começou quinta-feira no Anhembi. Ainda neste ano, a incorporadora e construtora Rodobens, por exemplo, estréia no mercado de condomínios de casas que custam menos de R$ 60 mil, diz o diretor da empresa, Jamil Nassif. Ele conta que tem terrenos disponíveis para executar esse tipo de projeto nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.

“Cerca de 30% do déficit habitacional projetado em 7,8 milhões de moradias no País está na baixa renda”, calcula. Nassif observa que anteriormente não havia linhas de crédito com prazo de 30 anos e taxas de juros diferenciadas para compra desse tipo de imóvel. Também os recursos para as construtoras eram escassos A empresa abriu o capital no começo deste ano.

Na última quarta-feira, o Banco Santander ampliou de 20 para 30 anos o prazo dos financiamentos para compra de imóveis com prestações fixas e atualizadas, seguindo a iniciativa da Caixa, que ocorreu há menos de dois meses.

Em maio, foi a vez de a companhia hipotecária Brazilian Mortgages esticar para 30 anos o prazo para compra da casa própria no financiamentos que tem como o garantia o próprio imóvel.

A Tecnisa, que era voltada para os estatos de média e alta renda, passou a diversificar os mercados depois da abertura de capital. De acordo com a companhia, cerca de metade dos lançamentos previstos para os próximos 18 meses serão destinados aos segmentos de médio e baixo padrão.

A Itaplan é outra empresa do setor que aposta no segmento econômico. Metade do seu faturamento neste ano será proveniente do segmento econômico, conta o diretor da companhia, Fábio Rossi Filho. Em 2006, lembra, a participação do segmento foi de 40%.

“O volume de lançamentos para baixa renda em São Paulo ainda é pequeno, não chega a 20% ou 30%”, diz o presidente da incorporadora e construtora Goldfarb, Milton Goldfarb. “É um segmento novo”, diz o executivo.

Das 10 mil unidades que a companhia pretende lançar no ano que vem, 30% estão na faixa de R$ 70 mil. Goldfarb ressalta que não se trata de uma explosão do mercado de imóveis econômicos. Para ele, há obstáculos para que isso ocorra como a oferta restrita de terrenos e o fato de nem sempre as construtoras terem a tecnologia adequada.



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