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Fim da era Tony Blair na Grã-Bretanha


Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

27/06/2007 | 07:01


O premiê britânico Tony Blair entregará nesta quarta-feira o cargo ao ministro das Finanças Gordon Brown e deixará o poder, após 10 anos, com fama de renovador do Partido Trabalhista na Grã-Bretanha, mas também estigmatizado pelo apoio à guerra do Iraque. Ao mesmo tempo crescem as expectativas de uma possível nomeação de Blair como emissário internacional do Quarteto para o Oriente Médio (grupo formado por Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU).

Muitos historiadores e analistas de política internacional acreditam que o Iraque foi o pior legado de Blair em seus três mandatos. Pesquisa publicada recentemente pelo jornal The Observer indicou que 58% dos britânicos consideram que a decisão de apoiar Washington no país árabe foi o pior erro que o primeiro-ministro cometeu na última década. O mesmo levantamento mostrou que cerca de 66% dos entrevistados consideram que Blair só decidiu enviar tropas ao Iraque para agradar ao presidente americano George W. Bush.

Advogado dinâmico e proveniente de uma família de classe média alta, Blair entrou para o Parlamento com 30 anos, em 1983. Deputado ambicioso, foi eleito líder dos trabalhistas em 1994. Depois da repentina morte do líder trabalhista John Smith, as duas esperanças do partido, Tony Blair e Gordon Brown, dividiram o poder. Em 1997, Blair passou a ocupar o cargo de primeiro-ministro e Gordon assumiu a Pasta das Finanças.

Nos três mandatos em que esteve à frente do governo, Blair investiu na modernização do país e desembolsou milhões de libras para os setores abandonados da educação, saúde e transporte.

O legado de Blair também inclui, entre outras coisas, a independência do Banco da Inglaterra, a autorização do casamento homossexual e o acordo de Belfast, na Irlanda do Norte, em 1998. Além disso, Blair lutou por aproximar a Grã-Bretanha de seus sócios europeus, entretanto, fracassou em substituir a libra esterlina pelo euro. (Com agências)



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Fim da era Tony Blair na Grã-Bretanha

Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

27/06/2007 | 07:01


O premiê britânico Tony Blair entregará nesta quarta-feira o cargo ao ministro das Finanças Gordon Brown e deixará o poder, após 10 anos, com fama de renovador do Partido Trabalhista na Grã-Bretanha, mas também estigmatizado pelo apoio à guerra do Iraque. Ao mesmo tempo crescem as expectativas de uma possível nomeação de Blair como emissário internacional do Quarteto para o Oriente Médio (grupo formado por Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU).

Muitos historiadores e analistas de política internacional acreditam que o Iraque foi o pior legado de Blair em seus três mandatos. Pesquisa publicada recentemente pelo jornal The Observer indicou que 58% dos britânicos consideram que a decisão de apoiar Washington no país árabe foi o pior erro que o primeiro-ministro cometeu na última década. O mesmo levantamento mostrou que cerca de 66% dos entrevistados consideram que Blair só decidiu enviar tropas ao Iraque para agradar ao presidente americano George W. Bush.

Advogado dinâmico e proveniente de uma família de classe média alta, Blair entrou para o Parlamento com 30 anos, em 1983. Deputado ambicioso, foi eleito líder dos trabalhistas em 1994. Depois da repentina morte do líder trabalhista John Smith, as duas esperanças do partido, Tony Blair e Gordon Brown, dividiram o poder. Em 1997, Blair passou a ocupar o cargo de primeiro-ministro e Gordon assumiu a Pasta das Finanças.

Nos três mandatos em que esteve à frente do governo, Blair investiu na modernização do país e desembolsou milhões de libras para os setores abandonados da educação, saúde e transporte.

O legado de Blair também inclui, entre outras coisas, a independência do Banco da Inglaterra, a autorização do casamento homossexual e o acordo de Belfast, na Irlanda do Norte, em 1998. Além disso, Blair lutou por aproximar a Grã-Bretanha de seus sócios europeus, entretanto, fracassou em substituir a libra esterlina pelo euro. (Com agências)

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