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O adeus da bisneta do padre Lustosa. A tecelã pioneira da FEI. Os Almeida na história de São Bernardo


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

20/01/2022 | 05:12


Edith de Almeida Godoi
(São Bernardo, 23-4-1922 – 15-1-2022)

Dona Edith foi uma verdadeira guerreira. Com a morte precoce do marido, ela criou os três filhos trabalhando de tecelã. Fez carreira na Tecelagem Pelosini, que ficava em plena Rua Marechal Deodoro, no Centro de São Bernardo. Já madura e experiente na profissão, foi contratada pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) para colaborar com o curso de Engenharia Têxtil.

Na FEI, dona Edith cuidava dos teares, fazia a sua manutenção e, principalmente, nas aulas práticas, operava o equipamento, enquanto o professor ia ensinando aos alunos a técnica daquele serviço que tantas moças empregou no auge da indústria têxtil da sempre chamada Vila de São Bernardo.

Trabalhou na FEI como preparadora de laboratório têxtil entre 1968 e 1978.

“Na última semana em que esteve internada, miudinha, ela conversava com as enfermeiras, de quem ganhou a admiração. E dizia que sempre trabalhara com seda”, conta a filha Elisabete Godoi da Silva.

“Quando a gente oferecia comida, ela respondia: nunca passei fome na vida”, segundo o filho Alaor Almeida Godoi.

De geração em geração, a família lembrava que o tronco familiar nasceu dos filhos de Ana Francisca da Conceição, João Batista e Manoel Eduardo, cujo pai seria o padre e professor Thomaz Inocêncio Lustosa, vigário de São Bernardo no século 19 e, depois, nome de rua ao lado da Matriz de São Bernardo.

Os documentos de João Batista e Manoel, o “Maneco do Padre”, não trazem o nome do pai. Todos, na Vila de São Bernardo, sabiam quem era. A própria árvore genealógica da família cita Thomaz Lustosa como pai dos irmãos Manoel e João Batista.

“Maneco do Padre” foi dono do cartório de registro civil de São Bernardo. João Batista foi delegado de polícia na cidade, depois de ter participado da Guerra do Paraguai.
João Batista, avô de dona Edith, guardou a espada com a qual combateu. A espada foi doada pela família ao antigo Museu Histórico e Pedagógico Antonio Raposo Tavares e hoje integra a Seção de Pesquisa e Memória da Prefeitura.

Em 2010, a espada foi localizada e a família Almeida pode revê-la. Dona Edith compareceu e foi fotografada por esta página Memória, em reportagem publicada na ocasião.

GENEALOGIA
A árvore genealógica da família de João Batista de Almeida cobre o período 1802 (ano em que nasceu o padre Lustosa) a 2006.

A pesquisa para sua realização foi feita por Celso de Almeida Cini (história) e Waldemar Casagrande (iconografia).

O desenvolvimento do projeto e a arte são da arquiteta Alessandra Maura Bortoto, tetraneta de João Batista.

A arte final é do artista plástico Garone Catelan Mendes.

Também a foto da árvore genealógica Memória publicou.

A FAMÍLIA
Dona Edith era filha de João Batista de Almeida Junior e de Josephina de Almeida. Dona Josephina dá nome à rua em que dona Edith residia, no Centro de São Bernardo. Uma rua calma, travessa da Rua Dr. Flaquer, onde outros familiares de dona Edith residem, inclusive o pesquisador Waldemar Casagrande.

O marido de dona Edith, João Preto de Godoi, era do Interior. Veio de Socorro. Trabalhava de maquinista na indústria moveleira de São Bernardo. O casamento estendeu-se de 1950 a 1971.

O casal teve três filhos: Elisabete, Alaor e Marli. Os dois primeiros residem em São Bernardo; Marli, no Rio de Janeiro.

Dona Edith parte aos 99 anos – em pouco mais de três meses iria completar 100 anos. Foi sepultada no Cemitério da Paulicéia. Deixa os filhos, os netos André, Eveline, Renata, Nayane, Cibelle e Wendell, e os bisnetos Lucas, Otavio Augusto e Maria Eduarda.

A missa de sétimo dia em sua memória será celebrada amanhã, sexta-feira, às 19h, na basílica da Boa Viagem, a Matriz de São Bernardo.

Crédito das fotos – Álbum familiar

MOMENTOS. Dona Edith na última foto, em dezembro de 2021, tirada pelo filho Alaor e em 1947 : a tecelã que ensinou sua técnica a alunos universitários

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Quinta-feira, 20 de janeiro de 1972 – Ano 14, edição 1745

MANCHETE – Uma nova Anchieta vai surgir; governador Laudo Natel promete.

A Via Anchieta será transformada, ainda este ano (1972), numa imensa avenida, com iluminação mais intensa que a das marginais dos rios Pinheiros e Tietê, até o quilômetro 22. Duas marginais e seis passarelas para pedestres serão construídas.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Segunda-feira, 20 de janeiro de 1992 – Ano 33, edição 7967

COPINHA – No Bruno Daniel, Santo André 0, São Bernardo 0; no mesmo estádio, Fluminense 2, Corinthians 1.

EM 20 DE JANEIRO DE...

1912 - Padre Luiz Capra é nomeado vigário da Paróquia de Santo André.

1947 - Fundada a Liga de Futebol de São Bernardo, cujo primeiro presidente foi o prefeito Hygino Baptista de Lima.

1956 – Amistoso de futebol em São Caetano: Juvenil Cerâmica 3, Juvenil Sarcinelli 1. Formou o Cerâmica com Jair; Flavio e Sérgio; Odecio (Espanhol), Geraldo e Agenor; Hélio II, Walter, Urbano (Hélio I), Teleco e Nori.

Pelo Brasileiro de Seleções: em Curitiba, Paraná 0, São Paulo 0, segundo jogo. São Paulo classifica-se para os dois turnos finais.

1987 – O Fluminense torna-se campeão do Troféu Brasil de saltos ornamentais disputado no Conjunto Esportivo Pedro Dell’Antonia, em Santo André; Semanal de Campinas em segundo; EC Santo André em terceiro.

Pelo Mundialito de Seniores, Argentina campeã: 1 a 0 sobre o Brasil no Pacaembu.

2007 - Entregue a restauração da capela de São Sebastião e Santa Cruz, em Rio Grande da Serra.


SANTOS DO DIA
Sebastião. Nasceu em Milão, Itália. Foi capitão do exército romano. Denunciado como cristão, foi condenado à morte a flechadas. Conseguiu sobreviver. Morreu açoitado por volta do ano 284. Padroeiro de Rio Grande da Serra.
Fabiano
Nossa Senhora do Sion ou Sião
Maria Cristina (Brando) da Imaculada Conceição

HOJE
Dia do Farmacêutico. Comemorado no Brasil. O Dia Internacional do Farmacêutico é celebrado no dia 25 de setembro.


MUNICÍPIOS PAULISTAS
Hoje é o aniversário de Braúna, Cardoso, Itajú, Motuca, Palmital, Parisi, Piraju, Sabino e Santa Cruz do Rio Pardo.

Falecimentos

Eduardo Antonio Di Rissio Barbosa
(Santos, SP, 19-1-1940 – São Bernardo, 15-1-2022)

O desembargador aposentado Eduardo Antonio Di Rissio Barbosa veio para a Comarca de São Bernardo e adotou a cidade como sua. Morava ao lado da Igreja Matriz, que frequentava assiduamente.

Dr. Eduardo era filho de Joaquim do Vale Barbosa e de Gemma Di Rissio Barbosa. Parte às vésperas de completar 82 anos. Deixa a esposa, Miriam Balazi Martins Di Rissio, e os filhos André, Rafael e Marcio. Foi sepultado no Jardim da Colina.

Colaborou: Junior Cheid.

SANTO ANDRÉ

Eliza Rosa Silveira, 97. Natural de Barrinha (Bahia). Residia no Parque das Nações, em Santo André. Dia 17. Jardim da Colina.

Rubem Braga Giannini, 97. Natural do Rio de Janeiro, Capital. Residia na Vila Pires, em Santo Adré. Dia 16. Cemitério Cristo Redentor, Vila Pires.

SÃO BERNARDO

Olga Tosi Tabet, 99. Natural de São Bernardo. Residia na Vila Valparaíso, em Santo André. Dia 15, em São Bernardo. Cemitério de Vila Euclides.

Antonia Alves Cardoso, 96. Natural de Quatá (São Paulo). Residia no bairro Ferrazópolis, em São Bernardo. Dia 15. Cemitério dos Casa.

SÃO CAETANO

Maria Sartori de Aguiar, 88. Natural de Santa Rosa de Viterbo (São Paulo). Residia no bairro Cerâmica, em São Caetano. Dia 14. Cemitério da Saudade, bairro Cerâmica.

DIADEMA

José Felix da Silva, 93. Natural de Porto Calvo (Alagoas). Residia no bairro Casa Grande, em Diadema. Dia 14. Cemitério Municipal de Diadema.

MAUÁ

Francisco Pereira dos Santos, 90. Natural de Tamboril (Ceará). Residia na Vila Magini, em Mauá. Professor. Dia 16, em Santo André. Vale dos Pinheirais.

Ribeirão Pires

José Roberto dos Anjos, 69. Natural de Santos (São Paulo). Residia na Vila Suíça, em Ribeirão Pires. Dia 16, em São Bernardo. Cemitério São José. 



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