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Ribeirão Pires prevê vacinar todos os adultos até sábado

Claudinei Plaza/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caso cumpra meta, cidade será a primeira do Estado a atingir a marca, oito dias antes do previsto por Doria


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

04/08/2021 | 00:01


Ribeirão Pires deve se tornar a primeira cidade do Estado a vacinar, de forma orgânica, os moradores com 18 anos ou mais contra a Covid. A expectativa da Secretaria de Saúde do município é alcançar a marca sábado, nove dias antes do que prevê o calendário divulgado no fim de julho pelo governador João Doria (PSDB). Hoje, estão sendo protegidos munícipes com 20 anos e amanhã, com 19. É esperada para hoje a chegada de lote de imunizantes suficiente para vacinar quem tem 18 anos na sexta-feira e no sábado.

Caso consiga manter a programação, Ribeirão vai se igualar a Serrana e Botucatu, cidades do Interior que também atingiram a vacinação completa dos adultos, mas contaram com estudos das vacinas Coronavac e Astrazeneca, respectivamente, nos quais praticamente todos os moradores com 18 anos ou mais foram vacinados para testar, na prática, a eficiência dos imunizantes.

“Chegando o lote previsto para amanhã (hoje), vamos bater o martelo e anunciar a vacinação completa dos adultos até sábado, o que nos deixa muito felizes por ser a primeira cidade do Estado a alcançar a marca”, comemora o secretário de Saúde de Ribeirão Pires, Audrei Rocha. O Estado não disponibiliza ranking oficial de vacinação apenas com a população adulta, mas o titular da pasta confirmou o feito em grupo que participa com outros secretários de Saúde. “Já estamos sendo parabenizados pelo feito. Muitas cidades têm usado a nossa campanha como exemplo”, acrescentou.

Segundo Rocha, o diferencial de Ribeirão Pires foi a montagem de apenas um ponto de vacinação, bem estruturado, que permitiu melhor controle das doses aplicadas. “Como todo mundo se vacinou no Complexo Ayrton Senna, não tivemos sobra de vacinas, a chamada xepa, e isso facilitou muito e fez a campanha andar. Também foi possível fazer uma triagem mais eficiente. Recebemos muitas pessoas de Mauá e de Rio Grande da Serra em busca de vacina, até de Campinas, e a checagem dos documentos foi essencial. Somado a tudo isso tivemos equipe maravilhosa, que trabalhou noite e dia”, exaltou o secretário.

Apesar de oferecer a vacina a todos os adultos, Ribeirão Pires estima que vai obter cobertura de cerca de 95% da faixa etária, resultado que é considerado excelente pelo secretário. “Qualquer vacina aplicada em mais de 90% da população já é considerada um sucesso. Devemos alcançar em torno de 95%. Esses 5% restante são pessoas que têm domicílio em Ribeirão Pires, mas que não estão na cidade neste momento ou que por algum outro motivo não quiseram se imunizar. Mas a cobertura que conseguimos é espetacular”, comemorou o secretário, que é advogado especialista em direito médico.

De acordo com o boletim divulgado ontem, Ribeirão Pires já conseguiu imunizar 84,2% dos moradores com 18 anos ou mais. O melhor desempenho da região, no entanto, é de Santo André, que vacina munícipes a partir de 25 anos e já contemplou 85,3% dos adultos. São Caetano, que protege atualmente quem tem 25 anos, tem 80,3% de cobertura deste grupo, seguida de São Bernardo (78,1%), Diadema (77,6%), Mauá (67,9%) e Rio Grande da Serra (64,7%).

Grupo de 12 a 17 anos será imunizado nas UBSs

Na iminência de finalizar a vacinação dos moradores com 18 anos ou mais contra a Covid, Ribeirão Pires já se estrutura para contemplar munícipes de 12 a 17. Diferentemente do que ocorreu com os adultos, que foram imunizados no Complexo Ayrton Senna, a nova faixa etária será protegida nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). De acordo com o secretário de Saúde do município, Audrei Rocha, a mudança de formato tem como objetivo facilitar a atualização da carteirinha de vacinação das crianças e dos adolescentes.

“A imunização de moradores de 12 a 17 anos vai acontecer nos postos de saúde que a família está mais acostumada a levar a criança ou o adolescente. Além de serem unidades conhecidas dos responsáveis, é uma ótima oportunidade para que a nossa equipe consiga atualizar as carteirinhas de vacinação com imunizantes que porventura estejam faltando”, explicou Rocha.

Por enquanto, apenas as vacinas fabricadas pelo laboratório norte-americano Pfizer estão autorizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser aplicadas em crianças com 12 anos ou mais. Na sexta-feira, o Instituto Butantan, que fabrica a Coronavac no Brasil, enviou a documentação para a agência pedindo alteração na bula para que seu imunizante possa ser aplicado em crianças a partir dos 3 anos, mas ainda não recebeu resposta.

De acordo com estudo clínico de fases 1 e 2 conduzidos pela Sinovac – laboratório chinês que desenvolveu a Coronavac – e publicado na revista científica britânica The Lancet Infectious Diseases, a vacina chinesa é segura para a população de 3 a 17 anos e pode induzir forte produção de anticorpos no grupo pediátrico. As análises apontaram que o fármaco foi capaz de gerar anticorpos em 96% dos voluntários 28 dias após a segunda dose – no total, 550 crianças participaram dos testes nas duas fases.

"Estamos na expectativa para a aprovação da Coronavac para esse público. Ainda não sabemos quando vamos iniciar a vacinação deste grupo porque dependemos do envio de novos lotes de vacina por parte do Estado. Por enquanto, só o imunizante da Pfizer está liberado e isso pode dificultar um pouco a cobertura”, comentou Rocha. 



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