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Custo para tornar Bruno Daniel sintético pode chegar a R$ 9 milhões

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa que instalou grama artificial no Allianz Parque é a mesma responsável por colocar os tapetes nos campos da várzea andreense


Dérek Bittencourt
Diário do Grande ABC

06/08/2020 | 23:31


Há duas semanas, o prefeito Paulo Serra (PSDB) revelou ao Diário que existe a possibilidade de que o Estádio Bruno Daniel (onde atualmente está montado hospital de campanha para tratamento de pacientes com a Covid-19) seja devolvido – para uso principalmente do Santo André – com novo piso, de gramado sintético. Segundo o chefe do Paço andreense, essa possibilidade está sendo “avaliada” e inclusive tem o aval da diretoria do Ramalhão, que pode ter grande economia com a manutenção da grama natural. E o preço do tapete que poderá ser instalado na praça esportiva fica entre R$ 2 milhões e R$ 9 milhões, sendo este o valor gasto para implementação da tecnologia no Allianz Parque, a arena do Palmeiras.

Nos últimos meses, a Prefeitura andreense modernizou alguns campos de várzea da cidade, instalando refletores, novos bancos de reserva e implementando grama sintética em todos, intervenção esta última realizada pela Soccer Grass, também responsável pela colocação da grama artificial no estádio palmeirense. Segundo o presidente da empresa, Alessandro Oliveira, já existem conversas para que o Bruno Daniel siga o mesmo caminho.

“Recentemente estive na cidade e comentaram essa possibilidade de colocar no estádio. Achei bacana. Um campo de qualidade ajuda em série de fatores: primeiro, em conseguir manter a qualidade e performance desde o primeiro até o último minuto do segundo tempo, e, com certeza, Santo André ganharia qualidade de jogo quando jogasse em casa. Com sintético, não precisa treinar em um CT (Centro de Treinamento), pode treinar no estádio. Isso faz com que o time fique mais competitivo quando jogar em casa”, explicou Alessandro, responsável por implantar a grama artificial no Estádio do Baetão, em São Bernardo, há mais de 20 anos.

Para que todos os prazos sejam cumpridos sem que o Ramalhão corra riscos de não ter casa para jogar e ainda tenha tempo de se adaptar ao novo gramado, Alessandro Oliveira espera por desfecho das negociações para breve, para que, assim que as estruturas do hospital de campanha forem desmontadas, se inicie o processo de transformação no campo. “O ideal seria trabalhar a contratação imediata, para definir o que fazer. Prazo para chegar matéria-prima de 60 a 90 dias e temos mais tempo de obra de até 90 dias trabalhados. Ideal mesmo é que estejamos com tudo fechado neste mês para fazer pedidos, começar a obra em setembro e entregar em dezembro para começar a treinar e adaptar ao campo”, indicou. Todo o material – inclusive as bobinas de grama sintética – vem da Europa.

O que pode encarecer ou baratear na escolha da administração andreense é o tipo de material a ser implantado. Existem, entre outras soluções, aquelas que podem até mesmo minimizar a temperatura daquelas borrachinhas (utilizadas para absorção de impacto). “No Allianz, gastaram em torno de R$ 9 milhões, mas temos como fazer algo com mesma performance na faixa dos R$ 2 milhões”, disse o empresário, que estima em até R$ 100 mil o gasto mensal para cuidado de gramado natural e R$ 15 mil o de piso artificial. “É necessário fazer escovação, descompactação, levantar fibras”, ensinou.

VÁRZEA
Na terça-feira, o quinto campo de futebol amador da cidade foi contemplado pelo projeto de modernização (gramado sintético, iluminação, alambrado, bancos e outros). Desta vez, na Vila América, onde Vasquinho e Portuguesinha mandam seus jogos. A Prefeitura investiu R$ 1,2 milhão. O local serve ainda como escolinha. 



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Custo para tornar Bruno Daniel sintético pode chegar a R$ 9 milhões

Empresa que instalou grama artificial no Allianz Parque é a mesma responsável por colocar os tapetes nos campos da várzea andreense

Dérek Bittencourt
Diário do Grande ABC

06/08/2020 | 23:31


Há duas semanas, o prefeito Paulo Serra (PSDB) revelou ao Diário que existe a possibilidade de que o Estádio Bruno Daniel (onde atualmente está montado hospital de campanha para tratamento de pacientes com a Covid-19) seja devolvido – para uso principalmente do Santo André – com novo piso, de gramado sintético. Segundo o chefe do Paço andreense, essa possibilidade está sendo “avaliada” e inclusive tem o aval da diretoria do Ramalhão, que pode ter grande economia com a manutenção da grama natural. E o preço do tapete que poderá ser instalado na praça esportiva fica entre R$ 2 milhões e R$ 9 milhões, sendo este o valor gasto para implementação da tecnologia no Allianz Parque, a arena do Palmeiras.

Nos últimos meses, a Prefeitura andreense modernizou alguns campos de várzea da cidade, instalando refletores, novos bancos de reserva e implementando grama sintética em todos, intervenção esta última realizada pela Soccer Grass, também responsável pela colocação da grama artificial no estádio palmeirense. Segundo o presidente da empresa, Alessandro Oliveira, já existem conversas para que o Bruno Daniel siga o mesmo caminho.

“Recentemente estive na cidade e comentaram essa possibilidade de colocar no estádio. Achei bacana. Um campo de qualidade ajuda em série de fatores: primeiro, em conseguir manter a qualidade e performance desde o primeiro até o último minuto do segundo tempo, e, com certeza, Santo André ganharia qualidade de jogo quando jogasse em casa. Com sintético, não precisa treinar em um CT (Centro de Treinamento), pode treinar no estádio. Isso faz com que o time fique mais competitivo quando jogar em casa”, explicou Alessandro, responsável por implantar a grama artificial no Estádio do Baetão, em São Bernardo, há mais de 20 anos.

Para que todos os prazos sejam cumpridos sem que o Ramalhão corra riscos de não ter casa para jogar e ainda tenha tempo de se adaptar ao novo gramado, Alessandro Oliveira espera por desfecho das negociações para breve, para que, assim que as estruturas do hospital de campanha forem desmontadas, se inicie o processo de transformação no campo. “O ideal seria trabalhar a contratação imediata, para definir o que fazer. Prazo para chegar matéria-prima de 60 a 90 dias e temos mais tempo de obra de até 90 dias trabalhados. Ideal mesmo é que estejamos com tudo fechado neste mês para fazer pedidos, começar a obra em setembro e entregar em dezembro para começar a treinar e adaptar ao campo”, indicou. Todo o material – inclusive as bobinas de grama sintética – vem da Europa.

O que pode encarecer ou baratear na escolha da administração andreense é o tipo de material a ser implantado. Existem, entre outras soluções, aquelas que podem até mesmo minimizar a temperatura daquelas borrachinhas (utilizadas para absorção de impacto). “No Allianz, gastaram em torno de R$ 9 milhões, mas temos como fazer algo com mesma performance na faixa dos R$ 2 milhões”, disse o empresário, que estima em até R$ 100 mil o gasto mensal para cuidado de gramado natural e R$ 15 mil o de piso artificial. “É necessário fazer escovação, descompactação, levantar fibras”, ensinou.

VÁRZEA
Na terça-feira, o quinto campo de futebol amador da cidade foi contemplado pelo projeto de modernização (gramado sintético, iluminação, alambrado, bancos e outros). Desta vez, na Vila América, onde Vasquinho e Portuguesinha mandam seus jogos. A Prefeitura investiu R$ 1,2 milhão. O local serve ainda como escolinha. 

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