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Consumo de álcool vai ultrapassar o de gasolina


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

06/11/2008 | 07:03


No Grande ABC, a venda de álcool deverá superar a de gasolina nos próximos seis meses. Hoje, a cada 100 litros de combustível comercializados, 45 litros são de álcool e 55 litros são de gasolina - considerando comum, aditivada e premium. Em meados do primeiro semestre de 2009, essa relação praticamente se inverterá: serão 60 litros de álcool para 40 litros de gasolina. Isso é o que estima José Antonio Gonzalez Garcia, o Toninho, presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMR).

Pensando a médio prazo, Toninho vai mais longe: "Em dois anos, 90% dos veículos devem abastecer com álcool e apenas 10% com gasolina. No caso, são aqueles carros maiores, como Tucson e Santa Fé, que precisam de um combustível mais pesado", afirma.

Se a comparação for feita levando-se em conta apenas a gasolina comum, o consumo de álcool já é maior na região. A cada 100 litros de combustíveis comercializados, 60 litros são de álcool e 40 litros, de gasolina. "Com a quantidade de carros flex em circulação, o abastecimento de álcool vem aumentando cada vez mais, e a tendência é que o crescimento continue". afirma Toninho.

Aos poucos, a frota de automóveis movidos a gasolina vai sendo renovada por veículos de motor bicombustível, em que se tem a opção de abastecer com o combustível mais barato. No caso, o álcool.

Somado a isso, tem-se o fato de que o gás natural está mais caro do que o álcool, já que muitos taxistas têm abastecido com o combustível renovável. Desde maio, com a crise de abastecimento do gás proveniente da Bolívia, os preços começaram a aumentar. Hoje, a média do metro cúbico na região está em torno de R$ 1,46, enquanto que a média do litro do álcool, R$ 1,29. Diferença de R$ 0,17 por litro.

Existe ainda mais um fator que contribui com o resultado. Segundo Edilson Marreiros, gerente do Auto Posto Automan, de Santo André, muitos condutores instalaram em seus veículos um chip que permite o abastecimento de álcool. "Muitos clientes que tinham o carro à gasolina dizem que o investimento para a compra do chip, que custa cerca de R$ 400, é recuperado rapidamente", conta.

De acordo com os dados mais recentes da ANP (Agência Nacional do Petróleo), em julho de 2008 a quantidade vendida pelas distribuidoras de combustíveis era de 1,1 bilhão de litros de álcool. Em 2007, o montante era de 750 milhões, e em 2006, 540 milhões. Em dois anos, portanto, o crescimento foi de 52,12%.

Para se ter uma idéia, no mesmo mês de julho, a venda de gasolina atingiu 2,1 bilhões de litros. Em 2007, eram 2 bilhões de litros, e em 2006, 1,9 bilhão. Ou seja, crescimento de apenas R$ 1,94%.



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Consumo de álcool vai ultrapassar o de gasolina

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

06/11/2008 | 07:03


No Grande ABC, a venda de álcool deverá superar a de gasolina nos próximos seis meses. Hoje, a cada 100 litros de combustível comercializados, 45 litros são de álcool e 55 litros são de gasolina - considerando comum, aditivada e premium. Em meados do primeiro semestre de 2009, essa relação praticamente se inverterá: serão 60 litros de álcool para 40 litros de gasolina. Isso é o que estima José Antonio Gonzalez Garcia, o Toninho, presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMR).

Pensando a médio prazo, Toninho vai mais longe: "Em dois anos, 90% dos veículos devem abastecer com álcool e apenas 10% com gasolina. No caso, são aqueles carros maiores, como Tucson e Santa Fé, que precisam de um combustível mais pesado", afirma.

Se a comparação for feita levando-se em conta apenas a gasolina comum, o consumo de álcool já é maior na região. A cada 100 litros de combustíveis comercializados, 60 litros são de álcool e 40 litros, de gasolina. "Com a quantidade de carros flex em circulação, o abastecimento de álcool vem aumentando cada vez mais, e a tendência é que o crescimento continue". afirma Toninho.

Aos poucos, a frota de automóveis movidos a gasolina vai sendo renovada por veículos de motor bicombustível, em que se tem a opção de abastecer com o combustível mais barato. No caso, o álcool.

Somado a isso, tem-se o fato de que o gás natural está mais caro do que o álcool, já que muitos taxistas têm abastecido com o combustível renovável. Desde maio, com a crise de abastecimento do gás proveniente da Bolívia, os preços começaram a aumentar. Hoje, a média do metro cúbico na região está em torno de R$ 1,46, enquanto que a média do litro do álcool, R$ 1,29. Diferença de R$ 0,17 por litro.

Existe ainda mais um fator que contribui com o resultado. Segundo Edilson Marreiros, gerente do Auto Posto Automan, de Santo André, muitos condutores instalaram em seus veículos um chip que permite o abastecimento de álcool. "Muitos clientes que tinham o carro à gasolina dizem que o investimento para a compra do chip, que custa cerca de R$ 400, é recuperado rapidamente", conta.

De acordo com os dados mais recentes da ANP (Agência Nacional do Petróleo), em julho de 2008 a quantidade vendida pelas distribuidoras de combustíveis era de 1,1 bilhão de litros de álcool. Em 2007, o montante era de 750 milhões, e em 2006, 540 milhões. Em dois anos, portanto, o crescimento foi de 52,12%.

Para se ter uma idéia, no mesmo mês de julho, a venda de gasolina atingiu 2,1 bilhões de litros. Em 2007, eram 2 bilhões de litros, e em 2006, 1,9 bilhão. Ou seja, crescimento de apenas R$ 1,94%.

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