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MP de Mauá investiga demissões na FUABC

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Promotoria decide incluir dispensas surpresas em inquérito de 2016; Paço nega responsabilidade


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/11/2017 | 07:00


O Ministério Público de Mauá decidiu entrar no jogo de empurra que tem sido as demissões em massa de trabalhadores da FUABC (Fundação do ABC) que atuavam em equipamentos de Saúde na cidade, sobretudo no Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini.

No mês passado, a promotora Fernanda Chuster Pereira Honório decidiu anexar a investigação das demissões deste ano a um inquérito civil aberto ainda em 2016 depois de receber relatório da controladoria interna de Mauá que acusa a demissão de 197 colaboradores. No dia 20, o MP encaminhou ofício ao governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB) solicitando esclarecimentos sobre as demissões.

As centenas de dispensas de médicos e de diversos profissionais de enfermagem têm sido o epicentro da crise na Saúde do município desde o começo do ano e motivaram, inclusive, o pedido de demissão do superintendente do Nardini, Vanderley da Silva Paula, o terceiro dirigente do hospital em dez meses – ele ainda segue no cargo porque aguarda a indicação do seu sucessor.

As demissões surpresas têm sido criticadas porque são acompanhadas de novas contratações, o que, para os trabalhadores dispensados, derrubam o argumento de economia com a folha de pagamento com os terceirizados. Soma-se a isso o calote no pagamento dos direitos trabalhistas dos demitidos. Muitos, inclusive, tiveram de entrar na Justiça para garantirem o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o seguro-desemprego. Diversos desses trabalhadores têm promovido manifestações quase que semanais no município.

Pelos cálculos da própria FUABC, de janeiro a outubro foram dispensados 366 colaboradores, enquanto que 270 novas admissões foram assinadas. A Fundação alega não ter sido responsável pelas baixas nem pelas contratações e atribui essa movimentação ao Paço mauaense. Os terceirizados dispensados acusam o governo Atila de promover as demissões para alocar aliados políticos nos cargos – o Paço nega cunho político e alega interceder para resolver o impasse junto à FUABC.

Nos últimos dias, mais uma centena de trabalhadores foi demitida e nem o Paço, nem a FUABC e nem o superintendente do Nardini assumiram a responsabilidade pelas exonerações. Entre os dispensados estava o próprio diretor adjunto do hospital, Carlos Henrique Okumura. Enquanto Vanderley assegura ter sido pego de surpresa, o governo Atila acusa justamente o dirigente de ordenar as demissões. Já a FUABC diz que não foi consultada sobre as dispensas e que não sabe “de quem partiu essa ordem e nem sequer os nomes dos demitidos”.

Questionado pelo Diário, o governo Atila não se manifestou sobre o assunto. 



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MP de Mauá investiga demissões na FUABC

Promotoria decide incluir dispensas surpresas em inquérito de 2016; Paço nega responsabilidade

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

13/11/2017 | 07:00


O Ministério Público de Mauá decidiu entrar no jogo de empurra que tem sido as demissões em massa de trabalhadores da FUABC (Fundação do ABC) que atuavam em equipamentos de Saúde na cidade, sobretudo no Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini.

No mês passado, a promotora Fernanda Chuster Pereira Honório decidiu anexar a investigação das demissões deste ano a um inquérito civil aberto ainda em 2016 depois de receber relatório da controladoria interna de Mauá que acusa a demissão de 197 colaboradores. No dia 20, o MP encaminhou ofício ao governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB) solicitando esclarecimentos sobre as demissões.

As centenas de dispensas de médicos e de diversos profissionais de enfermagem têm sido o epicentro da crise na Saúde do município desde o começo do ano e motivaram, inclusive, o pedido de demissão do superintendente do Nardini, Vanderley da Silva Paula, o terceiro dirigente do hospital em dez meses – ele ainda segue no cargo porque aguarda a indicação do seu sucessor.

As demissões surpresas têm sido criticadas porque são acompanhadas de novas contratações, o que, para os trabalhadores dispensados, derrubam o argumento de economia com a folha de pagamento com os terceirizados. Soma-se a isso o calote no pagamento dos direitos trabalhistas dos demitidos. Muitos, inclusive, tiveram de entrar na Justiça para garantirem o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o seguro-desemprego. Diversos desses trabalhadores têm promovido manifestações quase que semanais no município.

Pelos cálculos da própria FUABC, de janeiro a outubro foram dispensados 366 colaboradores, enquanto que 270 novas admissões foram assinadas. A Fundação alega não ter sido responsável pelas baixas nem pelas contratações e atribui essa movimentação ao Paço mauaense. Os terceirizados dispensados acusam o governo Atila de promover as demissões para alocar aliados políticos nos cargos – o Paço nega cunho político e alega interceder para resolver o impasse junto à FUABC.

Nos últimos dias, mais uma centena de trabalhadores foi demitida e nem o Paço, nem a FUABC e nem o superintendente do Nardini assumiram a responsabilidade pelas exonerações. Entre os dispensados estava o próprio diretor adjunto do hospital, Carlos Henrique Okumura. Enquanto Vanderley assegura ter sido pego de surpresa, o governo Atila acusa justamente o dirigente de ordenar as demissões. Já a FUABC diz que não foi consultada sobre as dispensas e que não sabe “de quem partiu essa ordem e nem sequer os nomes dos demitidos”.

Questionado pelo Diário, o governo Atila não se manifestou sobre o assunto. 

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