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Pacote de cargos de Reali provoca troca de farpas

Petistas e Michels batem boca durante sessão de Diadema


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

04/11/2011 | 07:24


O projeto de criação de 378 cargos concursados na Prefeitura de Diadema resultou em trocas de farpas entre vereadores do PT com o parlamentar Lauro Michels, pré-candidato a prefeito pelo PV. O texto, que havia sido referendado em primeira discussão na semana passada, voltou a receber crivo da Câmara - desta vez por unanimidade, inclusive com aval do verde.

A petista Irene dos Santos, que tem base eleitoral no funcionalismo público, ironizou o voto contrário de Michels na semana passada e o discurso inflamado do verde de crítica ao prefeito Mário Reali (PT) por encaminhar projeto que iria onerar a folha salarial logo após longa discussão de reajuste com os servidores.

Irene lembrou que, no auge da campanha salarial - que resultou em greve de 28 dias -, Michels havia defendido os servidores em uma semana e, em seguida, aprovara projeto de criação de cargos.

O verde acusou Irene de fazer "politicagem" na Câmara, disse que a postura da parlamentar é ambígua e voltou a criticar o projeto, que terá impacto financeiro na folha salarial de R$ 1,2 milhão por mês.

Para defender Irene, o líder da bancada do PT na Casa, vereador José Antônio da Silva, reafirmou que a criação de 378 cargos serviria para reposição de aposentados.

Michels retrucou, afirmou que a Prefeitura está inchada e que medidas de expansão do funcionalismo poderiam resultar em estouro do limite definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Pela LRF, o município deve despender prudencialmente 51,3% da receita corrente líquida com pagamento de pessoal. O projeto aprovado prevê que esse limite alcance os 50,79%. "Acho que o vereador Zé Antônio fugiu da escola na questão de matemática. A LRF está aí." O presidente da Câmara, Laércio Soares (PCdoB), colocou panos quentes na polêmica. 

Legislativo aprova parcelamento de dívida com Ipred 

A Câmara de Diadema aprovou, por unanimidade, o parcelamento de R$ 5,5 milhões da dívida que a Prefeitura possui com o Instituto de Previdência do Servidor de Diadema. O montante é acúmulo de repasse insuficiente de contribuição patronal à autarquia, entre maio e setembro deste ano.

O prefeito Mário Reali (PT), que havia solicitado urgência para apreciação da proposta, justificou o passivo por dificuldades financeiras da administração. O débito, cujo parcelamento foi avalizado pelos vereadores por unanimidade e em duas votações, permite que o governo fracione o valor em 48 meses.

No ano passado, o Legislativo aprovou propositura que autorizava a Prefeitura a dividir uma dívida de R$ 15,4 milhões em 60 meses.

O passivo total com o Ipred é dos mais altos da Prefeitura, que registra rombo de R$ 313,7 milhões. Débitos com a autarquia representam R$ 141,5 milhões, equivalente a 55% do débito da administração.



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