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Paulo Nenflidio ganha exposição na galeria Fortes Vilaça


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

04/02/2006 | 08:13


Esse ano promete ser de muito trabalho para o artista plástico Paulo Nenflidio, 29 anos, o que deve fazer com que seu nome ecoe ainda mais no circuito nacional das artes visuais, a exemplo do que já vem ocorrendo ultimamente. Natural de São Bernardo, cidade onde mantém ateliê na área central, ele se auto-intitula inventor e construtor de engenhocas sonoras. Nenflidio tem na agenda três mostras pelo programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais, pretende participar de alguns salões de arte e, por fim, para fechar 2006 com tudo, tem programada entre novembro e dezembro uma exposição individual de obras inéditas na paulistana Fortes Vilaça, uma das mais conceituadas galerias de arte do Brasil.

“No Rio sou representado pela A Gentil Carioca. A exposição na Fortes Vilaça é uma parceria entre as duas galerias. Acredito que em 2007 a Fortes Vilaça já esteja me representando”, diz o artista. “Eu estava mantendo contato com dois outros galeristas de São Paulo, o Ricardo Trevisan da Casa Triângulo e o Eduardo Leme da Galeria Leme. Mas acabei optando pela Fortes Vilaça”.

A Fortes Vilaça representa artistas renomados do porte de Vik Muniz, Nuno Ramos, Adriana Varejão, Iran do Espírito Santo e Julião Sarmento, entre outros, um time de deixar com água na boca 11 entre dez galeristas do país. Fazer parte desse elenco é uma grande conquista, garantia de que muitas portas serão abertas. “Fico feliz da vida por essa parceira, acredito que ela deve gerar bons frutos”, diz Nenflidio.

No mesmo período da exposição dele, a Fortes Vilaça pretende realizar também uma individual da conceituada Leda Catunda. Só de Nenflidio expor simultaneamente à artista, no mesmo local, já é outro mérito.

Outras atividades – Pelo programa promovido pelo Itaú Cultural, Nenflidio expõe em São Paulo na sede do instituto (março a maio), no Paço Imperial do Rio (junho a agosto) e em Belém (PA) na Casa das 11 Janelas (outubro a novembro). Uma informação sobre o Rumos Itaú Cultural Artes Visuais para dar uma idéia de como a iniciativa é concorrida: foram analisados 1.342 portafólios e selecionados 78. Outra intenção do artista para o ano é concorrer em alguns salões de arte contemporânea, entre eles os de Santo André e de Goiás.

Nenflidio é técnico em Eletrônica (formado pela Escola Técnica Estadual Lauro Gomes, em São Bernardo), bacharel em Multimídia e Intermídia (pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, a ECA-USP) e se dedica a estudos sobre música.

Os conhecimentos que tem das três áreas são utilizados na elaboração de composições artísticas. Por exemplo, ele desenvolve obras que geram sons a partir do vento e da luz. São trabalhos que exploram tanto o caráter plástico quanto a sonoridade.

No programa Rumos ele mostrará duas obras. Uma delas chama-se Lugares Sonoros (veja fotografias da composição reproduzidas nesta página). É um teclado de madeira com dez teclas que, ao serem tocadas, acionam martelos por meio de cabos elétricos. No espaço expositivo, os martelos são fixados em objetos, que podem ser de um banco de madeira a um cesto de lixo de metal. Ao bater nos objetos, eles geram sons. Um trabalho para tocar o lugar, segundo o próprio artista.

No ano passado, Nenflidio foi selecionado pelo Programa Anual de Exposições do Centro Cultural São Paulo, onde expôs em novembro, outra iniciativa muito concorrida. Ainda em 2005, participou de uma mostra coletiva em Paris, entre novembro e dezembro, dentro da programação do Ano do Brasil na França – esse foi o primeiro evento internacional de sua carreira. Em 2004, ganhou o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia e o Prêmio CNI Sesi Marcantonio Vilaça.

Ao longo da carreira, Nenflidio desenvolveu por volta de dez obras. Para 2006, já tem esboços de mais umas quatro ou cinco. Mais informações sobre a trajetória do artista podem ser obtidas por meio do site http://paulonenflidio.vilabol.uol.com.br



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Paulo Nenflidio ganha exposição na galeria Fortes Vilaça

Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

04/02/2006 | 08:13


Esse ano promete ser de muito trabalho para o artista plástico Paulo Nenflidio, 29 anos, o que deve fazer com que seu nome ecoe ainda mais no circuito nacional das artes visuais, a exemplo do que já vem ocorrendo ultimamente. Natural de São Bernardo, cidade onde mantém ateliê na área central, ele se auto-intitula inventor e construtor de engenhocas sonoras. Nenflidio tem na agenda três mostras pelo programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais, pretende participar de alguns salões de arte e, por fim, para fechar 2006 com tudo, tem programada entre novembro e dezembro uma exposição individual de obras inéditas na paulistana Fortes Vilaça, uma das mais conceituadas galerias de arte do Brasil.

“No Rio sou representado pela A Gentil Carioca. A exposição na Fortes Vilaça é uma parceria entre as duas galerias. Acredito que em 2007 a Fortes Vilaça já esteja me representando”, diz o artista. “Eu estava mantendo contato com dois outros galeristas de São Paulo, o Ricardo Trevisan da Casa Triângulo e o Eduardo Leme da Galeria Leme. Mas acabei optando pela Fortes Vilaça”.

A Fortes Vilaça representa artistas renomados do porte de Vik Muniz, Nuno Ramos, Adriana Varejão, Iran do Espírito Santo e Julião Sarmento, entre outros, um time de deixar com água na boca 11 entre dez galeristas do país. Fazer parte desse elenco é uma grande conquista, garantia de que muitas portas serão abertas. “Fico feliz da vida por essa parceira, acredito que ela deve gerar bons frutos”, diz Nenflidio.

No mesmo período da exposição dele, a Fortes Vilaça pretende realizar também uma individual da conceituada Leda Catunda. Só de Nenflidio expor simultaneamente à artista, no mesmo local, já é outro mérito.

Outras atividades – Pelo programa promovido pelo Itaú Cultural, Nenflidio expõe em São Paulo na sede do instituto (março a maio), no Paço Imperial do Rio (junho a agosto) e em Belém (PA) na Casa das 11 Janelas (outubro a novembro). Uma informação sobre o Rumos Itaú Cultural Artes Visuais para dar uma idéia de como a iniciativa é concorrida: foram analisados 1.342 portafólios e selecionados 78. Outra intenção do artista para o ano é concorrer em alguns salões de arte contemporânea, entre eles os de Santo André e de Goiás.

Nenflidio é técnico em Eletrônica (formado pela Escola Técnica Estadual Lauro Gomes, em São Bernardo), bacharel em Multimídia e Intermídia (pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, a ECA-USP) e se dedica a estudos sobre música.

Os conhecimentos que tem das três áreas são utilizados na elaboração de composições artísticas. Por exemplo, ele desenvolve obras que geram sons a partir do vento e da luz. São trabalhos que exploram tanto o caráter plástico quanto a sonoridade.

No programa Rumos ele mostrará duas obras. Uma delas chama-se Lugares Sonoros (veja fotografias da composição reproduzidas nesta página). É um teclado de madeira com dez teclas que, ao serem tocadas, acionam martelos por meio de cabos elétricos. No espaço expositivo, os martelos são fixados em objetos, que podem ser de um banco de madeira a um cesto de lixo de metal. Ao bater nos objetos, eles geram sons. Um trabalho para tocar o lugar, segundo o próprio artista.

No ano passado, Nenflidio foi selecionado pelo Programa Anual de Exposições do Centro Cultural São Paulo, onde expôs em novembro, outra iniciativa muito concorrida. Ainda em 2005, participou de uma mostra coletiva em Paris, entre novembro e dezembro, dentro da programação do Ano do Brasil na França – esse foi o primeiro evento internacional de sua carreira. Em 2004, ganhou o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia e o Prêmio CNI Sesi Marcantonio Vilaça.

Ao longo da carreira, Nenflidio desenvolveu por volta de dez obras. Para 2006, já tem esboços de mais umas quatro ou cinco. Mais informações sobre a trajetória do artista podem ser obtidas por meio do site http://paulonenflidio.vilabol.uol.com.br

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