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Estudo revela condiçoes de sobrevivência na Antártida


Do Diário do Grande ABC

25/03/1999 | 11:37


Vinte e sete homens acabam de passar um ano em isolamento total na base antártica francesa de Dumont-d'Urville (Terra Adelie), submetidos a exames médicos e psicológicos no âmbito de um estudo sobre a vida em condiçoes extremas.

O objetivo deste programa científico, feito pelo Instituto francês de Pesquisas e Tecnologias Polares (IFRTP) e do Instituto francês de Biotecnologia de Troyes (IBT), era estudar o sistema imunológico e hormonal do homem em um meio ambiente hostil e isolado, bem como sua adaptaçao psicológica. Foram testados, ainda, instrumentos de `telemedicina'.

Participaram da experiência 27 voluntários entre 20 e 50 anos de idade. Os resultados do programa terao aplicaçoes e influências na nova estaçao antártica franco-italiana Concordia, já instalada como acampamento de verao a 1.100 km de Dumont-d'Urville, que começou a ser utilizada em caráter permanente a partir de março ou abril de 2003, disse Gérard Jugie, diretor do IFRTP, ao apresentar a missao em Paris. Mas, o programa foi concebido também como um modelo para as estadias no espaço, particularmente a bordo da futura Estaçao Espacial Internacional.

Os homens que participaram do estudo eram, verdade, membros de uma missao normal de cientistas, engenheiros e técnicos, como as que sao anualmente enviadas há 40 anos à base de Dumont-d'Urville, acessível apenas por barco, durante o breve verao austral a partir da ilha australiana da Tasmânia.

"Mas, tudo foi feito exclusivamente com participaçao voluntária", reforçou o doutor Richard Gaud, chefe da expediçao e responsável médico da mesma. Desta forma, apenas 16 homens participaram do programa, pois outros tiveram medo dos repetidos exames de sangue exigidos para a pesquisa. "No campo psicológico, os homens deviam responder questionários, descrever como se sentiam, como gostariam de estar e como pensavam ser percebidos pelos outros", continuou o médico. "Dirigiram-se a mim para fazer confidências e nem sempre foi fácil saber se me procuravam como autoridade ou médico. Na medida em que o tempo passava, esta necessidade foi se tornando mais profunda", disse.

Alguns estudos foram concluídos depois da missao, mas outros, como a análise das células sangüíneas, tinham que ser imediatamente feitas. A única soluçao para isso foi recorrer a um sistema automático instalado na base. Este instrumento de análises hematológico foi fornecido pela empresa francesa ABX, que encontrou na Antártica um campo de testes excepcional.

Jugie comemorou o sucesso da missao, que foi possível "graças a uma colaboraçao científica, institucional e industrial".

O doutor Gaud disse finalmente que "por enquanto é prematuro avançar em todas as conclusoes a respeito dos resultados esperados, mas estamos certos de que serao muitas as conseqüências para a saúde humana no campo dos vôos espaciais e no tratamento do estresse da vida cotidiana".



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