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Justiça proíbe bloqueio de agências

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sindicato avalia que medida é positiva, pois mostra que bancos estão incomodados


Pedro Souza
do Diário do Grande ABC

01/10/2013 | 07:07


A greve dos bancos, que hoje entra no 13º dia, na avaliação do Sindicato dos Bancários do Grande ABC teve seu primeiro resultado positivo. O Bradesco conseguiu liminar na Justiça de interdito proibitório, que impede bloqueios ou obstáculos nas portas das suas agências em Santo André. “É positivo. Isso mostra que eles estão incomodados”, disse o presidente da entidade, Eric Nilson.

A decisão judicial, da juíza do Trabalho Dulce Maria Soler Gomes Rijo, ocorre em meio à difícil negociação da categoria. Bancários pedem aumento salarial de 11,93%, mas os bancos oferecem 6,1%, proposta rejeitada pela categoria.

O sindicato considerou a determinação da Justiça como uma atitude antissindical. A Fenaban (Federação Nacional de Bancos) “observa que os interditos proibitórios são instrumentos legais válidos quando acontecem bloqueios ilegítimos nas agências bancárias”.

Nilson garantiu que hoje a área jurídica do sindicato estará de plantão na Justiça a fim de uma reversão do interdito proibitório. No entanto, ainda há mais trabalho pela frente. “Nós já sabemos que o Bradesco entrou com outro pedido, porém, para as agências de São Bernardo. Mas ainda não fomos notificados oficialmente”, destacou Nilson.

Ele garantiu que, por experiências em outras campanhas salariais, três empresas são as que mais complicam as negociações. “O Bradesco, o Itaú (Unibanco) e o Santander sempre dificultam as coisas. Eles são os bancos que comandam as negociações”, argumentou Nilson. O sindicalista observou que a categoria aguarda nova proposta da Fenaban, tendo em vista que a primeira, de reajuste de 6,1%, foi rejeitada.

A Fenaban respondeu que “já apresentou proposta dos bancos de reajuste de 6,1% nos salários e benefícios. A proposta foi recusada pelas lideranças sindicais que, no entanto, não indicam os ajustes pontuais que gostariam que fossem feitos. Elas sempre retomam a pauta inicial apresentada, de reajuste de 11,93%, que, por sua vez, não foi aceita pelos bancos”. A Federação avaliou que “isso não é negociar”.

ATO - Sem acordo, ontem 210 agências ficaram fechadas na região e 2.520 funcionários cruzaram os braços. Em assembleia realizada no fim da tarde, os trabalhadores aprovaram, ainda, a continuidade da greve. Hoje, o sindicato pretende realizar a “festa espanhola”, que é a intensificação das conversas para que funcionários do Santander, cuja matriz é na Espanha, não trabalhem. Para quinta-feira, a categoria marcou um ato, às 13h, em frente ao Teatro Carlos Gomes, na rua Senador Fláquer, em Santo André.
 



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