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Baltazar admite falhas no transporte em Mauá


Gislayne Jacinto
Do Diário do Grande ABC

16/04/2005 | 12:21


O transporte público de passageiros em Mauá apresenta problemas e precisa ser melhorado, admite Baltazar José de Souza, dono das Viações Barão de Mauá e Januária, empresas que detêm a concessão do transporte na cidade. Entretanto, Baltazar transfere parte dos problemas para a Prefeitura. A declaração acontece uma semana depois de o prefeito interino, Diniz Lopes (PL), ameaçar abrir licitação para contratação de outra empresa. O liberal alega que moradores têm reclamado dos serviços, principalmente por causa dos atrasos e da baixa freqüência dos ônibus.

Na próxima semana haverá reunião com representantes da empresa e o chefe do Executivo deverá estipular prazo para que o serviço prestado melhore de qualidade. Diniz também quer saber a idade da frota que está sendo utilizada e o que resta de vida útil aos veículos. O contrato com as Viações Barão de Mauá e Januária vence em outubro do ano que vem.

Para Baltazar, parte dos problemas têm de ser solucionada pela Prefeitura. “Concordo que o transporte está ruim e precisa melhorar. Mas a administração do PT nos três últimos anos começou reforma no terminal do Centro. Era para terminar em seis meses e ela ainda não foi concluída,” reclama.

O empresário diz que as obras inacabadas são responsáveis pelo atraso de ônibus, pois a capacidade no terminal foi reduzida em 20%. “Virou uma bagunça. O passageiro não tem como embarcar direito. Há dificuldades para os ônibus estacionarem e isso provoca atrasos e transtornos. Depois das 16h, existem filas de ônibus que não têm como chegar no terminal,” relata.

Por conta dos problemas, afirma o empresário, caiu em 12% o número de usuários da Barão de Mauá e Januária. Baltazar não comenta a queda do poder aquisitivo da população, que impede a utilização do transporte coletivo. Ele alega que em Mauá são transportados diariamente 60 mil passageiros.

Para solucionar esse problema, o empresário encaminhou ao prefeito interino sugestão para construção de mais baias. Outra proposta é a construção de três terminais no Jardim Zaíra, onde há mais de 70 mil habitantes. “O Zaíra é uma cidade. Hoje, os passageiros precisam ficar nas ruas tomando vento, chuva e sereno”, aponta. Havia um terminal no bairro, que foi desativado. “A administração passada desmanchou e fez um colégio no lugar”.

Com as propostas feitas ao Executivo, o empresário acredita que o sistema de transporte em Mauá pode melhorar de 25% a 30%. “O passageiro tem de estar em primeiro lugar. Tenho percebido que o prefeito está consciente e disposto a melhorar”.

A frota operacional no município envolve 160 ônibus, além de uma reserva de aproximadamente 16 carros. Mauá conta com 49 linhas de ônibus e são transportados por dia 85 mil passageiros.

Tarifa social – A sugestão de Diniz Lopes para criação de tarifa social na cidade para moradores de regiões carentes, como é o caso do Jardim Oratório, também está em discussão. No entanto, o dono da Viação Barão de Mauá diz que o cálculo para a tarifa é feito de forma englobada e questiona como poderá ser efetivado o custo social. “O que existe em todas as cidades é uma compensação de linhas mais curtas e mais longas. Tem algumas que chegam custar R$ 3,50, R$ 4, mas a tarifa hoje é de R$ 2. A planilha de custo da tarifa é feita de forma global. Às vezes os economistas não explicaram para ele (prefeito interino) direitinho”.



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Baltazar admite falhas no transporte em Mauá

Gislayne Jacinto
Do Diário do Grande ABC

16/04/2005 | 12:21


O transporte público de passageiros em Mauá apresenta problemas e precisa ser melhorado, admite Baltazar José de Souza, dono das Viações Barão de Mauá e Januária, empresas que detêm a concessão do transporte na cidade. Entretanto, Baltazar transfere parte dos problemas para a Prefeitura. A declaração acontece uma semana depois de o prefeito interino, Diniz Lopes (PL), ameaçar abrir licitação para contratação de outra empresa. O liberal alega que moradores têm reclamado dos serviços, principalmente por causa dos atrasos e da baixa freqüência dos ônibus.

Na próxima semana haverá reunião com representantes da empresa e o chefe do Executivo deverá estipular prazo para que o serviço prestado melhore de qualidade. Diniz também quer saber a idade da frota que está sendo utilizada e o que resta de vida útil aos veículos. O contrato com as Viações Barão de Mauá e Januária vence em outubro do ano que vem.

Para Baltazar, parte dos problemas têm de ser solucionada pela Prefeitura. “Concordo que o transporte está ruim e precisa melhorar. Mas a administração do PT nos três últimos anos começou reforma no terminal do Centro. Era para terminar em seis meses e ela ainda não foi concluída,” reclama.

O empresário diz que as obras inacabadas são responsáveis pelo atraso de ônibus, pois a capacidade no terminal foi reduzida em 20%. “Virou uma bagunça. O passageiro não tem como embarcar direito. Há dificuldades para os ônibus estacionarem e isso provoca atrasos e transtornos. Depois das 16h, existem filas de ônibus que não têm como chegar no terminal,” relata.

Por conta dos problemas, afirma o empresário, caiu em 12% o número de usuários da Barão de Mauá e Januária. Baltazar não comenta a queda do poder aquisitivo da população, que impede a utilização do transporte coletivo. Ele alega que em Mauá são transportados diariamente 60 mil passageiros.

Para solucionar esse problema, o empresário encaminhou ao prefeito interino sugestão para construção de mais baias. Outra proposta é a construção de três terminais no Jardim Zaíra, onde há mais de 70 mil habitantes. “O Zaíra é uma cidade. Hoje, os passageiros precisam ficar nas ruas tomando vento, chuva e sereno”, aponta. Havia um terminal no bairro, que foi desativado. “A administração passada desmanchou e fez um colégio no lugar”.

Com as propostas feitas ao Executivo, o empresário acredita que o sistema de transporte em Mauá pode melhorar de 25% a 30%. “O passageiro tem de estar em primeiro lugar. Tenho percebido que o prefeito está consciente e disposto a melhorar”.

A frota operacional no município envolve 160 ônibus, além de uma reserva de aproximadamente 16 carros. Mauá conta com 49 linhas de ônibus e são transportados por dia 85 mil passageiros.

Tarifa social – A sugestão de Diniz Lopes para criação de tarifa social na cidade para moradores de regiões carentes, como é o caso do Jardim Oratório, também está em discussão. No entanto, o dono da Viação Barão de Mauá diz que o cálculo para a tarifa é feito de forma englobada e questiona como poderá ser efetivado o custo social. “O que existe em todas as cidades é uma compensação de linhas mais curtas e mais longas. Tem algumas que chegam custar R$ 3,50, R$ 4, mas a tarifa hoje é de R$ 2. A planilha de custo da tarifa é feita de forma global. Às vezes os economistas não explicaram para ele (prefeito interino) direitinho”.

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