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Incentivo à leitura começa em casa

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pais são responsáveis por apresentar livros aos filhos, defendem especialistas; prática traz benefícios às crianças


Bia Moço
Diário do Grande ABC

17/09/2018 | 07:00


Muito se fala da importância da leitura na infância, principalmente sobre pais lerem para seus filhos diariamente. Isso porque o apreço pelo hábito, que traz benefícios para a vida dos pequenos – desde o desenvolvimento cognitivo e até mesmo o emocional –, deve começar em casa, defendem especialistas.

Cantora e empresária, Sandra Gigliotti, 40 anos, reproduz com os filhos aquilo o que aprendeu com os pais. Mãe de Sofia, 8, e Vinicius, 2, ela ressalta que sempre foi amante dos livros, característica que transmitiu para os dois herdeiros. “Sempre li muito. Quando a Sofia nasceu, isso permaneceu, mas lia para ela. Depois quando a Sofia foi para escola, continuei lendo os títulos que trazia para casa. Isso criou na minha filha um gosto pela leitura.”

Já alfabetizada, a diversão da menina é ler para os pais, e também para o irmão mais novo. “Estou sempre lendo alguma coisa. Isso me ajuda a ler melhor na escola e a entender com mais facilidade os exercícios”, revelou Sofia.

Para não deixar que o gosto se pelos livros se perdesse, Sandra transformou a sacada da casa em espécie de brinquedoteca. Em uma das paredes, estante da leitura foi montada. “As prateleiras são de acordo com a altura das crianças. Uma para cada um, com livros de acordo com a idade deles. Assim fica fácil o acesso.”

Para a gestora do mestrado em Educação da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Ana Silvia Moço Aparício, o incentivo pela leitura não somente começa dentro de casa, como deve ser iniciado desde que os filhos são bebês. “Há livros de banho para os primeiros meses e anos das crianças. A leitura, desde o nascimento, é importante para todo o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo, social, emocional, linguístico e de compreensão contextual.”

A especialista avalia que o os pais lêem cada vez menos por falta de tempo e que, quando sobra espaço, não valorizam a leitura. “A tecnologia tomou conta, mas é muito importante que familiares resgatem esse hábito do ler para o filho. Ter um momento de leitura, pedir para que a criança conte a história, mesmo aquela que ainda não sabe ler. Folhear, imaginar e criar também faz parte do aprendizado.”

CENÁRIO NACIONAL - O mais recente índice de leitura nacional, divulgado em 2016 pela Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, mostra que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de exemplares consumidos, 2,43 foram concluídos e 2,53 lidos em partes. Mesmo que este número seja baixo, os adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais lêem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%).

Pesquisa publicada no início do mês no Reino Unido, apontou que apenas três em dez pais têm o hábito diário de ler para as crianças. Entre os 1.000 pais entrevistados, 97% enxergam a importância da leitura, entretanto, somente 30% executam a tarefa todos os dias.

Escola de Sto.André aposta em momento coletivo com alunos

Para estimular o gosto pelos livros entre os alunos, a Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Oscar Chaves Reverendo, na Vila Linda, em Santo André, aposta em projetos específicos desde janeiro. Um deles, o favorito das crianças, chama-se Lendo no Reverendo, e promove a leitura coletiva.

Toda segunda-feira, os estudantes têm encontro marcado em frente a palco instalado no pátio da unidade de ensino. Apesar da diferença de idade – eles têm entre 4 e 10 anos – todos escutam a leitura do mesmo exemplar.

Assistente pedagógica da Emeief, Camila Buscarioli Tressino, ressalta que a leitura coletiva é momento de êxtase, onde todos os alunos ficam em absoluto silêncio. “São 390 estudantes prestando total atenção na história. É incrível.

Esse projeto mudou completamente o interesse deles pelos livros e até mesmo o comportamento em sala”, relatou.
Outra ação ocorre diariamente nas 13 salas de aula existentes na escola. Neste caso, professores apostam na leitura de livro mais extenso, um capítulo por dia, durante 30 minutos. A ‘novela’ é sucesso, já que dá asas à criatividade dos pequenos, que aguardam ansiosos pela continuidade da história no dia seguinte.

Por fim, uma vez por mês, alunos se inscrevem para participar de leitura simultânea em uma sala específica.
Para Libny Martines Finatto, 11, a leitura ajudou na melhora do aprendizado. “Um dia li no lugar da professora para incentivar meus colegas. É o momento favorito da escola.” 



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Incentivo à leitura começa em casa

Pais são responsáveis por apresentar livros aos filhos, defendem especialistas; prática traz benefícios às crianças

Bia Moço
Diário do Grande ABC

17/09/2018 | 07:00


Muito se fala da importância da leitura na infância, principalmente sobre pais lerem para seus filhos diariamente. Isso porque o apreço pelo hábito, que traz benefícios para a vida dos pequenos – desde o desenvolvimento cognitivo e até mesmo o emocional –, deve começar em casa, defendem especialistas.

Cantora e empresária, Sandra Gigliotti, 40 anos, reproduz com os filhos aquilo o que aprendeu com os pais. Mãe de Sofia, 8, e Vinicius, 2, ela ressalta que sempre foi amante dos livros, característica que transmitiu para os dois herdeiros. “Sempre li muito. Quando a Sofia nasceu, isso permaneceu, mas lia para ela. Depois quando a Sofia foi para escola, continuei lendo os títulos que trazia para casa. Isso criou na minha filha um gosto pela leitura.”

Já alfabetizada, a diversão da menina é ler para os pais, e também para o irmão mais novo. “Estou sempre lendo alguma coisa. Isso me ajuda a ler melhor na escola e a entender com mais facilidade os exercícios”, revelou Sofia.

Para não deixar que o gosto se pelos livros se perdesse, Sandra transformou a sacada da casa em espécie de brinquedoteca. Em uma das paredes, estante da leitura foi montada. “As prateleiras são de acordo com a altura das crianças. Uma para cada um, com livros de acordo com a idade deles. Assim fica fácil o acesso.”

Para a gestora do mestrado em Educação da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Ana Silvia Moço Aparício, o incentivo pela leitura não somente começa dentro de casa, como deve ser iniciado desde que os filhos são bebês. “Há livros de banho para os primeiros meses e anos das crianças. A leitura, desde o nascimento, é importante para todo o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo, social, emocional, linguístico e de compreensão contextual.”

A especialista avalia que o os pais lêem cada vez menos por falta de tempo e que, quando sobra espaço, não valorizam a leitura. “A tecnologia tomou conta, mas é muito importante que familiares resgatem esse hábito do ler para o filho. Ter um momento de leitura, pedir para que a criança conte a história, mesmo aquela que ainda não sabe ler. Folhear, imaginar e criar também faz parte do aprendizado.”

CENÁRIO NACIONAL - O mais recente índice de leitura nacional, divulgado em 2016 pela Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, mostra que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de exemplares consumidos, 2,43 foram concluídos e 2,53 lidos em partes. Mesmo que este número seja baixo, os adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais lêem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%).

Pesquisa publicada no início do mês no Reino Unido, apontou que apenas três em dez pais têm o hábito diário de ler para as crianças. Entre os 1.000 pais entrevistados, 97% enxergam a importância da leitura, entretanto, somente 30% executam a tarefa todos os dias.

Escola de Sto.André aposta em momento coletivo com alunos

Para estimular o gosto pelos livros entre os alunos, a Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Oscar Chaves Reverendo, na Vila Linda, em Santo André, aposta em projetos específicos desde janeiro. Um deles, o favorito das crianças, chama-se Lendo no Reverendo, e promove a leitura coletiva.

Toda segunda-feira, os estudantes têm encontro marcado em frente a palco instalado no pátio da unidade de ensino. Apesar da diferença de idade – eles têm entre 4 e 10 anos – todos escutam a leitura do mesmo exemplar.

Assistente pedagógica da Emeief, Camila Buscarioli Tressino, ressalta que a leitura coletiva é momento de êxtase, onde todos os alunos ficam em absoluto silêncio. “São 390 estudantes prestando total atenção na história. É incrível.

Esse projeto mudou completamente o interesse deles pelos livros e até mesmo o comportamento em sala”, relatou.
Outra ação ocorre diariamente nas 13 salas de aula existentes na escola. Neste caso, professores apostam na leitura de livro mais extenso, um capítulo por dia, durante 30 minutos. A ‘novela’ é sucesso, já que dá asas à criatividade dos pequenos, que aguardam ansiosos pela continuidade da história no dia seguinte.

Por fim, uma vez por mês, alunos se inscrevem para participar de leitura simultânea em uma sala específica.
Para Libny Martines Finatto, 11, a leitura ajudou na melhora do aprendizado. “Um dia li no lugar da professora para incentivar meus colegas. É o momento favorito da escola.” 

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