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Sujeira em córrego coloca em risco saúde de moradores


Matheus Angioleto
Especial para o Diário

08/03/2017 | 07:00


Conviver com mosquitos, baratas e até ratos é algo comum para quem vive à beira de um córrego localizado na Rua Serafim Lopes, Vila Falchi, em Mauá. O descarte irregular de lixo à beira das casas, a falta de poda do mato e o constante transbordamento do local fazem com que os moradores tenham diversos problemas no cotidiano.

O cenário de abandono é caracterizado pelo mato alto por toda a extensão do córrego, assim como tijolos, pedaços de madeira e garrafas jogados na água. Troncos de árvores que caíram há meses também dividem a água com os diversos objetos. Moradores afirmam que o córrego não tem limpeza há cerca de três anos, enquanto o mato não é cortado há pelo menos quatro meses.

“Tenho um pote com água do córrego que está cheio de larvas de dengue. Além de ninguém limpar o local, as pessoas ainda o sujam mais. E é perigoso, pois as crianças vivem brincando aqui em frente”, afirma o aposentado Moacir Paludetti, 76 – ele reclama que fizeram o esgoto apenas em um lado da rua.

No período de chuvas, o córrego transborda e o lixo vai parar na casa de Paludetti, que reclama das constantes promessas feitas por governantes e também da falta de educação da população. “A Prefeitura não dá a importância devida, e o pessoal não limpa. Você vai até lá, eles falam que vão capinar, mas nunca chegam. Estamos sendo afogados no meio do nada”, diz.

“Comecei a sentir dores no corpo e fiquei 15 dias em casa, com sintomas da dengue. O pessoal promete muito, mas fazer as coisas que é bom, nada”, aponta o operador de máquinas Alex Donizete Galvão, 44, que vive há 23 anos na mesma casa e convive com as enchentes. “Aparecem baratas e ratos até no telhado, sem contar os bichos que entram em casa.”

O morador Marco Antonio Rodrigues, 36, conta que, além das árvores caídas e do mato alto, os buracos que existem em razão da falta de asfaltamento prejudicam as crianças que moram no entorno e brincam na rua constantemente. “Tomara que logo eles (a administração) canalizem e asfaltem este local. Minha filha brinca aqui, mas tenho medo que ela seja picada ou caia no córrego”, pondera.

A gestão mauaense informou, em nota, que a Vila Falchi está na listagem e deve receber em breve os cuidados do Programa Pintou Limpeza. “Conhecendo a situação de abandono em que a cidade foi entregue à nova administração, e na intenção de corrigir os problemas, a Prefeitura de Mauá criou o programa no início deste ano e corre para atender todos os bairros o mais rapidamente”, disse a administração.

“Pelo programa, o bairro receberá serviços de varrição de ruas, recuperação de sinalização viária, limpeza de ruas, calçadas, bueiros e córrego, além de capinação e tapa-buracos”, termina a nota.



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Sujeira em córrego coloca em risco saúde de moradores

Matheus Angioleto
Especial para o Diário

08/03/2017 | 07:00


Conviver com mosquitos, baratas e até ratos é algo comum para quem vive à beira de um córrego localizado na Rua Serafim Lopes, Vila Falchi, em Mauá. O descarte irregular de lixo à beira das casas, a falta de poda do mato e o constante transbordamento do local fazem com que os moradores tenham diversos problemas no cotidiano.

O cenário de abandono é caracterizado pelo mato alto por toda a extensão do córrego, assim como tijolos, pedaços de madeira e garrafas jogados na água. Troncos de árvores que caíram há meses também dividem a água com os diversos objetos. Moradores afirmam que o córrego não tem limpeza há cerca de três anos, enquanto o mato não é cortado há pelo menos quatro meses.

“Tenho um pote com água do córrego que está cheio de larvas de dengue. Além de ninguém limpar o local, as pessoas ainda o sujam mais. E é perigoso, pois as crianças vivem brincando aqui em frente”, afirma o aposentado Moacir Paludetti, 76 – ele reclama que fizeram o esgoto apenas em um lado da rua.

No período de chuvas, o córrego transborda e o lixo vai parar na casa de Paludetti, que reclama das constantes promessas feitas por governantes e também da falta de educação da população. “A Prefeitura não dá a importância devida, e o pessoal não limpa. Você vai até lá, eles falam que vão capinar, mas nunca chegam. Estamos sendo afogados no meio do nada”, diz.

“Comecei a sentir dores no corpo e fiquei 15 dias em casa, com sintomas da dengue. O pessoal promete muito, mas fazer as coisas que é bom, nada”, aponta o operador de máquinas Alex Donizete Galvão, 44, que vive há 23 anos na mesma casa e convive com as enchentes. “Aparecem baratas e ratos até no telhado, sem contar os bichos que entram em casa.”

O morador Marco Antonio Rodrigues, 36, conta que, além das árvores caídas e do mato alto, os buracos que existem em razão da falta de asfaltamento prejudicam as crianças que moram no entorno e brincam na rua constantemente. “Tomara que logo eles (a administração) canalizem e asfaltem este local. Minha filha brinca aqui, mas tenho medo que ela seja picada ou caia no córrego”, pondera.

A gestão mauaense informou, em nota, que a Vila Falchi está na listagem e deve receber em breve os cuidados do Programa Pintou Limpeza. “Conhecendo a situação de abandono em que a cidade foi entregue à nova administração, e na intenção de corrigir os problemas, a Prefeitura de Mauá criou o programa no início deste ano e corre para atender todos os bairros o mais rapidamente”, disse a administração.

“Pelo programa, o bairro receberá serviços de varrição de ruas, recuperação de sinalização viária, limpeza de ruas, calçadas, bueiros e córrego, além de capinação e tapa-buracos”, termina a nota.

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