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Marinho pede apoio a Alex, mas PCdoB vai com Morando

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

05/10/2016 | 07:00


Apesar do pedido do prefeito Luiz Marinho (PT) para apoiar a candidatura de Alex Manente (PPS) no segundo turno em São Bernardo, o PCdoB anunciou ontem que vai aderir à campanha do prefeiturável do PSDB na cidade, Orlando Morando.

Comunistas estiveram na coalizão do postulante do PT à Prefeitura, o ex-secretário Tarcisio Secoli, e elegeram Gordo da Adega como vereador – o terceiro melhor desempenho, com 6.335 votos.

De acordo com dirigentes municipais, pela manhã, houve reunião com Marinho para comunicação da decisão eleitoral. O presidente municipal do PCdoB, Jorge Costa Oliveira, relatou que o petista não recebeu bem o posicionamento e pressionou para que houvesse apoio a Alex.

“Tomamos a decisão (de apoiar Morando) e fomos comunicar o prefeito Marinho, por respeito à parceria que tivemos. O encontro aconteceu pela manhã, no gabinete. O prefeito Marinho pediu que fôssemos com o Alex Manente. Mas era uma decisão já tomada pelas instâncias partidárias”, relatou, dizendo também que “Marinho tem feito a parte operacional do Alex.”

Ex-superintendente da autarquia Rotativo de São Bernardo e também dirigente do PCdoB, Júlio Couto confirmou a versão. “O Marinho não recebeu bem nossa decisão. Queria que todo bloco (que apoiou Tarcisio) decidisse junto com quem caminharia. E sinalizou que tínhamos de ir com Alex.”

O anúncio oficial do apoio a Morando foi feito ontem pelo presidente estadual do PCdoB e deputado federal, Orlando Silva, no escritório político de Morando. “Após o fim do primeiro turno, passamos a examinar as duas candidaturas postas, do PSDB e do PPS. O deputado Morando procurou nosso presidente e a nós e um debate foi feito. Ficar neutro, se abster, votar branco ou nulo, para mim, é renunciar à democracia. Buscamos então fazer a melhor opção e foi pelo deputado Orlando”, pontuou Orlando Silva.

Sobre a aliança, Morando revelou satisfação, defendendo que a chegada não teve acordo de contrapartida para o projeto político em eventual vitória no pleito do dia 30. “Recebemos o apoio de forma espontânea e sem condicionar nada. Partido precisa ser respeitado, porque atingiu terceira maior votação na cidade (com Gordo da Adega). Não negociei cargo ou espaço em governo com partidos no primeiro momento e não faria isso em segundo momento”, descreveu.

Por meio das redes sociais, Alex criticou elo do rival, citando que a parceria aproxima candidatura do PT, alvo de discussão entre os candidatos. Em 2008, entretanto, o popular-socialista teve o PCdoB como seu vice.

Orlando Silva defendeu a decisão do PCdoB, indicando haver peculiaridades municipais na eleição. “Em Santo André, estamos com o (prefeito Carlos) Grana (PT) e em Diadema apoiamos a reeleição do Lauro (Michels, PV). E em Mauá, caminhamos com o projeto do Atila (Jacomussi, PSB). O Brasil é um País continental. Não dá para querer enquadrar a discussão nacional ou a identidade ideológica dos partidos com realidade locais. 



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Marinho pede apoio a Alex, mas PCdoB vai com Morando

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

05/10/2016 | 07:00


Apesar do pedido do prefeito Luiz Marinho (PT) para apoiar a candidatura de Alex Manente (PPS) no segundo turno em São Bernardo, o PCdoB anunciou ontem que vai aderir à campanha do prefeiturável do PSDB na cidade, Orlando Morando.

Comunistas estiveram na coalizão do postulante do PT à Prefeitura, o ex-secretário Tarcisio Secoli, e elegeram Gordo da Adega como vereador – o terceiro melhor desempenho, com 6.335 votos.

De acordo com dirigentes municipais, pela manhã, houve reunião com Marinho para comunicação da decisão eleitoral. O presidente municipal do PCdoB, Jorge Costa Oliveira, relatou que o petista não recebeu bem o posicionamento e pressionou para que houvesse apoio a Alex.

“Tomamos a decisão (de apoiar Morando) e fomos comunicar o prefeito Marinho, por respeito à parceria que tivemos. O encontro aconteceu pela manhã, no gabinete. O prefeito Marinho pediu que fôssemos com o Alex Manente. Mas era uma decisão já tomada pelas instâncias partidárias”, relatou, dizendo também que “Marinho tem feito a parte operacional do Alex.”

Ex-superintendente da autarquia Rotativo de São Bernardo e também dirigente do PCdoB, Júlio Couto confirmou a versão. “O Marinho não recebeu bem nossa decisão. Queria que todo bloco (que apoiou Tarcisio) decidisse junto com quem caminharia. E sinalizou que tínhamos de ir com Alex.”

O anúncio oficial do apoio a Morando foi feito ontem pelo presidente estadual do PCdoB e deputado federal, Orlando Silva, no escritório político de Morando. “Após o fim do primeiro turno, passamos a examinar as duas candidaturas postas, do PSDB e do PPS. O deputado Morando procurou nosso presidente e a nós e um debate foi feito. Ficar neutro, se abster, votar branco ou nulo, para mim, é renunciar à democracia. Buscamos então fazer a melhor opção e foi pelo deputado Orlando”, pontuou Orlando Silva.

Sobre a aliança, Morando revelou satisfação, defendendo que a chegada não teve acordo de contrapartida para o projeto político em eventual vitória no pleito do dia 30. “Recebemos o apoio de forma espontânea e sem condicionar nada. Partido precisa ser respeitado, porque atingiu terceira maior votação na cidade (com Gordo da Adega). Não negociei cargo ou espaço em governo com partidos no primeiro momento e não faria isso em segundo momento”, descreveu.

Por meio das redes sociais, Alex criticou elo do rival, citando que a parceria aproxima candidatura do PT, alvo de discussão entre os candidatos. Em 2008, entretanto, o popular-socialista teve o PCdoB como seu vice.

Orlando Silva defendeu a decisão do PCdoB, indicando haver peculiaridades municipais na eleição. “Em Santo André, estamos com o (prefeito Carlos) Grana (PT) e em Diadema apoiamos a reeleição do Lauro (Michels, PV). E em Mauá, caminhamos com o projeto do Atila (Jacomussi, PSB). O Brasil é um País continental. Não dá para querer enquadrar a discussão nacional ou a identidade ideológica dos partidos com realidade locais. 

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