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'Revelações de um anti-herói' em cartaz

Aberta exposição Revelações de um Anti-Herói - Fotografias de João Colovatti


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

28/05/2008 | 07:01


O Espaço de Cultura e Memória Casa Amarela, localizado no Centro Universitário Fundação Santo André, abre hoje, às 9h, uma reedição da exposição gratuita Revelações de um Anti-Herói - Fotografias de João Colovatti, que reúne cerca de 30 imagens de Colovatti (1945-2001) um dos principais repórteres fotográficos que já passaram pelos 50 anos do Diário.

Com curadoria do fotógrafo Marcello Vitorino, que também fez parte da equipe do Diário entre 1997 e 1999, e produção de Petra Ramos Guarinon, a mostra que homenageia o profissional de olhar que privilegiava expressões de gente comum do Grande ABC já ocupou o Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André em novembro de 2004.

Embora não tenha dividido os laboratórios com Colovatti, que deixou o jornal em 1992,Vitorino tornou-se um admirador depois de visitar as coleções de edições já publicadas. "Quando sobrava um tempo entre uma pauta e outra, eu descia onde esse material ficava e pesquisava. Os motoristas também contavam diversas histórias sobre ele, que esbanjava irreverência", relata Vitorino.

Encantado, o pupilo buscou conhecer o tal anti-herói. "Ele estava muito longe do estereótipo do repórter-fotográfico idealista. Era até um pouco rude, mas cada foto dele revelava muita sensibilidade. Eram fragmentos dele próprio", conta o curador. O encontro veio em 1999. "O encontrei bastante arredio e sozinho. Morando em uma casa próximo à Rua Carijós, quase no limite de Santo André e São Bernardo. Mas consegui ‘arrastá-lo' para alguns eventos em São Paulo", relembra.

No último ano de vida, Colovatti se refugiou em um sítio no interior do Paraná. Morreu de ataque cardíaco aos 56 anos. Acredita-se que, escondida em seu guarda-roupa, havia uma caixa com diversas revelações de imagens emblemáticas captadas no Diário e na sucursal de Santo André do jornal A Última Hora, onde trabalhava como faz-tudo e aprendeu o ofício graças a um ‘empurrão' do jornalista Dimas Espírito Santo. "Depois de sua morte, parece que a tal caixa foi jogada fora. Quase morri quando soube disso", conta o curador.

Muitas imagens antológicas se perderam no caminho. "Quando procurei o João as primeiras vezes, ele fazia piada. Muita coisa só havia em papel, os negativos se perderam, Mas é possível que haja material perdido por aí e a gente nem saiba", espera Vitorino.

Dos encontros e do encantamento com Colovatti surgiram o projeto de um livro. "Mas isso voltou para a gaveta porque ainda não consegui interessados em publicá-lo", lamenta Vitorino. A exposição fica na Casa Amarela até 28 de junho.

Revelações de um Anti-Herói - Fotografias de João Colovatti. Até 28 de junho. Terça a sexta, 9h às 21h30; sábados, 9h às 16h.Na Casa Amarela (dentro do Centro Universitário Fundação Santo André) - Av. Príncipe de Gales, 821, Tel.: 4979-3300.



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'Revelações de um anti-herói' em cartaz

Aberta exposição Revelações de um Anti-Herói - Fotografias de João Colovatti

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

28/05/2008 | 07:01


O Espaço de Cultura e Memória Casa Amarela, localizado no Centro Universitário Fundação Santo André, abre hoje, às 9h, uma reedição da exposição gratuita Revelações de um Anti-Herói - Fotografias de João Colovatti, que reúne cerca de 30 imagens de Colovatti (1945-2001) um dos principais repórteres fotográficos que já passaram pelos 50 anos do Diário.

Com curadoria do fotógrafo Marcello Vitorino, que também fez parte da equipe do Diário entre 1997 e 1999, e produção de Petra Ramos Guarinon, a mostra que homenageia o profissional de olhar que privilegiava expressões de gente comum do Grande ABC já ocupou o Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André em novembro de 2004.

Embora não tenha dividido os laboratórios com Colovatti, que deixou o jornal em 1992,Vitorino tornou-se um admirador depois de visitar as coleções de edições já publicadas. "Quando sobrava um tempo entre uma pauta e outra, eu descia onde esse material ficava e pesquisava. Os motoristas também contavam diversas histórias sobre ele, que esbanjava irreverência", relata Vitorino.

Encantado, o pupilo buscou conhecer o tal anti-herói. "Ele estava muito longe do estereótipo do repórter-fotográfico idealista. Era até um pouco rude, mas cada foto dele revelava muita sensibilidade. Eram fragmentos dele próprio", conta o curador. O encontro veio em 1999. "O encontrei bastante arredio e sozinho. Morando em uma casa próximo à Rua Carijós, quase no limite de Santo André e São Bernardo. Mas consegui ‘arrastá-lo' para alguns eventos em São Paulo", relembra.

No último ano de vida, Colovatti se refugiou em um sítio no interior do Paraná. Morreu de ataque cardíaco aos 56 anos. Acredita-se que, escondida em seu guarda-roupa, havia uma caixa com diversas revelações de imagens emblemáticas captadas no Diário e na sucursal de Santo André do jornal A Última Hora, onde trabalhava como faz-tudo e aprendeu o ofício graças a um ‘empurrão' do jornalista Dimas Espírito Santo. "Depois de sua morte, parece que a tal caixa foi jogada fora. Quase morri quando soube disso", conta o curador.

Muitas imagens antológicas se perderam no caminho. "Quando procurei o João as primeiras vezes, ele fazia piada. Muita coisa só havia em papel, os negativos se perderam, Mas é possível que haja material perdido por aí e a gente nem saiba", espera Vitorino.

Dos encontros e do encantamento com Colovatti surgiram o projeto de um livro. "Mas isso voltou para a gaveta porque ainda não consegui interessados em publicá-lo", lamenta Vitorino. A exposição fica na Casa Amarela até 28 de junho.

Revelações de um Anti-Herói - Fotografias de João Colovatti. Até 28 de junho. Terça a sexta, 9h às 21h30; sábados, 9h às 16h.Na Casa Amarela (dentro do Centro Universitário Fundação Santo André) - Av. Príncipe de Gales, 821, Tel.: 4979-3300.

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