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Personalidades debatem sobre os 50 anos do golpe militar

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Colunista e jornalista do Diário, Ademir Medici foi responsável por mediar o evento


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

01/04/2014 | 07:00


Uma troca de ideias e histórias sobre os 50 anos do golpe militar tomou conta do Teatro Municipal de Santo André na noite de ontem. O palco recebeu personalidades de diferentes áreas para revelar casos e opiniões em torno dos acontecimentos que marcaram os tempos de chumbo.

Colunista e jornalista do Diário, Ademir Medici foi o responsável por mediar mesa que recebeu o dramaturgo e ator José Celso Martinez Corrêa e o jornalista, político e escritor Fernando Morais. “A ideia da conversa é tirar o máximo possível de informações desses personagens vivos e deixar de lado as sombras ruins do passado”, explicou Medici. O bate-papo marcou o encerramento do projeto 1964 – Reflexões, Traumas e Tramas: 50 do Golpe Militar, promovido pela Secretaria de Cultura e Turismo do município com ações temáticas.

Zé Celso abusou do jeito descontraído para falar ao público que lotou o teatro. Andando de um lado para o outro, ele lembrou do início da intervenção militar no País. “Era um momento maravilhoso, até que houve aquele baque. A atmosfera ficou bem esquisita de uma hora para outra. O dia 1º de abril de 1964 recebeu a maior mentira da nossa história.”

O dramaturgo afirmou que a cultura sempre lutou contra a ditadura. “Mesmo com tanta opressão, o golpe não foi nada diante do que a arte inspirou nas pessoas. A geração atual ainda conta com essa cultura no corpo que explode de vez em quando”, disse.

Com passagem por alguns dos principais veículos de comunicação do Brasil, Fernando Morais pontuou histórias sobre a censura em torno do trabalho dos jornalistas. “O alvo não eram as mídias, mas sim a opinião pública”, comentou o mineiro. “A censura veio para impedir que as pessoas soubessem o que realmente estava ocorrendo na época. Tentávamos contrabandear notícias”, completou, recordando sobre as receitas que eram colocadas nas páginas de política e de estranhas imagens que apareciam no meio de colunas. 



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Personalidades debatem sobre os 50 anos do golpe militar

Colunista e jornalista do Diário, Ademir Medici foi responsável por mediar o evento

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

01/04/2014 | 07:00


Uma troca de ideias e histórias sobre os 50 anos do golpe militar tomou conta do Teatro Municipal de Santo André na noite de ontem. O palco recebeu personalidades de diferentes áreas para revelar casos e opiniões em torno dos acontecimentos que marcaram os tempos de chumbo.

Colunista e jornalista do Diário, Ademir Medici foi o responsável por mediar mesa que recebeu o dramaturgo e ator José Celso Martinez Corrêa e o jornalista, político e escritor Fernando Morais. “A ideia da conversa é tirar o máximo possível de informações desses personagens vivos e deixar de lado as sombras ruins do passado”, explicou Medici. O bate-papo marcou o encerramento do projeto 1964 – Reflexões, Traumas e Tramas: 50 do Golpe Militar, promovido pela Secretaria de Cultura e Turismo do município com ações temáticas.

Zé Celso abusou do jeito descontraído para falar ao público que lotou o teatro. Andando de um lado para o outro, ele lembrou do início da intervenção militar no País. “Era um momento maravilhoso, até que houve aquele baque. A atmosfera ficou bem esquisita de uma hora para outra. O dia 1º de abril de 1964 recebeu a maior mentira da nossa história.”

O dramaturgo afirmou que a cultura sempre lutou contra a ditadura. “Mesmo com tanta opressão, o golpe não foi nada diante do que a arte inspirou nas pessoas. A geração atual ainda conta com essa cultura no corpo que explode de vez em quando”, disse.

Com passagem por alguns dos principais veículos de comunicação do Brasil, Fernando Morais pontuou histórias sobre a censura em torno do trabalho dos jornalistas. “O alvo não eram as mídias, mas sim a opinião pública”, comentou o mineiro. “A censura veio para impedir que as pessoas soubessem o que realmente estava ocorrendo na época. Tentávamos contrabandear notícias”, completou, recordando sobre as receitas que eram colocadas nas páginas de política e de estranhas imagens que apareciam no meio de colunas. 

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