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Controladora da Parmalat põe ativos à venda



28/11/2008 | 07:00


Endividada, sem caixa e com a credibilidade arranhada no mercado, a Laep, controladora da Parmalat, decidiu colocar boa parte dos seus ativos à venda. Nos últimos dias, começou a oferecer a concorrentes e fundos de private equity imóveis, fábricas e marcas consideradas não estratégicas, como a Glória. O fundador da Laep, o empresário e socialite Marcus Elias, está disposto a vender tudo. Menos a marca Parmalat. A empresa tem urgência em fazer caixa para continuar tocando o negócio.

A proposta de venda de ativos - já aprovada em reunião de CVM (Conselho de Administração e enviada à Comissão de Valores Mobiliários) - será discutida na assembléia de acionistas convocada para o dia 12 de dezembro. A decisão alteraria o plano original apresentado aos investidores no prospecto do IPO (oferta inicial de ações), feito em outubro do ano passado.

Até o início do ano, a Laep era a quarta maior produtora de lácteos do País, atrás apenas da Nestlé, Perdigão e Itambé. Depois de uma série de aquisições, chegou a captar 4 milhões de litros de leite por dia. Agora, sua captação caiu pela metade e pelo menos três fábricas estão paradas. A situação é dramática: as ações caíram mais de 90% no último ano e valiam R$ 0,47 até hoje. Para piorar, os bancos pequenos e médios, que costumaram emprestar dinheiro para a Laep, cortaram o crédito.

As negociações estão só no começo, segundo fontes próximas à companhia. Mas a expectativa de arrecadação não é muito grande.

AMBICIOSO  - Depois de comprar a Parmalat em recuperação judicial, há três anos, Elias elaborou um ambicioso plano de negócios de longo prazo, que incluía a verticalização da indústria do leite, estratégia inédita no setor. O projeto vendido ao mercado antes do IPO previa a compra de fazendas, vacas e embriões, além da aquisição de novas marcas e unidades de produção.



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Controladora da Parmalat põe ativos à venda


28/11/2008 | 07:00


Endividada, sem caixa e com a credibilidade arranhada no mercado, a Laep, controladora da Parmalat, decidiu colocar boa parte dos seus ativos à venda. Nos últimos dias, começou a oferecer a concorrentes e fundos de private equity imóveis, fábricas e marcas consideradas não estratégicas, como a Glória. O fundador da Laep, o empresário e socialite Marcus Elias, está disposto a vender tudo. Menos a marca Parmalat. A empresa tem urgência em fazer caixa para continuar tocando o negócio.

A proposta de venda de ativos - já aprovada em reunião de CVM (Conselho de Administração e enviada à Comissão de Valores Mobiliários) - será discutida na assembléia de acionistas convocada para o dia 12 de dezembro. A decisão alteraria o plano original apresentado aos investidores no prospecto do IPO (oferta inicial de ações), feito em outubro do ano passado.

Até o início do ano, a Laep era a quarta maior produtora de lácteos do País, atrás apenas da Nestlé, Perdigão e Itambé. Depois de uma série de aquisições, chegou a captar 4 milhões de litros de leite por dia. Agora, sua captação caiu pela metade e pelo menos três fábricas estão paradas. A situação é dramática: as ações caíram mais de 90% no último ano e valiam R$ 0,47 até hoje. Para piorar, os bancos pequenos e médios, que costumaram emprestar dinheiro para a Laep, cortaram o crédito.

As negociações estão só no começo, segundo fontes próximas à companhia. Mas a expectativa de arrecadação não é muito grande.

AMBICIOSO  - Depois de comprar a Parmalat em recuperação judicial, há três anos, Elias elaborou um ambicioso plano de negócios de longo prazo, que incluía a verticalização da indústria do leite, estratégia inédita no setor. O projeto vendido ao mercado antes do IPO previa a compra de fazendas, vacas e embriões, além da aquisição de novas marcas e unidades de produção.

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