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Consumismo e consumo consciente

Todos já presenciamos aquela cena constrangedora em que a criança...


Dgabc

18/12/2011 | 00:00


Artigo

Todos já presenciamos aquela cena constrangedora em que a criança esperneia em uma loja por não ter seu pedido atendido. Muitos pais parecem impotentes para lidar com a situação, que é realmente desafiadora. Por um lado, as ações de marketing estão cada vez mais sofisticadas e crescentes. Por outro, o acesso a diversos tipos de tecnologia e a enorme exposição à informação têm trazido às crianças plena consciência da influência que exercem nos hábitos de consumo da família. Há, também, o componente da compensação: muitos pais compram o que os filhos desejam para aliviar a culpa pela ausência no convívio diário.

Estamos falando de crianças em processo de formação, não preparadas para o bombardeio de estímulos ao consumo a que são submetidas. Os efeitos são devastadores e extrapolam o ambiente familiar, gerando custos para a sociedade e o meio ambiente. O desenvolvimento de comportamentos incompatíveis com as fases do crescimento faz com que muitas crianças tenham dificuldade em compreender as limitações do orçamento familiar e fiquem com tolerância muito baixa a frustrações. Algumas ações podem contribuir para formar consumidores conscientes. O primeiro passo é os pais refletirem sobre suas próprias fraquezas. Se eles compram apenas roupas de marca, não planejam os gastos do orçamento familiar e estão sempre ‘no vermelho', fica complicada a tarefa de educar para consumo responsável.

Melhor do que impor regras é buscar atividades que possam ser realizadas em família. Isso inclui extensa gama de programas interessantes, como ir a parques, fazer trabalhos voluntários, praticar esportes, ler e cozinhar juntos. Evitar levar crianças para as compras também ajuda bastante, especialmente as pequenas, porque é difícil para elas entender por que os pais não compram o que elas desejam. Se for inevitável levá-las, prepare-as antes sobre o que poderão ou não comprar. Quando os pais refletem sobre as consequências maléficas do consumismo precoce, é o primeiro passo para romper com esse estado de coisas. Desenvolver a consciência da importância de preparar os filhos para não serem alvos fáceis das elaboradas estratégias de marketing é fundamental. A oposição ao consumismo não significa buscar o consumo zero, mas proporcionar condições para consumo equilibrado, tanto do orçamento doméstico como dos recursos do meio ambiente.

Marcus Mingoni é diretor de operações da divisão de Sistemas de Ensino da Editora Saraiva

PALAVRA DO LEITOR

Boas Festas

O Diário recebe e retribui votos de Boas Festas a Alex Manente e família; Centro de Encontros Imaculada Conceição; Centro de Formação Sagrada Família; Chácara São José; Lizeth Giurfa; Sumaq News; Porsche Latin America; NEI Soluções; deputada estadual Regina Gonçalves; Assembleia Legislativa de São Paulo; Equipe Vera Moreira Comunicação; InfoPress Assessoria de Imprensa; Comunicação da Volkswagen do Brasil; Associação das Empresas do Sistema de Transporte de Santo André; Renovare.

Sem manutenção

Mesmo com a propaganda do governo federal sobre as reformas das Unidades Básicas de Saúde, só agora, depois de oito anos do governo Lula, o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, vem listando os problemas de falta de manutenção ao longo de suas administrações. Porém, os baldes cata-goteira continuam lá na UBS Jardim Sonia Maria, com suas portas se desmanchando devido a infestações de cupim. Com a palavra, vossa senhoria, o alcaide de Mauá!

Pedro Téo, Mauá

Baldeação, não!

Notícia desagradável a estampada neste Diário sobre a possível transformação, em definitivo, da Estação Brás como ponto final e inicial da linha que serve Rio Grande da Serra (Setecidades, dia 14). Há muito tempo o ponto extremo na Capital era Francisco Morato. Em vez de se efetivar a Estação Brás, não se poderia voltar ao primitivo traçado (Rio Grande da Serra/Francisco Morato)? Isso evitaria acúmulo desnecessário de embarque/desembarque nas estações Luz e Brás, desafogando a grande massa de passageiros que se acumula nessas estações. Mais: desde que fixou-se a Estação Brás como ponto final, há acúmulo de passageiros que se dirigem à Luz, isso num mesmo comboio, ou seja, os trens oriundos da Zona Leste, normalmente já saturados, têm que suportar o embarque dos passageiros oriundos de Rio Grande da Serra e estações subsequentes.

João Jenidarchiche, São Caetano

Dissabores

Pois é, o processo do Mensalão vai prescrever, pois o ministro revisor diz não ter tempo para ler 600 volumes! Jader Barbalho, que já apareceu algemado quando foi preso por falcatruas, foi liberado pelo STF para assumir o Senado! Ministros que roubam e saem impunes e outros que são ‘blindados'! Saúde, Educação e infraestrutura não temos, mas estádios para a Copa, teremos! Não temos governo! Não temos ética nem moral desses políticos e nem mesmo da maioria da população, que segue o ‘grande' exemplo! Daqui a pouco, não teremos um País!

Lígia Bittencourt, São Bernardo

Memória

Leio sempre com muito interesse a coluna Memória, do senhor Ademir Medici, neste Diário, pois sou saudosista e gosto de saber das estórias que acabaram virando história. As famílias, os lugares, as fotos, o progresso, enfim, tudo isso me fascina. Semana passada a coluna mostrou algumas curiosidades sobre Mauá com a ajuda do senhor Luadir Lino Grechi, morador da cidade, e com isso eu voltei no tempo vendo nas fotos cenários que fizeram parte da minha infância, pessoas que eu conheci, lugares por onde passei. Gostei muito. Bonito trabalho.

Eunice Gallo, São Caetano 



Comentários

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Consumismo e consumo consciente

Todos já presenciamos aquela cena constrangedora em que a criança...

Dgabc

18/12/2011 | 00:00


Artigo

Todos já presenciamos aquela cena constrangedora em que a criança esperneia em uma loja por não ter seu pedido atendido. Muitos pais parecem impotentes para lidar com a situação, que é realmente desafiadora. Por um lado, as ações de marketing estão cada vez mais sofisticadas e crescentes. Por outro, o acesso a diversos tipos de tecnologia e a enorme exposição à informação têm trazido às crianças plena consciência da influência que exercem nos hábitos de consumo da família. Há, também, o componente da compensação: muitos pais compram o que os filhos desejam para aliviar a culpa pela ausência no convívio diário.

Estamos falando de crianças em processo de formação, não preparadas para o bombardeio de estímulos ao consumo a que são submetidas. Os efeitos são devastadores e extrapolam o ambiente familiar, gerando custos para a sociedade e o meio ambiente. O desenvolvimento de comportamentos incompatíveis com as fases do crescimento faz com que muitas crianças tenham dificuldade em compreender as limitações do orçamento familiar e fiquem com tolerância muito baixa a frustrações. Algumas ações podem contribuir para formar consumidores conscientes. O primeiro passo é os pais refletirem sobre suas próprias fraquezas. Se eles compram apenas roupas de marca, não planejam os gastos do orçamento familiar e estão sempre ‘no vermelho', fica complicada a tarefa de educar para consumo responsável.

Melhor do que impor regras é buscar atividades que possam ser realizadas em família. Isso inclui extensa gama de programas interessantes, como ir a parques, fazer trabalhos voluntários, praticar esportes, ler e cozinhar juntos. Evitar levar crianças para as compras também ajuda bastante, especialmente as pequenas, porque é difícil para elas entender por que os pais não compram o que elas desejam. Se for inevitável levá-las, prepare-as antes sobre o que poderão ou não comprar. Quando os pais refletem sobre as consequências maléficas do consumismo precoce, é o primeiro passo para romper com esse estado de coisas. Desenvolver a consciência da importância de preparar os filhos para não serem alvos fáceis das elaboradas estratégias de marketing é fundamental. A oposição ao consumismo não significa buscar o consumo zero, mas proporcionar condições para consumo equilibrado, tanto do orçamento doméstico como dos recursos do meio ambiente.

Marcus Mingoni é diretor de operações da divisão de Sistemas de Ensino da Editora Saraiva

PALAVRA DO LEITOR

Boas Festas

O Diário recebe e retribui votos de Boas Festas a Alex Manente e família; Centro de Encontros Imaculada Conceição; Centro de Formação Sagrada Família; Chácara São José; Lizeth Giurfa; Sumaq News; Porsche Latin America; NEI Soluções; deputada estadual Regina Gonçalves; Assembleia Legislativa de São Paulo; Equipe Vera Moreira Comunicação; InfoPress Assessoria de Imprensa; Comunicação da Volkswagen do Brasil; Associação das Empresas do Sistema de Transporte de Santo André; Renovare.

Sem manutenção

Mesmo com a propaganda do governo federal sobre as reformas das Unidades Básicas de Saúde, só agora, depois de oito anos do governo Lula, o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, vem listando os problemas de falta de manutenção ao longo de suas administrações. Porém, os baldes cata-goteira continuam lá na UBS Jardim Sonia Maria, com suas portas se desmanchando devido a infestações de cupim. Com a palavra, vossa senhoria, o alcaide de Mauá!

Pedro Téo, Mauá

Baldeação, não!

Notícia desagradável a estampada neste Diário sobre a possível transformação, em definitivo, da Estação Brás como ponto final e inicial da linha que serve Rio Grande da Serra (Setecidades, dia 14). Há muito tempo o ponto extremo na Capital era Francisco Morato. Em vez de se efetivar a Estação Brás, não se poderia voltar ao primitivo traçado (Rio Grande da Serra/Francisco Morato)? Isso evitaria acúmulo desnecessário de embarque/desembarque nas estações Luz e Brás, desafogando a grande massa de passageiros que se acumula nessas estações. Mais: desde que fixou-se a Estação Brás como ponto final, há acúmulo de passageiros que se dirigem à Luz, isso num mesmo comboio, ou seja, os trens oriundos da Zona Leste, normalmente já saturados, têm que suportar o embarque dos passageiros oriundos de Rio Grande da Serra e estações subsequentes.

João Jenidarchiche, São Caetano

Dissabores

Pois é, o processo do Mensalão vai prescrever, pois o ministro revisor diz não ter tempo para ler 600 volumes! Jader Barbalho, que já apareceu algemado quando foi preso por falcatruas, foi liberado pelo STF para assumir o Senado! Ministros que roubam e saem impunes e outros que são ‘blindados'! Saúde, Educação e infraestrutura não temos, mas estádios para a Copa, teremos! Não temos governo! Não temos ética nem moral desses políticos e nem mesmo da maioria da população, que segue o ‘grande' exemplo! Daqui a pouco, não teremos um País!

Lígia Bittencourt, São Bernardo

Memória

Leio sempre com muito interesse a coluna Memória, do senhor Ademir Medici, neste Diário, pois sou saudosista e gosto de saber das estórias que acabaram virando história. As famílias, os lugares, as fotos, o progresso, enfim, tudo isso me fascina. Semana passada a coluna mostrou algumas curiosidades sobre Mauá com a ajuda do senhor Luadir Lino Grechi, morador da cidade, e com isso eu voltei no tempo vendo nas fotos cenários que fizeram parte da minha infância, pessoas que eu conheci, lugares por onde passei. Gostei muito. Bonito trabalho.

Eunice Gallo, São Caetano 

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