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Meninos-placa permanecem nas ruas e semáforos


Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

30/05/2011 | 07:01


Ontem, mais uma vez, o Diário flagrou adolescentes nas ruas e semáforos do Grande ABC trabalhando na divulgação de empreendimentos imobiliários. Esse foi o terceiro final de semana que a equipe de reportagem verificou a atuação dos meninos-placa, como são conhecidos os jovens que anunciam os imóveis.

Eles foram vistos novamente na Avenida Pereira Barreto, dessa vez no cruzamento com Rua José Versolato, e na Praça Samuel Sabatini, na região do Paço de São Bernardo.

Nesses locais, dois meninos declararam ter 17 anos. Um deles, que não se identificou, chegou a dizer que fará 18 daqui a um mês. "Fui contratado por uma empresa de São Paulo. Comecei ontem (sábado) e só me chamaram porque já vou fazer 18", relatou o adolescente, que ganha R$ 25 por 8 horas diárias de trabalho.

Outro jovem de 17, que entregava panfletos aos motoristas, ao ser questionado se a empresa contratava adolescentes da idade dele disse: "Sim. Contratam até mais novos, de 13 e 14 anos". Ele é de Guaianazes, na Capital, e não revelou o nome da empresa ou do responsável pelo trabalho.

Um grupo de nove pessoas foi visto em semáforo próximo ao Paço de São Bernardo, onde havia pelo menos um adolescente de 14 e outro de 15. Eles estavam próximos a uma placa de empreendimento e uma pilha de panfletos, mas não foram vistos trabalhando. Depois de abordados, deixaram o lugar.

Em Santo André, um menino de 16 anos foi flagrado entregando panfletos na Avenida Industrial. As promotorias da Infância e Juventude das duas cidades instauraram inquérito para apurar a denúncia de trabalho infantil, que no Brasil é crime.



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Meninos-placa permanecem nas ruas e semáforos

Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

30/05/2011 | 07:01


Ontem, mais uma vez, o Diário flagrou adolescentes nas ruas e semáforos do Grande ABC trabalhando na divulgação de empreendimentos imobiliários. Esse foi o terceiro final de semana que a equipe de reportagem verificou a atuação dos meninos-placa, como são conhecidos os jovens que anunciam os imóveis.

Eles foram vistos novamente na Avenida Pereira Barreto, dessa vez no cruzamento com Rua José Versolato, e na Praça Samuel Sabatini, na região do Paço de São Bernardo.

Nesses locais, dois meninos declararam ter 17 anos. Um deles, que não se identificou, chegou a dizer que fará 18 daqui a um mês. "Fui contratado por uma empresa de São Paulo. Comecei ontem (sábado) e só me chamaram porque já vou fazer 18", relatou o adolescente, que ganha R$ 25 por 8 horas diárias de trabalho.

Outro jovem de 17, que entregava panfletos aos motoristas, ao ser questionado se a empresa contratava adolescentes da idade dele disse: "Sim. Contratam até mais novos, de 13 e 14 anos". Ele é de Guaianazes, na Capital, e não revelou o nome da empresa ou do responsável pelo trabalho.

Um grupo de nove pessoas foi visto em semáforo próximo ao Paço de São Bernardo, onde havia pelo menos um adolescente de 14 e outro de 15. Eles estavam próximos a uma placa de empreendimento e uma pilha de panfletos, mas não foram vistos trabalhando. Depois de abordados, deixaram o lugar.

Em Santo André, um menino de 16 anos foi flagrado entregando panfletos na Avenida Industrial. As promotorias da Infância e Juventude das duas cidades instauraram inquérito para apurar a denúncia de trabalho infantil, que no Brasil é crime.

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