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Moradores se recusam a trocar área de risco por apartamentos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Problemas estruturais em conjuntos habitacionais e gastos estão entre as razões


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

07/02/2020 | 00:01


 Sete famílias da Alameda Dom Pedro de Alcântara, altura do número 1.420, no bairro Nova Petrópolis, em São Bernardo, se recusam a deixar a área de risco e ir para os conjuntos habitacionais Novo Jardim Regina e Parque São Bernardo. Entre os motivos citados pelos moradores estão desde problemas de infraestrutura dos apartamentos recém-entregues no Montanhão já denunciados pelo Diário até a perda da clientela, no caso dos comerciantes.

A reintegração de posse – que já atingiu 100 casas da área – é resultado de obras que a Prefeitura realiza no local. Segundo os munícipes, a administração prevê a extensão na via para melhorar o fluxo de veículos na região, além de desvio do Córrego Saracantan.

Apesar de sua residência, na Alameda Dom Pedro de Alcântara, estar em uma área de risco – na beira do córrego – o borracheiro Luiz Souza dos Santos, se recusa a desocupar o imóvel onde vive há pelo menos 25 anos. Ele é responsável por dois pontos comerciais no local e confia no apoio jurídico de advogado para conseguir se manter na residência. “Tudo que construímos vai se perder. Conheço pessoas que, menos de um mês depois de se mudar para o conjunto habitacional (Novo Jardim Regina), já saiu de lá. A Prefeitura nos informou que pagaríamos R$ 150 de condomínio, já com água, luz e gás, mas,  neste mês, as famílias receberam R$ 80 de cobrança só para o gás”, ressalta.

Proprietária de um brechó e ex-moradora da Alameda Dom Pedro de Alcântara, Irene Elizabete da Silva, 45, já se mudou para o conjunto Novo Jardim Regina, no bairro Montanhão, mas ainda não se acostumou com as novas contas e a rotina. “Tinha meu comércio há dez anos aqui (na avenida), mas, mesmo morando longe, aluguei um espaço para continuar a trabalhar aqui. A Prefeitura até me prometeu um box para o brechó, mas até agora nada foi feito”, conta. Ela gastou R$ 100 na conta de gás e R$ 50 na de luz no novo prédio neste mês, além de R$ 350 com o aluguel do espaço onde funciona o brechó. “Minha vida mudou do dia para noite.” 

A Prefeitura destacou que haverá “amplo projeto de urbanização nos assentamentos precários do local, que inclui, entre outras melhorias, a construção de unidades habitacionais”.



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