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Alemão de 17 anos é preso na Turquia por 'paquerar' jovem de 13


Da AFP

29/06/2007 | 16:29


A Alemanha está emocionada com a história de Marco, um alemão de 17 anos preso na Turquia desde abril sob acusação de "agressão sexual" por uma "paquera" de férias com uma inglesa de 13 anos, emocionou a Alemanha. As autoridades do país, no entanto, têm evitado criticar abertamente a justiça turca.

Quase todos os dias a imprensa alemã lembra em detalhes as condições de detenção do jovem, que deve ser julgado na próxima sexta-feira na Turquia e corre o risco de ter de cumprir oito anos de prisão.

O adolescente não pôde fazer os exames de fim de ano na escola profissional de Uelzen onde está matriculado por estar preso, há 11 semanas, na prisão de Antalya, onde divide cela com cerca de outros trinta detidos.

A história começou com uma paquera de adolescentes durante as férias de Páscoa, em um complexo turístico em Side, estação balneária da costa mediterrânea turca. O jovem alemão visitava a Turquia com seus pais.

Marco e Charlotte se conheceram numa boate e, por acaso, os dois estavam hospedados no mesmo hotel. A moça disse ao rapaz que tinha 15 anos, quando na verdade tinha 13. O alemão, então, fez uma visita ao quarto que a jovem inglesa dividia com sua irmã.

Nesse ponto, as versões divergem. Numa entrevista que concedeu depois de ser preso ao jornal popular turco Hürriyet, Marco garantiu: "Não aconteceu nada". Ele, então, relatou: "Nós estávamos abraçados, ela me tocou. Nós queríamos fazer amor, ela estava mais do que preparada".

Já Charlotte afirma que ela estava dormindo durante a visita de Marco. No dia seguinte, ela foi com a mãe à polícia turca prestar queixa por agressão sexual. Depois que o caso se tornou público na semana passada, a história comoveu a Alemanha, onde as autoridades se preparam para pedir à justiça turca que o jovem espere o processo em liberdade.

A chanceler Angela Merkel afirmou que seu governo fará o possível para que Marco "volte rápido a sua casa". Mas Merkel evitou tomar posição sobre a história ou pedir clemência aos juízes turcos. Em Ancara, o governo rejeita categoricamente qualquer intervenção em favor do adolescente, em nome do preceito da independência da justiça.

Outras vozes, no entanto, foram mais críticas. "Nós não podemos submeter um menor a estas condições. No atual estado dos acontecimentos, não é justificável manter este jovem na cadeia", afirmou o comissário europeu, Günter Verheugen, alemão, que foi por muito tempo encarregado em Bruxelas das relações com a Turquia.

Diante dos protestos, o vice-primeiro-ministro turco Mehmet Ali Sahin subiu o tom nesta sexta-feira: "A justiça independente vai decidir. Eu considero que o aumento das proporções deste caso seja político", alfinetou.

Uma parte da imprensa alemã questiona se o caso inverso suscitaria a mesma comoção na Alemanha. Se Metin, jovem de Istambul de 17 anos, fosse preso na Alemanha por agressão sexual de Anita, sueca de 13 anos, "a opinião pública alemã criticaria da mesma forma?" perguntava nesta quarta-feira o jornal Tagesspiegel.



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Alemão de 17 anos é preso na Turquia por 'paquerar' jovem de 13

Da AFP

29/06/2007 | 16:29


A Alemanha está emocionada com a história de Marco, um alemão de 17 anos preso na Turquia desde abril sob acusação de "agressão sexual" por uma "paquera" de férias com uma inglesa de 13 anos, emocionou a Alemanha. As autoridades do país, no entanto, têm evitado criticar abertamente a justiça turca.

Quase todos os dias a imprensa alemã lembra em detalhes as condições de detenção do jovem, que deve ser julgado na próxima sexta-feira na Turquia e corre o risco de ter de cumprir oito anos de prisão.

O adolescente não pôde fazer os exames de fim de ano na escola profissional de Uelzen onde está matriculado por estar preso, há 11 semanas, na prisão de Antalya, onde divide cela com cerca de outros trinta detidos.

A história começou com uma paquera de adolescentes durante as férias de Páscoa, em um complexo turístico em Side, estação balneária da costa mediterrânea turca. O jovem alemão visitava a Turquia com seus pais.

Marco e Charlotte se conheceram numa boate e, por acaso, os dois estavam hospedados no mesmo hotel. A moça disse ao rapaz que tinha 15 anos, quando na verdade tinha 13. O alemão, então, fez uma visita ao quarto que a jovem inglesa dividia com sua irmã.

Nesse ponto, as versões divergem. Numa entrevista que concedeu depois de ser preso ao jornal popular turco Hürriyet, Marco garantiu: "Não aconteceu nada". Ele, então, relatou: "Nós estávamos abraçados, ela me tocou. Nós queríamos fazer amor, ela estava mais do que preparada".

Já Charlotte afirma que ela estava dormindo durante a visita de Marco. No dia seguinte, ela foi com a mãe à polícia turca prestar queixa por agressão sexual. Depois que o caso se tornou público na semana passada, a história comoveu a Alemanha, onde as autoridades se preparam para pedir à justiça turca que o jovem espere o processo em liberdade.

A chanceler Angela Merkel afirmou que seu governo fará o possível para que Marco "volte rápido a sua casa". Mas Merkel evitou tomar posição sobre a história ou pedir clemência aos juízes turcos. Em Ancara, o governo rejeita categoricamente qualquer intervenção em favor do adolescente, em nome do preceito da independência da justiça.

Outras vozes, no entanto, foram mais críticas. "Nós não podemos submeter um menor a estas condições. No atual estado dos acontecimentos, não é justificável manter este jovem na cadeia", afirmou o comissário europeu, Günter Verheugen, alemão, que foi por muito tempo encarregado em Bruxelas das relações com a Turquia.

Diante dos protestos, o vice-primeiro-ministro turco Mehmet Ali Sahin subiu o tom nesta sexta-feira: "A justiça independente vai decidir. Eu considero que o aumento das proporções deste caso seja político", alfinetou.

Uma parte da imprensa alemã questiona se o caso inverso suscitaria a mesma comoção na Alemanha. Se Metin, jovem de Istambul de 17 anos, fosse preso na Alemanha por agressão sexual de Anita, sueca de 13 anos, "a opinião pública alemã criticaria da mesma forma?" perguntava nesta quarta-feira o jornal Tagesspiegel.

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