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Arruda diz que acusaçao de relator da CPI foi precipitada


Do Diário do Grande ABC

02/05/1999 | 17:12


O presidente em exercício da Comissao Parlamentar de Inquérito (CPI) dos bancos, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), considerou precipitada a afirmaçao do relator da CPI, Joao Alberto Souza (PMDB-MA), de considerar que houve falso testemunho do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, do ex-diretor de Fiscalizaçao, Cláudio Mauch, e do consultor da diretoria Alexandre Pundek. O relator argumenta que os três falaram à CPI que a operaçao de ajuda ao banco Marka teria sido consequência da carta com o pedido de ajuda enviada pela Bolsa de Mercadoria e Futuros (BM&F), e que agora está sendo questionada. O relator defende inclusive o cancelamento da operaçao, diante da denúncia de que a carta foi enviada após a aprovaçao da operaçao.

"Qualquer atitude precipitada do relator e de quem quer que seja pode ser entendida como pré-julgamento prejudicial à seriedade das investigaçoes", afirmou Arruda. O senador considera importante uma avaliaçao do episódio após os depoimentos dos funcionários do Banco Central e do presidente da BM&F, que ocorrerao nesta semana. Se houver irregularidades com a carta da BM&F, o senador acha que o presidente do Banco Central nao tem nada a ver com a história. Embora Armínio tenha apresentado a documentaçao, sua elaboraçao foi feita pela auditoria do BC, explica Arruda. "Auditoria é independente da direçao de qualquer instituiçao", argumenta o senador. Apesar da ponderaçao, Arruda condena a operaçao de ajuda ao Marka a despeito da explicaçao do Banco Central sobre a carta da Bolsa.

"Independentemente da carta, a operaçao foi imprópria" avalia o senador. Se for confirmada a irregularidade com a carta, a situaçao apenas piora para o Banco Central, na avaliaçao de Arruda. "Se confirmada, é um álibi que se transforma em prova de que a operaçao foi, no mínimo, imprópria". Arruda disse que a CPI tem 90 dias de trabalho pela frente, e nao precisa se precipitar com conclusoes definitivas a cada dia, ou corre o risco de ter noventa conclusoes definitivas. "Nao precisamos matar um leao por dia", comentou.



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Arruda diz que acusaçao de relator da CPI foi precipitada

Do Diário do Grande ABC

02/05/1999 | 17:12


O presidente em exercício da Comissao Parlamentar de Inquérito (CPI) dos bancos, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), considerou precipitada a afirmaçao do relator da CPI, Joao Alberto Souza (PMDB-MA), de considerar que houve falso testemunho do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, do ex-diretor de Fiscalizaçao, Cláudio Mauch, e do consultor da diretoria Alexandre Pundek. O relator argumenta que os três falaram à CPI que a operaçao de ajuda ao banco Marka teria sido consequência da carta com o pedido de ajuda enviada pela Bolsa de Mercadoria e Futuros (BM&F), e que agora está sendo questionada. O relator defende inclusive o cancelamento da operaçao, diante da denúncia de que a carta foi enviada após a aprovaçao da operaçao.

"Qualquer atitude precipitada do relator e de quem quer que seja pode ser entendida como pré-julgamento prejudicial à seriedade das investigaçoes", afirmou Arruda. O senador considera importante uma avaliaçao do episódio após os depoimentos dos funcionários do Banco Central e do presidente da BM&F, que ocorrerao nesta semana. Se houver irregularidades com a carta da BM&F, o senador acha que o presidente do Banco Central nao tem nada a ver com a história. Embora Armínio tenha apresentado a documentaçao, sua elaboraçao foi feita pela auditoria do BC, explica Arruda. "Auditoria é independente da direçao de qualquer instituiçao", argumenta o senador. Apesar da ponderaçao, Arruda condena a operaçao de ajuda ao Marka a despeito da explicaçao do Banco Central sobre a carta da Bolsa.

"Independentemente da carta, a operaçao foi imprópria" avalia o senador. Se for confirmada a irregularidade com a carta, a situaçao apenas piora para o Banco Central, na avaliaçao de Arruda. "Se confirmada, é um álibi que se transforma em prova de que a operaçao foi, no mínimo, imprópria". Arruda disse que a CPI tem 90 dias de trabalho pela frente, e nao precisa se precipitar com conclusoes definitivas a cada dia, ou corre o risco de ter noventa conclusoes definitivas. "Nao precisamos matar um leao por dia", comentou.

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