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Taxa de isolamento sobe na região, mas ainda é insuficiente

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cidades têm alta de 5% na comparação com o fim de fevereiro, mas longe dos 60% visto como ideal


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

10/03/2021 | 00:25


As medidas restritivas adotadas por cidades e Estado surtiram efeito, mesmo que pequeno, nas taxas de isolamento no Grande ABC. Na comparação do fim de semana entre 20 e 22 de fevereiro, quando a região estava na fase amarela do Plano São Paulo, com poucas restrições ao comércio, com o último fim de semana e segunda-feira, os primeiros dias da fase vermelha, a mais rigorosa, quando apenas serviços essenciais podem funcionar, os indicadores mostram que as sete cidades estavam cerca de 5% mais isoladas, de acordo com dados informados pelo governo do Estado.

As maiores diferenças estão nos sábados e domingos. Se em fevereiro a região registrou 39,8% de isolamento no sábado e 45,8 no domingo, no último fim de semana com a fase vermelha em operação os números apontam 44,6% no sábado e 50,5% no domingo – veja números por cidade abaixo. Os dados são extraídos dos sinais dos celulares.

Apesar da melhora, os índices ainda estão abaixo dos 60% que são desejados pelo governo do Estado para conter a disseminação do coronavírus. O melhor resultado entre os municípios da região foi registrado no último domingo em Rio Grande da Serra, quando 58% da população de 51.436 habitantes estavam em casa, o que equivale a 25.204 moradores isolados. A taxa colocou o município entre os dez mais confinados do Estado no fim de semana.

Para o infectologista Fábio Junqueira, estudos mostram que o isolamento físico é o melhor recurso para conter a infecção. “A taxa de isolamento deve ficar acima de 50%, quanto maior, melhor. Mesmo assim, o ideal seria a taxa se manter alta durante toda a semana, já que estamos vivendo o pior momento da pandemia no Brasil, com sistemas de saúde público e privado sobrecarregados. Temos que entender que quem se contamina hoje vai precisar de atendimento médico entre sete a dez dias, ou seja, com um sistema já entrando em colapso hoje (fica mais complicado).”

Mesmo com a elevação do isolamento no último fim de semana, o índice está aquém daquele registrado no início da pandemia, em 10 de abril, quando a taxa era de 58,2%.

Infectologista e professor do curso de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Renato Grinbaum acredita que o isolamento físico seja uma das formas de reduzir a multiplicação de casos, assim como a lotação dos hospitais. “Estamos vivendo o caos com falta de leitos e uma explosão de casos. Precisamos seguir o exemplo de países organizados que conseguiram mitigar a epidemia. É hora de ficarmos em casa.” 



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