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México vai às urnas para escolher seu presidente


Da AFP

02/07/2006 | 15:20


Cerca de 71,3 milhões de mexicanos elegem neste domingo um presidente para os próximos seis anos, numa disputa polarizada entre o candidato conservador Felipe Calderón e o da esquerda Andrés Manuel López Obrador, que tem leve vantagem segundo as últimas pesquisas.

Os primeiros resultados oficiais devem sair antes das 23h locais, quando o IFE (Instituto Federal Eleitoral) obtiver uma estimativa a partir de 7.636 urnas, 6% do total instalado.

É a eleição mais disputada da história do México, depois de sete décadas de governo autoritário do PRI (Partido Revolucionário Institucional), de 1929 a 2000, e quase seis anos do governo conservador sem maioria legislativa de Vicente Fox.

Os indecisos, entre 4 e 8 milhões de eleitores, decidirão o pleito, segundo as pesquisas. O IFE calculou uma taxa de participação de cerca de 60%.

López Obrador, 52 anos, representa uma coalizão de três partidos de esquerda dominada PRD (Partido da Revolução Democrática), com o lema Pelo Bem de Todos. "Primeiro os pobres", costuma dizer, ao apresentar programas sociais de luta contra a pobreza, redução de impostos para as classes trabalhadoras.

O ex-prefeito propõe reduzir os altos salários, começando pelo do presidente, e lutar contra a corrupção, até conseguir poupar US$ 8,7 bilhões por ano, para financiar seus projetos sociais.

Calderón, 43, propõe continuar a política econômica, centrada na inflação e taxas de juros baixas, abrindo o setor energético à iniciativa privada, impulsionando as reformas que Fox não conseguiu fazer aprovar, como a trabalhista e a das próprias instituições políticas.

Calderón defende também reforçar a luta contra o crime, um dos grandes temas da campanha eleitoral. Informes independentes cifram em mais de 1 mil as mortes causadas pelo narcotráfico neste ano.

O terceiro candidato, segundo as pesquisas, Roberto Madrazo, do PRI, 53, conta com a mobilização de seu partido, que controla os governos de 17 Estados do total de 32.

As pesquisas indicam que os três principais partidos políticos, o PRI, o PAN e o PRD, obterão cada um 1/3 dos votos nas legislativas deste domingo, pelo que o próximo presidente deverá negociar com a oposição.

"É uma festa cívica", assegurou o presidente Fox, que garantiu a normalidade da jornada ao votar neste domingo.

Além de celebrar eleições federais, os Estados de Morelos, Guanajuato e Jalisco escolherão um governador, enquanto a Cidade do México renovará a chefia de governo.



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México vai às urnas para escolher seu presidente

Da AFP

02/07/2006 | 15:20


Cerca de 71,3 milhões de mexicanos elegem neste domingo um presidente para os próximos seis anos, numa disputa polarizada entre o candidato conservador Felipe Calderón e o da esquerda Andrés Manuel López Obrador, que tem leve vantagem segundo as últimas pesquisas.

Os primeiros resultados oficiais devem sair antes das 23h locais, quando o IFE (Instituto Federal Eleitoral) obtiver uma estimativa a partir de 7.636 urnas, 6% do total instalado.

É a eleição mais disputada da história do México, depois de sete décadas de governo autoritário do PRI (Partido Revolucionário Institucional), de 1929 a 2000, e quase seis anos do governo conservador sem maioria legislativa de Vicente Fox.

Os indecisos, entre 4 e 8 milhões de eleitores, decidirão o pleito, segundo as pesquisas. O IFE calculou uma taxa de participação de cerca de 60%.

López Obrador, 52 anos, representa uma coalizão de três partidos de esquerda dominada PRD (Partido da Revolução Democrática), com o lema Pelo Bem de Todos. "Primeiro os pobres", costuma dizer, ao apresentar programas sociais de luta contra a pobreza, redução de impostos para as classes trabalhadoras.

O ex-prefeito propõe reduzir os altos salários, começando pelo do presidente, e lutar contra a corrupção, até conseguir poupar US$ 8,7 bilhões por ano, para financiar seus projetos sociais.

Calderón, 43, propõe continuar a política econômica, centrada na inflação e taxas de juros baixas, abrindo o setor energético à iniciativa privada, impulsionando as reformas que Fox não conseguiu fazer aprovar, como a trabalhista e a das próprias instituições políticas.

Calderón defende também reforçar a luta contra o crime, um dos grandes temas da campanha eleitoral. Informes independentes cifram em mais de 1 mil as mortes causadas pelo narcotráfico neste ano.

O terceiro candidato, segundo as pesquisas, Roberto Madrazo, do PRI, 53, conta com a mobilização de seu partido, que controla os governos de 17 Estados do total de 32.

As pesquisas indicam que os três principais partidos políticos, o PRI, o PAN e o PRD, obterão cada um 1/3 dos votos nas legislativas deste domingo, pelo que o próximo presidente deverá negociar com a oposição.

"É uma festa cívica", assegurou o presidente Fox, que garantiu a normalidade da jornada ao votar neste domingo.

Além de celebrar eleições federais, os Estados de Morelos, Guanajuato e Jalisco escolherão um governador, enquanto a Cidade do México renovará a chefia de governo.

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