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Descentralização emperra em burocracias do Estado

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto segue em análise; pacientes aguardam por até quatro horas para retirar medicamentos


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

18/10/2017 | 07:00


 Filas de espera de até quatro horas e pessoas aglomeradas na recepção. Passados oito meses da retomada das negociações para descentralização da farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas, em Santo André, este continua sendo o cenário encontrado por pacientes que acessam o serviço de distribuição de medicamentos na região. Sem avanços nas tratativas entre o governo estadual e o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para que o projeto saia do papel, usuários só têm a reclamar.

Embora o Estado afirme analisar a proposta encaminhada pelo colegiado de prefeitos, incluindo possível divisão de custos para que o serviço seja oferecido nos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) de Santo André e Mauá – diminuindo o tempo de espera para retirada de medicamentos – nada se sabe sobre prazos para que este estudo seja concluído. A proposta de descentralização prevê que municípios do Grande ABC assumam a responsabilidade de distribuir remédios de alto custo.

Segundo o Consórcio, em uma das propostas, de logística mensal, os municípios receberiam os medicamentos em centros de distribuição determinados e solicitariam subsídio estadual para custeio de despesas de armazenagem, logística e segurança. Na segundo pleito, com logística diária, cada cidade receberia pacotes de medicamentos provenientes da central de distribuição estadual, e se encarregaria da entrega individualizada aos munícipes. A entidade regional diz aguardar retorno estadual.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, “há grupo técnico elaborando estratégias para a descentralização”. Não foram fornecidos prazos para que a Pasta se posicione sobre o tema.

Enquanto o projeto de descentralização segue no papel, usuários listam série de problemas encontrados na farmácia de alto custo do Mário Covas. “Você espera quatro horas para pegar um medicamento e ainda sai com um faltando”, disse, ontem, o engenheiro Nelson Patrício Filho, 42 anos.

Ontem, ao menos três medicamentos estavam em falta no estoque: Micofemolato Sódico 360 mg, Tracolimo 1mg e leite Pkumed 3. Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado disse que a distribuição do Micofenolato e de Tacrolimo 1 mg está prejudicada em razão de falhas do Ministério da Saúde. A União, por sua vez, negou a informação ao declarar que “enviou ao Estado o quantitativo aprovado para atendimento aos pacientes”.

Sobre o leite Pkumed 3, a secretaria estadual disse que “houve desabastecimento temporário em razão do aumento inesperado de demanda, mas o produto já está em processo de aquisição”. A Pasta destacou ainda ter registrado aumento de 20% na demanda do serviço, com cerca de 1.800 atendimentos por dia. “A sobrecarga decorre da procura pela unidade fora das datas e horários agendados”, disse em nota.



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Descentralização emperra em burocracias do Estado

Projeto segue em análise; pacientes aguardam por até quatro horas para retirar medicamentos

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

18/10/2017 | 07:00


 Filas de espera de até quatro horas e pessoas aglomeradas na recepção. Passados oito meses da retomada das negociações para descentralização da farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas, em Santo André, este continua sendo o cenário encontrado por pacientes que acessam o serviço de distribuição de medicamentos na região. Sem avanços nas tratativas entre o governo estadual e o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para que o projeto saia do papel, usuários só têm a reclamar.

Embora o Estado afirme analisar a proposta encaminhada pelo colegiado de prefeitos, incluindo possível divisão de custos para que o serviço seja oferecido nos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) de Santo André e Mauá – diminuindo o tempo de espera para retirada de medicamentos – nada se sabe sobre prazos para que este estudo seja concluído. A proposta de descentralização prevê que municípios do Grande ABC assumam a responsabilidade de distribuir remédios de alto custo.

Segundo o Consórcio, em uma das propostas, de logística mensal, os municípios receberiam os medicamentos em centros de distribuição determinados e solicitariam subsídio estadual para custeio de despesas de armazenagem, logística e segurança. Na segundo pleito, com logística diária, cada cidade receberia pacotes de medicamentos provenientes da central de distribuição estadual, e se encarregaria da entrega individualizada aos munícipes. A entidade regional diz aguardar retorno estadual.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, “há grupo técnico elaborando estratégias para a descentralização”. Não foram fornecidos prazos para que a Pasta se posicione sobre o tema.

Enquanto o projeto de descentralização segue no papel, usuários listam série de problemas encontrados na farmácia de alto custo do Mário Covas. “Você espera quatro horas para pegar um medicamento e ainda sai com um faltando”, disse, ontem, o engenheiro Nelson Patrício Filho, 42 anos.

Ontem, ao menos três medicamentos estavam em falta no estoque: Micofemolato Sódico 360 mg, Tracolimo 1mg e leite Pkumed 3. Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado disse que a distribuição do Micofenolato e de Tacrolimo 1 mg está prejudicada em razão de falhas do Ministério da Saúde. A União, por sua vez, negou a informação ao declarar que “enviou ao Estado o quantitativo aprovado para atendimento aos pacientes”.

Sobre o leite Pkumed 3, a secretaria estadual disse que “houve desabastecimento temporário em razão do aumento inesperado de demanda, mas o produto já está em processo de aquisição”. A Pasta destacou ainda ter registrado aumento de 20% na demanda do serviço, com cerca de 1.800 atendimentos por dia. “A sobrecarga decorre da procura pela unidade fora das datas e horários agendados”, disse em nota.

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