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Ferramentas são hobby de primeira-dama de Mauá


Flávia Braz
Especial para o Diário

02/05/2006 | 08:01


Nada de lojas de roupas ou mesmo shoppings. O que a primeira-dama de Mauá, Alaíde Damo, gosta mesmo é de casas de ferragens. Com uma coleção superior a 100 ferramentas, ela não titubeia na hora de escolher entre uma jóia e mais uma peça para seu estoque. “Se me oferecerem um anel de brilhantes e um alicate de pressão eu fico com o segundo. Sou fissurada, tenho quase tudo”, afirma. Para se ter uma idéia, a última aquisição da mulher do prefeito Leonel Damo (PV) foi uma britadeira. “Mas não é daquelas grandonas, é uma mini”, explica.

Como se não bastassem os compromissos como primeira-dama do município e as obrigações de mãe e esposa, Alaíde sempre arruma um tempo para se dedicar aos consertos gerais da casa. O gosto vem da infância. “Meu pai consertava tudo e eu ficava ajudando, mexendo e vendo como se fazia”, conta ela, que também gosta de fazer reparos nas casas de amigos, funcionários e familiares. “Mas não arrumo coisas muito pesadas, só coisinhas do dia-a-dia”, adverte.

Entre os serviços prestados estão os consertos do liquidificador da mãe, do aparelho de depilação da filha – a vereadora de Mauá Vanessa Damo (PV) –, além do telhado da própria casa. “Não achava uma pessoa disponível para arrumar, aí subi e troquei as telhas. O pessoal da fábrica do lado ficava gritando: ‘Alaíde, o que você está fazendo? Desce daí!‘“, diverte-se.

O marido, por sua vez, pouco sabe de suas peripécias. A compra da britadeira, por exemplo, foi feita em sigilo absoluto, que, por sorte do próprio prefeito de Mauá, não durou muito tempo. “Tinha um terreno na cidade em que o Leonel precisava cercar com arame farpado. Passaram uma camada de cimento embaixo e não dava para colocar as estacas. Aí o Almerindo (ajudante) falou para ele: ‘Leonel, por que o senhor não pega a britadeira da dona ‘Laíde‘? Ele perguntou assustado: ‘A minha mulher tem uma britadeira? Eu não acredito nisso!‘“, conta ela, aos risos.

Dom de arrepiar – Quando o assunto é a quantidade de consertos bem-sucedidos, Alaíde tem a resposta na ponta da língua: “Eu mais acerto, né?”. Dos poucos erros cometidos, a primeira-dama lembra-se de um em especial. “Uma vez fui trocar a resistência de um chuveiro aqui em casa e desliguei o disjuntor errado. Levei um choque que me jogou longe”, conta, às gargalhadas.

Serra-elétrica, morsa, britadeira, rebitadeira, além de diversas chaves de fendas de todos os tamanhos, são alguns dos itens da coleção de ferramentas de Alaíde Damo. “Algumas eu levo no carro, para o caso de surgir alguma emergência.”

O hobby é também uma forma de depender menos do marido, que se restringe a pedir emprestada as ferramentas de sua esposa. “Às vezes você quer colocar um quadro e tem de esperar o marido chegar para pedir. Prefiro eu mesma marcar as medidas e ver qual o parafuso e a bucha adequados para usar. Não tem esse negócio de dependência”, completa, orgulhosa, sem deixar de reconhecer: “Mas isso não quer dizer que quando queima minha TV eu não mando para o conserto...”, afirma a faz quase-tudo. (Supervisão de Arthur Lopez)


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Ferramentas são hobby de primeira-dama de Mauá

Flávia Braz
Especial para o Diário

02/05/2006 | 08:01


Nada de lojas de roupas ou mesmo shoppings. O que a primeira-dama de Mauá, Alaíde Damo, gosta mesmo é de casas de ferragens. Com uma coleção superior a 100 ferramentas, ela não titubeia na hora de escolher entre uma jóia e mais uma peça para seu estoque. “Se me oferecerem um anel de brilhantes e um alicate de pressão eu fico com o segundo. Sou fissurada, tenho quase tudo”, afirma. Para se ter uma idéia, a última aquisição da mulher do prefeito Leonel Damo (PV) foi uma britadeira. “Mas não é daquelas grandonas, é uma mini”, explica.

Como se não bastassem os compromissos como primeira-dama do município e as obrigações de mãe e esposa, Alaíde sempre arruma um tempo para se dedicar aos consertos gerais da casa. O gosto vem da infância. “Meu pai consertava tudo e eu ficava ajudando, mexendo e vendo como se fazia”, conta ela, que também gosta de fazer reparos nas casas de amigos, funcionários e familiares. “Mas não arrumo coisas muito pesadas, só coisinhas do dia-a-dia”, adverte.

Entre os serviços prestados estão os consertos do liquidificador da mãe, do aparelho de depilação da filha – a vereadora de Mauá Vanessa Damo (PV) –, além do telhado da própria casa. “Não achava uma pessoa disponível para arrumar, aí subi e troquei as telhas. O pessoal da fábrica do lado ficava gritando: ‘Alaíde, o que você está fazendo? Desce daí!‘“, diverte-se.

O marido, por sua vez, pouco sabe de suas peripécias. A compra da britadeira, por exemplo, foi feita em sigilo absoluto, que, por sorte do próprio prefeito de Mauá, não durou muito tempo. “Tinha um terreno na cidade em que o Leonel precisava cercar com arame farpado. Passaram uma camada de cimento embaixo e não dava para colocar as estacas. Aí o Almerindo (ajudante) falou para ele: ‘Leonel, por que o senhor não pega a britadeira da dona ‘Laíde‘? Ele perguntou assustado: ‘A minha mulher tem uma britadeira? Eu não acredito nisso!‘“, conta ela, aos risos.

Dom de arrepiar – Quando o assunto é a quantidade de consertos bem-sucedidos, Alaíde tem a resposta na ponta da língua: “Eu mais acerto, né?”. Dos poucos erros cometidos, a primeira-dama lembra-se de um em especial. “Uma vez fui trocar a resistência de um chuveiro aqui em casa e desliguei o disjuntor errado. Levei um choque que me jogou longe”, conta, às gargalhadas.

Serra-elétrica, morsa, britadeira, rebitadeira, além de diversas chaves de fendas de todos os tamanhos, são alguns dos itens da coleção de ferramentas de Alaíde Damo. “Algumas eu levo no carro, para o caso de surgir alguma emergência.”

O hobby é também uma forma de depender menos do marido, que se restringe a pedir emprestada as ferramentas de sua esposa. “Às vezes você quer colocar um quadro e tem de esperar o marido chegar para pedir. Prefiro eu mesma marcar as medidas e ver qual o parafuso e a bucha adequados para usar. Não tem esse negócio de dependência”, completa, orgulhosa, sem deixar de reconhecer: “Mas isso não quer dizer que quando queima minha TV eu não mando para o conserto...”, afirma a faz quase-tudo. (Supervisão de Arthur Lopez)

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