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UBS é invadida no Jardim Oratório, em Mauá


Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

02/05/2006 | 08:12


A UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Oratório, em Mauá, foi invadida na madrugada de segunda-feira e um computador foi roubado. O prédio – possivelmente como outras unidades de saúde da cidade – ficou segunda-feira o dia todo exposto a novas invasões, uma vez que a janela arrombada continuou aberta e não havia guardas municipais fixos para proteger o local. Funcionários públicos informaram à reportagem que só duas viaturas da GCM fizeram rondas na cidade segunda-feira. O restante do efetivo foi deslocado para o show em comemoração ao Dia do Trabalho, no Paço Municipal.

A UBS invadida fica em um complexo que abriga também a Escola Estadual Mahatma Ghandi e uma Emei. Não havia no feriado nenhum segurança no local e o prédio público não possuiu qualquer outro sistema eletrônico de vigilância. Em dias regulares, as rondas são feitas em intervalos relativamente curtos. Moradores vizinhos à UBS disseram ter visto uma dupla dentro do terreno transportando partes do computador, por volta da 0h de segunda-feira.

Segundo uma funcionária da UBS que não quis ter o nome divulgado, os invasores entraram pelo vitrô basculante de uma das janelas da unidade de saúde. Essas janelas costumam ser travadas com a colocação de barras de ferro transversais que impedem a abertura. O problema, de acordo com a funcionária, é que não há travas para todos os vitrôs basculantes. Dessa forma, qualquer pessoa pode entrar na UBS.

A janela usada como entrada pelos ladrões dava exatamente na sala onde havia o computador. Os armários foram revirados e materiais usados para o entretenimento de crianças – como brinquedos – ficaram espalhados no chão.

Por precaução, os outros três computadores existentes na UBS foram colocados em uma sala trancada no prédio. Mas a funcionária questionou a eficácia da medida – uma vez que, dentro da unidade, ladrões podem facilmente arrombar a porta da sala em que os PCs estão. Até o fim da tarde de segunda-feira, não havia sido aberto Boletim de Ocorrência na delegacia de Mauá sobre a invasão e o roubo.

O prédio invadido também é usado como depósito pela Emei do Jardim Oratório – a merenda escolar é guardada lá. Há duas semanas, houve uma violação semelhante no local, e o alvo dos assaltantes foi justamente a comida. Segundo o professor de Educação Física Evandro Monteiro, que leciona no Mahatma Ghandi, os criminosos deixaram parte da merenda espalhada pelo chão naquele episódio. Entretanto, o professor Monteiro conta que a Guarda faz patrulhamento regular no complexo, trabalho mais intenso durante a noite. O dia do roubo da merenda também fazia parte de um feriado prolongado, o que leva a crer que as rondas são menos regulares nessas ocasiões.

Segunda-feira, por conta dos festejos do Dia do Trabalho em Mauá, todo o efetivo da guarda municipal estava destacado para a segurança do evento. O que deixou todos os prédios públicos da cidade – UBSs, Emeis, Emis e outros – foram vigiados por apenas duas viaturas da Guarda, que se alternavam nos prédios.

O subcomandante da Guarda Civil Municipal, Reginaldo Sanches Daloia, não confirmou o número de viaturas destacadas para o patrulhamento na cidade segunda-feira. Ele disse que alguns locais tiveram a vigilância priorizada, enquanto a maior parte do efetivo teve que garantir a segurança na festa.


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UBS é invadida no Jardim Oratório, em Mauá

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

02/05/2006 | 08:12


A UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Oratório, em Mauá, foi invadida na madrugada de segunda-feira e um computador foi roubado. O prédio – possivelmente como outras unidades de saúde da cidade – ficou segunda-feira o dia todo exposto a novas invasões, uma vez que a janela arrombada continuou aberta e não havia guardas municipais fixos para proteger o local. Funcionários públicos informaram à reportagem que só duas viaturas da GCM fizeram rondas na cidade segunda-feira. O restante do efetivo foi deslocado para o show em comemoração ao Dia do Trabalho, no Paço Municipal.

A UBS invadida fica em um complexo que abriga também a Escola Estadual Mahatma Ghandi e uma Emei. Não havia no feriado nenhum segurança no local e o prédio público não possuiu qualquer outro sistema eletrônico de vigilância. Em dias regulares, as rondas são feitas em intervalos relativamente curtos. Moradores vizinhos à UBS disseram ter visto uma dupla dentro do terreno transportando partes do computador, por volta da 0h de segunda-feira.

Segundo uma funcionária da UBS que não quis ter o nome divulgado, os invasores entraram pelo vitrô basculante de uma das janelas da unidade de saúde. Essas janelas costumam ser travadas com a colocação de barras de ferro transversais que impedem a abertura. O problema, de acordo com a funcionária, é que não há travas para todos os vitrôs basculantes. Dessa forma, qualquer pessoa pode entrar na UBS.

A janela usada como entrada pelos ladrões dava exatamente na sala onde havia o computador. Os armários foram revirados e materiais usados para o entretenimento de crianças – como brinquedos – ficaram espalhados no chão.

Por precaução, os outros três computadores existentes na UBS foram colocados em uma sala trancada no prédio. Mas a funcionária questionou a eficácia da medida – uma vez que, dentro da unidade, ladrões podem facilmente arrombar a porta da sala em que os PCs estão. Até o fim da tarde de segunda-feira, não havia sido aberto Boletim de Ocorrência na delegacia de Mauá sobre a invasão e o roubo.

O prédio invadido também é usado como depósito pela Emei do Jardim Oratório – a merenda escolar é guardada lá. Há duas semanas, houve uma violação semelhante no local, e o alvo dos assaltantes foi justamente a comida. Segundo o professor de Educação Física Evandro Monteiro, que leciona no Mahatma Ghandi, os criminosos deixaram parte da merenda espalhada pelo chão naquele episódio. Entretanto, o professor Monteiro conta que a Guarda faz patrulhamento regular no complexo, trabalho mais intenso durante a noite. O dia do roubo da merenda também fazia parte de um feriado prolongado, o que leva a crer que as rondas são menos regulares nessas ocasiões.

Segunda-feira, por conta dos festejos do Dia do Trabalho em Mauá, todo o efetivo da guarda municipal estava destacado para a segurança do evento. O que deixou todos os prédios públicos da cidade – UBSs, Emeis, Emis e outros – foram vigiados por apenas duas viaturas da Guarda, que se alternavam nos prédios.

O subcomandante da Guarda Civil Municipal, Reginaldo Sanches Daloia, não confirmou o número de viaturas destacadas para o patrulhamento na cidade segunda-feira. Ele disse que alguns locais tiveram a vigilância priorizada, enquanto a maior parte do efetivo teve que garantir a segurança na festa.

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