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Reunião em São Paulo abre ‘ferida’ em Mauá


Renan Cacioli
Do Diário do Grande ABC

05/05/2006 | 08:08


“Tenho um respeito muito grande pelo Leonel. Mas me causa estranheza não ter sido convidado. Se existe o interesse de alguém assumir esta Pasta, coloco (o cargo) à disposição. Se o prefeito achar que tem gente mais adequada, quem sabe um vereador, não tem problema.” O desabafo, quinta-feira, foi doo secretário de Obras de Mauá, Admir Jacomussi, e expõe a ferida aberta pela administração Leonel Damo (PV) na quarta-feira, dia em que o prefeito soube do veto da Secretaria Estadual de Transportes para a construção do viaduto Capuava, principal obra prevista no ano pela secretaria comandada por Jacomussi.

Como se não bastasse a decepção pelo recuo do governo estadual em cumprir a promessa do ex-governador Geraldo Alckmin, feita no início do ano, Jacomussi ficou inconformado por não ter sido avisado – e consequëntemente convidado – sobre reunião realizada quarta-feira no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. Aliás, foi nesse encontro que o secretário-chefe da Casa Civil, Rubens Lara, avisou o prefeito Leonel Damo sobre a negativa do secretário de estadual Transportes, Dario Rais Lopes, de bancar o projeto Capuava.

Nos bastidores do Paço Municipal, a ausência na reunião de um dos principais articuladores políticos do prefeito provocou ciúmes e irritação. Tanto que Jacomussi desabafou em seu gabinete. “Me causou surpresa haver essa reunião e a gente não ter sido comunicado, principalmente porque somos nós que estamos por dentro desse assunto”, afirmou o secretário.

A fogueira das vaidades ganhou contornos de racha político quando o nome citado foi o do vereador Manoel Lopes (PFL), que compõe a base de sustentação de Leonel Damo e que o acompanhou no encontro no Morumbi, juntamente com o secretário de Governo, André Avelino. O vereador Átila Jacomussi (PSB), filho do secretário de Obras, levantou a hipótese de o encontro ter sido agendado por Manoel Lopes (PFL) – mesmo partido do governador Cláudio Lembo – para tirar proveito e aparecer como pai da criança.

Projeto – O secretário de Obras não escondeu a frustração pelo resultado da reunião de quarta-feira. Ele se disse surpreso ao ler no Diário a notícia de que o secretário estadual de Transportes, Dario Rais Lopes, havia quebrado a promessa verbal feita ao prefeito Leonel Damo de ajudar na construção do viaduto Capuava. Segundo Jacomussi, a obra – orçada em R$ 22 milhões, sendo a maior parte orçada pelo Estado – já estava encaminhada. “Gastamos quase R$ 300 mil para fazer os projetos solicitados pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem) do Estado de São Paulo. Houve um compromisso. Não sei o porquê da reversão”, reclamou Jacomussi.



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Reunião em São Paulo abre ‘ferida’ em Mauá

Renan Cacioli
Do Diário do Grande ABC

05/05/2006 | 08:08


“Tenho um respeito muito grande pelo Leonel. Mas me causa estranheza não ter sido convidado. Se existe o interesse de alguém assumir esta Pasta, coloco (o cargo) à disposição. Se o prefeito achar que tem gente mais adequada, quem sabe um vereador, não tem problema.” O desabafo, quinta-feira, foi doo secretário de Obras de Mauá, Admir Jacomussi, e expõe a ferida aberta pela administração Leonel Damo (PV) na quarta-feira, dia em que o prefeito soube do veto da Secretaria Estadual de Transportes para a construção do viaduto Capuava, principal obra prevista no ano pela secretaria comandada por Jacomussi.

Como se não bastasse a decepção pelo recuo do governo estadual em cumprir a promessa do ex-governador Geraldo Alckmin, feita no início do ano, Jacomussi ficou inconformado por não ter sido avisado – e consequëntemente convidado – sobre reunião realizada quarta-feira no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. Aliás, foi nesse encontro que o secretário-chefe da Casa Civil, Rubens Lara, avisou o prefeito Leonel Damo sobre a negativa do secretário de estadual Transportes, Dario Rais Lopes, de bancar o projeto Capuava.

Nos bastidores do Paço Municipal, a ausência na reunião de um dos principais articuladores políticos do prefeito provocou ciúmes e irritação. Tanto que Jacomussi desabafou em seu gabinete. “Me causou surpresa haver essa reunião e a gente não ter sido comunicado, principalmente porque somos nós que estamos por dentro desse assunto”, afirmou o secretário.

A fogueira das vaidades ganhou contornos de racha político quando o nome citado foi o do vereador Manoel Lopes (PFL), que compõe a base de sustentação de Leonel Damo e que o acompanhou no encontro no Morumbi, juntamente com o secretário de Governo, André Avelino. O vereador Átila Jacomussi (PSB), filho do secretário de Obras, levantou a hipótese de o encontro ter sido agendado por Manoel Lopes (PFL) – mesmo partido do governador Cláudio Lembo – para tirar proveito e aparecer como pai da criança.

Projeto – O secretário de Obras não escondeu a frustração pelo resultado da reunião de quarta-feira. Ele se disse surpreso ao ler no Diário a notícia de que o secretário estadual de Transportes, Dario Rais Lopes, havia quebrado a promessa verbal feita ao prefeito Leonel Damo de ajudar na construção do viaduto Capuava. Segundo Jacomussi, a obra – orçada em R$ 22 milhões, sendo a maior parte orçada pelo Estado – já estava encaminhada. “Gastamos quase R$ 300 mil para fazer os projetos solicitados pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem) do Estado de São Paulo. Houve um compromisso. Não sei o porquê da reversão”, reclamou Jacomussi.

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