Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 17 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Gestão Bolsonaro cancelou compra de avião que poderia ajudar Manaus

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aeronave tem capacidade de levar 31 toneladas de carga, e de ser adaptada ao transporte de emergência



17/01/2021 | 07:31


Quando disse que a FAB não tinha mais Boeings que poderiam levar suprimentos a Manaus, o vice-presidente Hamilton Mourão esqueceu de contar que a Aeronáutica não tem mais esses aviões por duas decisões da gestão Jair Bolsonaro. A primeira foi cancelar em fevereiro de 2019 licitação para compra de aeronave usada Boeing-767-300ER. A segunda foi cancelar licitação que atingiu o leasing da mesma aeronave, que estava sendo alugada desde 2016. Esta segunda decisão foi em 12 de agosto de 2020, já na pandemia.

Só em seu porão, a aeronave poderia levar 31 toneladas de carga, fora a possibilidade de ser adaptada para o transporte de pacientes em uma emergência. Para se ter ideia do que essa capacidade de carga significa, a maior aeronave hoje da FAB, o cargueiro KC-390, pode levar 26 toneladas de equipamento. A FAB tem quatro KC-390, mas um deles foi enviado em meio à crise para os EUA a fim de participar de treinamento militar com o Exército americano. Apesar disso, a Aeronáutica disse que essa falta não prejudica a logística para socorrer Manaus.

Quatro meses antes da decisão de não se comprar o Boeing, a Itália e a França haviam transportado pacientes para outras regiões para desafogar hospitais. Na época da decisão, a FAB informou que o cancelamento se devia a razões orçamentárias. Temia-se que, com a crise da covid, houvesse queda da arrecadação e, preventivamente, decidiram economizar. E alegava-se que a pandemia modificava os valores do mercado internacional.

Procurado, o Comando da Aeronáutica informou que "o recebimento do cargueiro multimissão KC-390 Millennium, que aumentou a capacidade de transporte da Força" estava entre as razões para deixar de comprar o Boeing 767-300ER. Também informou que três dos 4 KC390 da FAB estão empenhados na operação de auxílio ao Amazonas.

Na quinta, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, disse que seis aviões da FAB seriam mobilizados para levar oxigênio. Por fim, a FAB disse ainda que anteontem outras duas aeronaves C-130 Hércules pousaram no Amazonas com 18 toneladas de cilindros de oxigênio.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Gestão Bolsonaro cancelou compra de avião que poderia ajudar Manaus

Aeronave tem capacidade de levar 31 toneladas de carga, e de ser adaptada ao transporte de emergência


17/01/2021 | 07:31


Quando disse que a FAB não tinha mais Boeings que poderiam levar suprimentos a Manaus, o vice-presidente Hamilton Mourão esqueceu de contar que a Aeronáutica não tem mais esses aviões por duas decisões da gestão Jair Bolsonaro. A primeira foi cancelar em fevereiro de 2019 licitação para compra de aeronave usada Boeing-767-300ER. A segunda foi cancelar licitação que atingiu o leasing da mesma aeronave, que estava sendo alugada desde 2016. Esta segunda decisão foi em 12 de agosto de 2020, já na pandemia.

Só em seu porão, a aeronave poderia levar 31 toneladas de carga, fora a possibilidade de ser adaptada para o transporte de pacientes em uma emergência. Para se ter ideia do que essa capacidade de carga significa, a maior aeronave hoje da FAB, o cargueiro KC-390, pode levar 26 toneladas de equipamento. A FAB tem quatro KC-390, mas um deles foi enviado em meio à crise para os EUA a fim de participar de treinamento militar com o Exército americano. Apesar disso, a Aeronáutica disse que essa falta não prejudica a logística para socorrer Manaus.

Quatro meses antes da decisão de não se comprar o Boeing, a Itália e a França haviam transportado pacientes para outras regiões para desafogar hospitais. Na época da decisão, a FAB informou que o cancelamento se devia a razões orçamentárias. Temia-se que, com a crise da covid, houvesse queda da arrecadação e, preventivamente, decidiram economizar. E alegava-se que a pandemia modificava os valores do mercado internacional.

Procurado, o Comando da Aeronáutica informou que "o recebimento do cargueiro multimissão KC-390 Millennium, que aumentou a capacidade de transporte da Força" estava entre as razões para deixar de comprar o Boeing 767-300ER. Também informou que três dos 4 KC390 da FAB estão empenhados na operação de auxílio ao Amazonas.

Na quinta, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, disse que seis aviões da FAB seriam mobilizados para levar oxigênio. Por fim, a FAB disse ainda que anteontem outras duas aeronaves C-130 Hércules pousaram no Amazonas com 18 toneladas de cilindros de oxigênio.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;