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Sto.André será referência, avalia Police

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-vereador da Capital, novo titular de Planejamento fala em ser garçom de soluções a Paulo Serra; entre temas, cita habitação e precatórios


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

14/01/2021 | 01:39


Escolhido pelo prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), para assumir a superintendência da Unidade de Planejamento e Assuntos Estratégicos, o ex-vereador paulistano José Police Neto (PSD) traçou que a cidade irá recuperar protagonismo de ser referência nacional no quesito de exportar projetos bem sucedidos. “Vou ser o cara da inovação.” Em entrevista ao Diário, o pessedista refutou a tese de forasteiro, apontado àqueles que vêm de fora, e sustentou que conhece os principais problemas do município e do Grande ABC diante de estudo in loco na Região Metropolitana de São Paulo.

“Estudei a Região Metropolitana nos últimos 20 anos. É questão que esteve inserida no meu patrimônio de vida. Por isso, vim muito para o Grande ABC, Santo André, principalmente, Guarulhos, Mogi das Cruzes e Osasco. As disputas políticas que aconteceram aqui, por exemplo, permitiam diálogo mais atrevido para quem é de fora. Devido a isso, me sinto muito pouco forasteiro. Já vim para cá de bicicleta, ônibus, carro, trem, Metrô. Na verdade, quando se está em área estratégica para ser garçom, até acho que a leitura do forasteiro pode ser positiva, alguém que rodou o mundo (como delegado da ONU) e pode trazer o que outros países têm de experiência. Adaptar o que o mundo acertou e evitar repetição de erros”, pontuou o ex-parlamentar.

Para o pessedista, o fato de Paulo Serra ter obtido adesão de quase 77% dos votos válidos na eleição de novembro confere a ele “valor muito grande”. “Sarrafo foi lá em cima. Passar não é tão simples. Teremos que ser muito mais competentes.” Police disse que Santo André não ficará a reboque da Capital no mandato. “Depois da morte do Celso (Daniel, em 2002) a cidade não encontrou seu líder até a eleição do Paulo Serra e, talvez, tivesse dúvida se era ele na primeira (em 2016). A segunda mostrou que ele é um líder. Neste período, a cidade tinha prefeito, mas não líder. Santo André, em certo momento, inspirou. Tem debate nacional, no Senado, sobre o marco das startups, que vai permitir novos arranjos, recepção da indústria 4.0. O prefeito vai a Brasília para discussão.”

O ex-vereador já exerceu posto de secretário de Participação e Parceria na gestão Gilberto Kassab (PSD). Prevê grandes desafios, a exemplo na mobilidade, habitação e precatórios. “Venho para oferecer cardápio de soluções reais, oferecer alternativas para enfrentar problemas velhos”, alegou. “Política na habitação não pode ser mais oferecer casa subsidiada do jeito que foi. Precisamos voltar a ser referência nacional. Consigo testar mais rapidamente modelo de locação e serviço de moradia social do que em São Paulo.” Em relação aos débitos judiciais, ele falou em avaliar plano de cruzar o passivo com dívida ativa, hoje em R$ 2,3 bilhões. “Mais do que na hora de criar ambiente em que esses dois possam dialogar sem eu estar no meio. São Paulo e outros municípios já fizeram.”

Police rechaçou uso do posto para alçar eventual candidatura a deputado em 2022 e minimizou o revés eleitoral. Ele registrou 21,6 mil votos no pleito de São Paulo, ficando na condição de primeiro suplente do partido – foram quatro mandatos consecutivos. “Pela quinta vez fiquei entre os 50 mais votados. Por obra do acaso, não deu coeficiente eleitoral. Fui cinco vezes candidato a vereador, nas cinco fiquei entre os 50 mais votados. São 55 cadeiras. Tem nove eleitos com menos votados que eu. A população, por assim dizer, me escolheu. Isso me diminui? Nada. Se tivesse (encolhido politicamente), o Paulinho não teria me convidado para vir para cá.” 



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Ex-vereador da Capital, novo titular de Planejamento fala em ser garçom de soluções a Paulo Serra; entre temas, cita habitação e precatórios

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

14/01/2021 | 01:39


Escolhido pelo prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), para assumir a superintendência da Unidade de Planejamento e Assuntos Estratégicos, o ex-vereador paulistano José Police Neto (PSD) traçou que a cidade irá recuperar protagonismo de ser referência nacional no quesito de exportar projetos bem sucedidos. “Vou ser o cara da inovação.” Em entrevista ao Diário, o pessedista refutou a tese de forasteiro, apontado àqueles que vêm de fora, e sustentou que conhece os principais problemas do município e do Grande ABC diante de estudo in loco na Região Metropolitana de São Paulo.

“Estudei a Região Metropolitana nos últimos 20 anos. É questão que esteve inserida no meu patrimônio de vida. Por isso, vim muito para o Grande ABC, Santo André, principalmente, Guarulhos, Mogi das Cruzes e Osasco. As disputas políticas que aconteceram aqui, por exemplo, permitiam diálogo mais atrevido para quem é de fora. Devido a isso, me sinto muito pouco forasteiro. Já vim para cá de bicicleta, ônibus, carro, trem, Metrô. Na verdade, quando se está em área estratégica para ser garçom, até acho que a leitura do forasteiro pode ser positiva, alguém que rodou o mundo (como delegado da ONU) e pode trazer o que outros países têm de experiência. Adaptar o que o mundo acertou e evitar repetição de erros”, pontuou o ex-parlamentar.

Para o pessedista, o fato de Paulo Serra ter obtido adesão de quase 77% dos votos válidos na eleição de novembro confere a ele “valor muito grande”. “Sarrafo foi lá em cima. Passar não é tão simples. Teremos que ser muito mais competentes.” Police disse que Santo André não ficará a reboque da Capital no mandato. “Depois da morte do Celso (Daniel, em 2002) a cidade não encontrou seu líder até a eleição do Paulo Serra e, talvez, tivesse dúvida se era ele na primeira (em 2016). A segunda mostrou que ele é um líder. Neste período, a cidade tinha prefeito, mas não líder. Santo André, em certo momento, inspirou. Tem debate nacional, no Senado, sobre o marco das startups, que vai permitir novos arranjos, recepção da indústria 4.0. O prefeito vai a Brasília para discussão.”

O ex-vereador já exerceu posto de secretário de Participação e Parceria na gestão Gilberto Kassab (PSD). Prevê grandes desafios, a exemplo na mobilidade, habitação e precatórios. “Venho para oferecer cardápio de soluções reais, oferecer alternativas para enfrentar problemas velhos”, alegou. “Política na habitação não pode ser mais oferecer casa subsidiada do jeito que foi. Precisamos voltar a ser referência nacional. Consigo testar mais rapidamente modelo de locação e serviço de moradia social do que em São Paulo.” Em relação aos débitos judiciais, ele falou em avaliar plano de cruzar o passivo com dívida ativa, hoje em R$ 2,3 bilhões. “Mais do que na hora de criar ambiente em que esses dois possam dialogar sem eu estar no meio. São Paulo e outros municípios já fizeram.”

Police rechaçou uso do posto para alçar eventual candidatura a deputado em 2022 e minimizou o revés eleitoral. Ele registrou 21,6 mil votos no pleito de São Paulo, ficando na condição de primeiro suplente do partido – foram quatro mandatos consecutivos. “Pela quinta vez fiquei entre os 50 mais votados. Por obra do acaso, não deu coeficiente eleitoral. Fui cinco vezes candidato a vereador, nas cinco fiquei entre os 50 mais votados. São 55 cadeiras. Tem nove eleitos com menos votados que eu. A população, por assim dizer, me escolheu. Isso me diminui? Nada. Se tivesse (encolhido politicamente), o Paulinho não teria me convidado para vir para cá.” 

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