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‘Trabalhar no semáforo já me abriu várias portas’

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Aos 16 anos, jovem decidiu vender balas para juntar dinheiro e iniciar como empresário


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

29/12/2020 | 00:01


“Quero ser empresário. Tudo tem um começo.” Essa é a frase estampada na cartolina que Maropi Cauã Soares da Silva, 16 anos, segura enquanto vende balas no semáforo em frente ao 10º Batalhão da Polícia Militar, na Alameda São Caetano, no bairro Campestre, em Santo André. O motivo que o levou até ali foi o sonho de empreender na área de informática, porém, o jovem garante que o trabalho foi além.

“O semáforo já me abriu várias portas. Fiz trabalho de fotógrafo em casamento e eventos, e fui convidado para alguns empregos, como para ser atendente em um bar, recepcionista em escola de inglês, e para vender MDT (Maravilhas da Terra)”, contou o jovem, orgulhoso do sucesso.

Nascido na Praia Grande, no Litoral Paulista, Maropi chegou em São Caetano há cerca de dez anos. Jogador de vôlei, o primeiro sonho em seguir carreira no esporte o levou para o time da cidade, onde afirma ter jogado até 2018. Na sequência, voltou para sua cidade natal para atuar no time de Santos, onde ficou até o início deste ano. “Morei sozinho lá na Praia Grande e voltei para o Grande ABC por causa da pandemia do coronavírus”, contou, explicando que, hoje, sua família mora no bairro Campestre, em Santo André.

Embora more com os pais (a mãe é vendedora e o pai, metalúrgico) e três irmãos (de 19 e 14 anos, e uma bebê de 9 meses), o jovem, sem dinheiro para si, decidiu que iria trabalhar para montar um PC Gamer (computador específico para jogos). “Amo jogar, e não tinha como comprar um PC gamer. Então comecei a vender as balas e vi que daria para montar meu próprio computador. Hoje já estou com quase todas as peças” disse, explicando que, em três meses de trabalho, juntou quantia suficiente. “Em dias ruins lucro perto de R$ 80, em dias bons, uns R$ 140. E com os eventos deu para somar”, enumerou o jovem.

Montar seu próprio computador, no entanto, não se trata apenas de brincadeira de adolescente. Maropi garante que quer empreender no setor de informática, “Quero ser empresário. Hoje estudo, trabalho e estou aprendendo sobre empreendedorismo”, disse, revelando que leu livro que dizia que teria de ter objetivos, e foi o que fez. “Eu comecei a ler sobre empreendedorismo, ver vídeos e decidi que queria ter o meu dinheiro também”, contou.

O jovem explica que está avaliando as oportunidades que lhe foram apresentadas de emprego. Por enquanto, continua vendendo suas balas perto de casa. “O mais difícil é lidar com as pessoas. Mas estou conquistando meus objetivos”, garantiu.
 



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