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Começa julgamento de ex-presidente africano por crimes de guerra


Da AFP

04/06/2007 | 08:12


O primeiro julgamento de um ex-chefe de Estado africano pela justiça internacional, o do ex-presidente liberiano Charles Taylor, acusado de crimes de guerra, começou nesta segunda-feira em Haia, sem a presença do réu.

Charles Taylor, 59 anos, deve responder a 11 acusações por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

De acordo com a promotoria, ele foi a figura central nas guerras civis que assolaram Libéria e Serra Leoa entre 1989 e 2003, com saldo de 400 mil mortos. Milhares de pessoas foram amputadas, estupradas ou submetidas à escravidão sexual durante o conflito financiado em grande parte pelo tráfico de "diamantes de sangue".

Charles Taylor se negou a comparecer ante os juízes e denunciou, em uma carta lida na abertura da audiência, a diferença de recursos entre a acusação e a defesa. "Cheguei à conclusão de que não gozarei de um processo eqüitativo no Tribunal Especial nesta etapa, e devo me recusar a assistir às audiências", escreveu.

"Não posso participar nesta comédia que é injusta para o povo da Libéria e para o povo de Serra Leoa. Só tenho um advogado para me representar contra nove para a equipe de acusação. Isto não é eqüitativo nem justo", prossegue o texto.

Taylor anunciou ainda que não dará mais instruções a seu advogado, o britânico Karim Khan, e este último afirmou que o ex-presidente assumirá a própria defesa.

No entanto, a juíza ugandesa Julia Sebutinde determinou o prosseguimento do julgamento. A corte determinou que o advogado de Taylor continuasse representando o cliente, mas este abandonou o local depois de uma discussão com a juíza.

Em seguida, o tribunal selecionou outro membro da equipe de defesa, Charles Jalloh, para representar Taylor na audiência.

O ex-presidente liberiano é julgado em uma câmara do TSSL (Tribunal Especial para Serra Leoa) deslocada de Freetown para Haia, nos edifícios do TPI (Tribunal Penal Internacional), a pedido das autoridades liberianas que alegaram motivos de segurança.

Taylor está detido no centro penitenciário de Scheveningen, na periferia de Haia. Ele se declara inocente das acusações.


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Começa julgamento de ex-presidente africano por crimes de guerra

Da AFP

04/06/2007 | 08:12


O primeiro julgamento de um ex-chefe de Estado africano pela justiça internacional, o do ex-presidente liberiano Charles Taylor, acusado de crimes de guerra, começou nesta segunda-feira em Haia, sem a presença do réu.

Charles Taylor, 59 anos, deve responder a 11 acusações por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

De acordo com a promotoria, ele foi a figura central nas guerras civis que assolaram Libéria e Serra Leoa entre 1989 e 2003, com saldo de 400 mil mortos. Milhares de pessoas foram amputadas, estupradas ou submetidas à escravidão sexual durante o conflito financiado em grande parte pelo tráfico de "diamantes de sangue".

Charles Taylor se negou a comparecer ante os juízes e denunciou, em uma carta lida na abertura da audiência, a diferença de recursos entre a acusação e a defesa. "Cheguei à conclusão de que não gozarei de um processo eqüitativo no Tribunal Especial nesta etapa, e devo me recusar a assistir às audiências", escreveu.

"Não posso participar nesta comédia que é injusta para o povo da Libéria e para o povo de Serra Leoa. Só tenho um advogado para me representar contra nove para a equipe de acusação. Isto não é eqüitativo nem justo", prossegue o texto.

Taylor anunciou ainda que não dará mais instruções a seu advogado, o britânico Karim Khan, e este último afirmou que o ex-presidente assumirá a própria defesa.

No entanto, a juíza ugandesa Julia Sebutinde determinou o prosseguimento do julgamento. A corte determinou que o advogado de Taylor continuasse representando o cliente, mas este abandonou o local depois de uma discussão com a juíza.

Em seguida, o tribunal selecionou outro membro da equipe de defesa, Charles Jalloh, para representar Taylor na audiência.

O ex-presidente liberiano é julgado em uma câmara do TSSL (Tribunal Especial para Serra Leoa) deslocada de Freetown para Haia, nos edifícios do TPI (Tribunal Penal Internacional), a pedido das autoridades liberianas que alegaram motivos de segurança.

Taylor está detido no centro penitenciário de Scheveningen, na periferia de Haia. Ele se declara inocente das acusações.

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