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Senai Sao Caetano ganha robôs do Japao


Mario Gioia
Da Redaçao

13/06/1999 | 18:34


Dois robôs japoneses doados ao Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Armando de Arruda Pereira, de Sao Caetano, serao usados por alunos e técnicos do Centro de Mecatrônica. Os robôs estao em fase final de montagem e devem entrar em operaçao no início do próximo semestre.

A escola recebeu os equipamentos da agência governamental japonesa Jica (Japan International Cooperation Agency), que mantém convênio com o Senai desde 1975.  De acordo com o diretor regional da entidade, Fábio Luiz Marinho Aidar, os dois robôs sao os únicos de porte industrial no Brasil destinados ao ensino e à pesquisa.

O coordenador técnico do Centro de Mecatrônica, Marcos Cardozo Pereira, explicou que os dois robôs fazem parte de um laboratório de robótica dividido em três partes. Os novos modelos ficam em uma célula própria. Um deles é um MIG, que realiza trabalhos de soldagem. O outro robô é mais complexo, e é capaz de desenvolver diversas atividades, como manipulaçao e movimentaçao de partes. Além disso, ele é dotado de visao. Os dois equipamentos podem se comunicar entre si.

Numa unidade chamada de Computer Integrated Manufactury sao montados produtos industriais. Na outra parte do laboratório ficam os computadores responsáveis pela programaçao dos robôs e de situaçoes simuladas.

Além da funçao didática, os equipamentos serao utilizados para treinamento de funcionários do setor privado e para desenvolvimento de tecnologia, que pode ser repassada para pequenas e microempresas. A idéia é vender os projetos como produtos de consultorias técnicas, a custos mais acessíveis.

Entre os exemplos de barateamento de produtos que dispensariam a mao-de-obra humana estao os polímeros que ficam dentro de radiadores dos carros. "Na fabricaçao desse componente, qualquer trabalho braçal encarece o produto e poderia ser dispensado", afirmou Marcos.

Desemprego - O novo diretor geral da Jica no Brasil, Kenichiro Kawaji, acha que o avanço na robótica nao é incompatível com o fechamento de postos de trabalho.

"Nao é verdade que a robotizaçao causa desemprego. Trabalhadores que estao em funçoes braçais que podem ser desempenhadas por máquinas podem ser readequados em novos cargos, depois de passarem por treinamento, sem impedir o avanço tecnológico", disse ele.



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