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FBI identifica terroristas e chega perto de suspeitos


Do Diário OnLine

13/09/2001 | 00:30


O FBI (Federal Bureau of Investigation, a Polícia Federal dos EUA) confirmou nesta quarta-feira que já identificou a maioria dos terroristas suicidas que seqüestraram quatro aviões norte-americanos na terça, causando a maior tragédia da história do país. Os responsáveis pelos ataques ao World Trade Center, em Nova York, e ao Pentágono, em Washington, seriam extremistas islâmicos. As autoridades dos EUA seguem caçando, dentro e fora do país, suspeitos de terem participado dos atentados.

As autoridades dos EUA trabalham com pelo menos 700 pistas sobre os seqüestradores, que teriam ligações com o milionário terrorista islâmico Osama Bin Laden. O secretário-geral da Defesa americana, John Ashcroft, afirmou que o esquema terrorista que resultou no sacrifício de milhares de vidas teve 60 envolvidos. Pelo menos seis suspeitos já teriam sido presos – todos seriam estrangeiros (procedentes de países do Oriente Médio) e islâmicos.

O FBI trabalha com a hipótese de que cada um dos quatro aviões usados nos atentados foram seqüestrados por grupos de três a cinco pessoas, sendo que pelo menos um dos agressores sabia como pilotar uma aeronave. Os seqüestradores teriam usado apenas armas brancas, algumas artesanais, construídas com lâminas de barbear e pedaços de plástico. A ausência de armas de fogo facilitaria o embarque.

O diretor do FBI, Robert Mueller, explicou que a entidade tem concentrado suas investigações em Boston (Massachusetts) porque os dois aviões que colidiram nas torres gêmeas do World Trade Center (em Nova York) partiram daquela cidade, com destino a Los Angeles – um vôo era da United Airlines e outro, da American Airlines. Sobre as investigações no sul da Flórida, Mueller explicou que pistas conseguidas pelo FBI mostram que os seqüestradores passaram pelo Estado. "Estamos tentando refazer a rota deles", afirmou, em entrevista coletiva.

Pistas também levaram o FBI a pedir ajuda para a polícia alemã. A BKA, agência federal alemã de combate ao crime, investigou dois apartamentos em Hamburgo que teriam sido usados por terroristas islâmicos que entraram nos EUA. Um deles, que abrigava cinco pessoas de origem árabe, estava vazio desde fevereiro. No outro, uma mulher usando os trajes típicos permitidos pelo regime extremista islâmico foi localizada e removida para prestar esclarecimentos. Ela seria esposa de um dos seqüestradores dos quatro aviões americanos.

A investigação do FBI também se concentra na Internet. A polícia está vasculhando os dois maiores provedores do país atrás de e-mails que tratariam sobre os atentados suicidas. Os federais já teriam encontrado mensagens com pistas sobre o caso. A America Online, maior provedor do mundo, já repassou ao FBI informações sobre contas suspeitas.

Os Estados Unidos conseguiram interceptar duas ligações telefônicas feitas depois dos atentados de terça-feira com comentários suspeitos sobre os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono. Nas conversas, os interlocutores comentam que "dois alvos foram atingidos". As autoridades atribuem o diálogo a membros do Qaeda, uma organização terrorista supostamente patrocinada pelo milionário Osama Bin Laden.

Criados em casa - John Ashcroft afirmou que os quatro aviões destruídos na terça-feira foram pilotados por seqüestradores que foram treinados em escolas de aviação dos Estados Unidos. Alguns dos estrangeiros islâmicos rastreados pelo FBI tinham ligação com pilotagem aérea.

Autoridades do Estado da Flórida divulgaram nesta quarta-feira à noite a foto de Mohamed Atta, mais um suspeito de participar dos seqüestros. A fotografia foi tirada de sua carteira de motorista, expedida no próprio Estado.

Mohamed Atta e Marwan – que seria seu irmão – hospedaram-se entre junho e novembro do ano passado na casa de uma família em Venice, na Flórida, para fazer curso de pilotagem. O FBI apurou que o dono da casa é Charlie Voss, ex-empregado da empresa de aviação Huffman International. Ele contou à polícia que os dois islâmicos eram quietos, mal encarados e sarcásticos em seus comentários.

Ainda na Flórida, em Vero Beach, o FBI chegou a uma casa que foi alugada em nome de Adnan Bukhari, que identificou-se como piloto de aviação comercial na Arábia Saudita. O proprietário do imóvel, Paul Steineling, contou à polícia que o árabe morou com a mulher e três filhos na casa e mudou-se no final de semana. Bukhari, ainda segundo o senhorio, estava freqüentando uma escola de pilotagem no Estado.

O FBI encontrou em Boston, no estacionamento do Aeroporto Internacional de Logan (de onde partiram os dois aviões que colidiram no WTC), um carro com material suspeito. Segundo o jornal Boston Herald, o carro continha um manual de pilotagem de avião escrito em língua árabe e uma cópia do alcorão (o livro sagrado do islamismo). A informação não é confirmada pelo FBI.

Quatro pessoas, todas de origem árabe, teriam sido vistos no carro por testemunhas. Dois dos ocupantes do carro seria irmãos, portadores de passaportes emitidos pelos Emirados Árabes. Um deles seria piloto profissional.

O avião que caiu em uma área rural na Pennsylvania não teria atingido um alvo de grande impacto dentro dos EUA – especula-se, pela rota, que poderia ter sido a residencia presidencial de Camp David – porque passageiros se insurgiram contra os seqüestradores e impediram que os criminosos assumissem o controle.

Autoridades americanas têm registros de ligações de passageiros do vôo 93 da United Airlines, que saiu de Newark (Nova Jersey) para San Francisco (Califórnia), para familiares ou policiais descrevendo uma tentativa de luta contra os seqüestradores.

Com informações das agências internacionais e TVs CNN e GloboNews.



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