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Desemprego feminino é maior do que dos homens


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

06/03/2008 | 07:04


O ano de 2007 foi um período de recuperação de empregos para os trabalhadores brasileiros. Mas o mercado na Região Metropolitana de São Paulo foi muito mais favorável para os homens do que para as mulheres: enquanto a taxa de desemprego delas é de 17,8%, para eles esse índice cai para 12,3%.

É o que aponta a pesquisa do Seade/Dieese (Sistema Estadual de Análise de Dados em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Em 2007, o desemprego caiu de forma geral, mas enquanto passou de 18,6% para 17,8% no ano passado, esse processo foi muito mais acelerado para os homens, que desde 2003 não apresentam uma taxa próxima da atual para o mercado feminino.

Segundo a analista do Seade Márcia Guerra, desde 2000 a mulher passou a ser maioria dos desempregados no mercado de trabalho. “Há muita dificuldade para conseguir emprego, pois a mulher consegue mais oportunidades no setor de serviços e este não é o segmento que mais apresentou geração de vagas no ano passado”, explica.

Esse setor é responsável por 52% dos empregos para a trabalhadora, enquanto serviços domésticos representa 17,2%, comércio 15,7% e indústria 14,3%.

A participação da mulher no mercado de trabalho também caiu em 2007. De acordo com Márcia, a presença da mão-de-obra feminina cresce desde os anos 1970, mas apresentou estabilidade em 2005 e decréscimo em 2007.

Essa queda é maior entre as mulheres mais jovens (entre 10 e 17 anos e 18 a 24 anos). Segundo a pesquisa, além da questão legal do trabalho apenas após os 16 anos, a trabalhadora também está investindo mais nos estudos.

Contudo, esse investimento em formação profissional ainda não reflete no rendimento. Enquanto a trabalhadora recebeu R$ 5,42 por hora trabalhada em 2007, o trabalhador, R$ 6,96.

Isso se acentua mais entre profissionais de ensino superior, pois mulher ganhou R$ 15,10, muito abaixo dos R$ 21,18 pago ao homem.



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Desemprego feminino é maior do que dos homens

Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

06/03/2008 | 07:04


O ano de 2007 foi um período de recuperação de empregos para os trabalhadores brasileiros. Mas o mercado na Região Metropolitana de São Paulo foi muito mais favorável para os homens do que para as mulheres: enquanto a taxa de desemprego delas é de 17,8%, para eles esse índice cai para 12,3%.

É o que aponta a pesquisa do Seade/Dieese (Sistema Estadual de Análise de Dados em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Em 2007, o desemprego caiu de forma geral, mas enquanto passou de 18,6% para 17,8% no ano passado, esse processo foi muito mais acelerado para os homens, que desde 2003 não apresentam uma taxa próxima da atual para o mercado feminino.

Segundo a analista do Seade Márcia Guerra, desde 2000 a mulher passou a ser maioria dos desempregados no mercado de trabalho. “Há muita dificuldade para conseguir emprego, pois a mulher consegue mais oportunidades no setor de serviços e este não é o segmento que mais apresentou geração de vagas no ano passado”, explica.

Esse setor é responsável por 52% dos empregos para a trabalhadora, enquanto serviços domésticos representa 17,2%, comércio 15,7% e indústria 14,3%.

A participação da mulher no mercado de trabalho também caiu em 2007. De acordo com Márcia, a presença da mão-de-obra feminina cresce desde os anos 1970, mas apresentou estabilidade em 2005 e decréscimo em 2007.

Essa queda é maior entre as mulheres mais jovens (entre 10 e 17 anos e 18 a 24 anos). Segundo a pesquisa, além da questão legal do trabalho apenas após os 16 anos, a trabalhadora também está investindo mais nos estudos.

Contudo, esse investimento em formação profissional ainda não reflete no rendimento. Enquanto a trabalhadora recebeu R$ 5,42 por hora trabalhada em 2007, o trabalhador, R$ 6,96.

Isso se acentua mais entre profissionais de ensino superior, pois mulher ganhou R$ 15,10, muito abaixo dos R$ 21,18 pago ao homem.

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