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Padaria no Jardim Santo Alberto mantém forno a lenha aceso há 50 anos

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Comércio de família portuguesa conserva, inclusive, tradição da caderneta


Bianca Barbosa

29/06/2018 | 07:00


Ponto de parada obrigatório da Rua Evangelista de Souza, em Santo André, a Padaria Jardim Santo Alberto, que homenageia o bairro onde está localizada, completa meio século de história hoje. Fundado por dois irmãos portugueses, o local é reduto de tradições: além de todos os produtos serem feitos no forno a lenha da unidade, aceso desde a inauguração, mantém o método da caderneta para clientes fiéis.

Entre sete irmãos e três irmãs da família Godinho, que veio completa da cidade de Porto, Portugal, para São Paulo em meados da década de 1940, Luiz e Serafim foram os únicos que enveredaram pela panificação. Antes da padaria de Santo André (fundada em 1968), outros dois locais foram pontos da família, entre eles o bairro Glicério, na Capital. “Até o Jânio Quadros (presidente entre 1961 e 1964) era meu freguês lá. Ele morava na rua de cima (do estabelecimento) e a gente anotava tudo na caderneta”, comenta Serafim, 77 anos, orgulhoso. Dos clientes de caderneta, sobraram apenas dois. Filho de Serafim, Márcio Godinho, 48, ressalta que faz questão de manter a tradição. “São clientes fiéis e antigos.”

Após o falecimento de Luiz, em outubro de 2002, a filha Elizete, 54, passou a gerenciar o local ao lado do tio e primos. “Ele nunca tirou férias, acredita? Hoje a gente tem um vínculo forte, difícil de explicar. Vivo aqui dentro desde os 11 anos”, conta a engenheira por formação. A segunda geração dos Godinho também foi fisgada pelo sabor da padaria. Dois filhos de Serafim também abriram mão da profissão para tocar o negócio da família. Márcio é ex-economista. “Desde pequeno venho para cá ajudar meu pai.” 

Só de pão francês são vendidas 3.500 unidades por dia, a R$ 14 o quilo. “Na época de manutenção do polo petroquímico, chegávamos a fazer 50 mil pãezinhos só para os funcionários de lá”, lembra Márcio. Entre os doces, chama atenção a receita exclusiva de panetone em formato de pão de forma, fabricado durante o ano todo pelas mãos do fundador da padaria, também amante do futebol. “Sabe de onde eu sou? Da terra de Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo”, brinca Serafim.

O forno a lenha ainda é feito pelos mesmos tijolos de 50 anos atrás. Reforma feita recentemente na cozinha mudou apenas a ‘cara’ do equipamento. “O motivo do forno não parar nunca é porque, se ele esfriar, acaba rachando, então deve permanecer quente”, explica Márcio.



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