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Mercado de petróleo e gás segue aquecido

Profissionais que buscam oportunidade no setor podem ganhar salários de R$ 5.000 a R$ 50 mil


Leone Farias
do Diário do Grande ABC

23/06/2014 | 07:07


Enquanto outras áreas sentem o impacto da crise econômica, o mercado de trabalho na área de petróleo e gás se mostra aquecido neste ano, aponta estudo da Michael Page Oil&Gas, divisão especializada da consultoria que atua globalmente no recrutamento e seleção de executivos para o setor.

A abertura de rodadas de licitação de campos do pré-sal, no último trimestre de 2013, colaborou para impulsionar as contratações na área, aponta Júlio Castro, consultor sênior de petróleo e gás da Michael Page. E a disputa por esses profissionais tem valorizado os salários na atividade.

As cifras são chamativas, destaca Castro: a base salarial do engenheiro é R$ 6.516, mas, na área, a remuneração do engenheiro júnior gira em R$ 12 mil, a do pleno chega a R$ 20 mil e do sênior supera esse valor, podendo, no caso de gerentes de planta off-shore (em alto-mar) e de perfuração oscilar entre R$ 35 mil e R$ 50 mil.

Outros levantamentos atestam a valorização de quem tem experiência no segmento. Pesquisa da Catho indica que a média salarial de profissionais que trabalham no setor é 54,45% maior do que a média nacional. Na área específica de engenharia, o consultor da Michael Page diz que se recebe 30% mais na indústria de petróleo. O mercado é promissor também para os trabalhadores de nível técnico (com cursos de manutenção, instrumentação, elétrica ou mecatrônica), que podem receber R$ 5.000.

PRODUÇÃO - Com as novas rodadas de licitação, no fim de 2013, grandes operadoras começaram a demandar estudos geológicos, o que já mexeu com a cadeia do setor.

Além disso, o plano de negócios da Petrobras, que prevê duplicar a produção de petróleo até 2017 (de 2 bilhões de barris/dia para 4 bilhões) é sinal de que os próximos anos também serão favoráveis à atividade. Castro salienta que a proximidade com Santos – “na boca do pré-sal” –, traz grandes oportunidades para profissionais da região.

CARREIRA - Para quem quer ingressar nesse mercado, o consultor orienta que há espaço tanto para técnicos quanto para engenheiros, mas é importante ter inglês fluente e buscar carreira sólida. Ele explica que há muita gente que não tem fidelidade com suas empresas e que, por pequenos valores a mais, muda de companhia.

Outro ponto importante é a disposição de se mudar para outro país. Essa, por sinal, é característica valorizada na área. Pesquisa feita pela Michael Page aponta que 40% dos profissionais do setor consideram se tornar expatriado (mudar de país com vínculo empregatício na empresa de origem) como o benefício mais importante que se pode ter, pela equiparação salarial de um país para outro, plano de saúde para a família, auxílio-moradia, voo para visitar os familiares uma vez por ano e escola para os filhos, entre outros.  



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Mercado de petróleo e gás segue aquecido

Profissionais que buscam oportunidade no setor podem ganhar salários de R$ 5.000 a R$ 50 mil

Leone Farias
do Diário do Grande ABC

23/06/2014 | 07:07


Enquanto outras áreas sentem o impacto da crise econômica, o mercado de trabalho na área de petróleo e gás se mostra aquecido neste ano, aponta estudo da Michael Page Oil&Gas, divisão especializada da consultoria que atua globalmente no recrutamento e seleção de executivos para o setor.

A abertura de rodadas de licitação de campos do pré-sal, no último trimestre de 2013, colaborou para impulsionar as contratações na área, aponta Júlio Castro, consultor sênior de petróleo e gás da Michael Page. E a disputa por esses profissionais tem valorizado os salários na atividade.

As cifras são chamativas, destaca Castro: a base salarial do engenheiro é R$ 6.516, mas, na área, a remuneração do engenheiro júnior gira em R$ 12 mil, a do pleno chega a R$ 20 mil e do sênior supera esse valor, podendo, no caso de gerentes de planta off-shore (em alto-mar) e de perfuração oscilar entre R$ 35 mil e R$ 50 mil.

Outros levantamentos atestam a valorização de quem tem experiência no segmento. Pesquisa da Catho indica que a média salarial de profissionais que trabalham no setor é 54,45% maior do que a média nacional. Na área específica de engenharia, o consultor da Michael Page diz que se recebe 30% mais na indústria de petróleo. O mercado é promissor também para os trabalhadores de nível técnico (com cursos de manutenção, instrumentação, elétrica ou mecatrônica), que podem receber R$ 5.000.

PRODUÇÃO - Com as novas rodadas de licitação, no fim de 2013, grandes operadoras começaram a demandar estudos geológicos, o que já mexeu com a cadeia do setor.

Além disso, o plano de negócios da Petrobras, que prevê duplicar a produção de petróleo até 2017 (de 2 bilhões de barris/dia para 4 bilhões) é sinal de que os próximos anos também serão favoráveis à atividade. Castro salienta que a proximidade com Santos – “na boca do pré-sal” –, traz grandes oportunidades para profissionais da região.

CARREIRA - Para quem quer ingressar nesse mercado, o consultor orienta que há espaço tanto para técnicos quanto para engenheiros, mas é importante ter inglês fluente e buscar carreira sólida. Ele explica que há muita gente que não tem fidelidade com suas empresas e que, por pequenos valores a mais, muda de companhia.

Outro ponto importante é a disposição de se mudar para outro país. Essa, por sinal, é característica valorizada na área. Pesquisa feita pela Michael Page aponta que 40% dos profissionais do setor consideram se tornar expatriado (mudar de país com vínculo empregatício na empresa de origem) como o benefício mais importante que se pode ter, pela equiparação salarial de um país para outro, plano de saúde para a família, auxílio-moradia, voo para visitar os familiares uma vez por ano e escola para os filhos, entre outros.  

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